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" ESCREVER É AMADURECER COM AS PRÓPRIAS IDEIAS!"
( Roberta Amaro )
( Roberta Amaro )
terça-feira, 29 de maio de 2012
quarta-feira, 11 de abril de 2012
RÓTULOS...
"
Sabe aquela menina gordinha? E aquela mulher loira oxigenada? A vizinha que se
separou do marido, a patricinha do 9º ano. O rapaz homossexual; a atirada do
bairro. O nerd, o CDF, o filhinho de papai, a tímida. O careta, o
crente..."
São
tantos, mas o que dizer deles? Os rótulos. Uma longa lista de impressões
superficiais que verdadeiras ou não, geralmente passam uma imagem equivocada e
distorcida das pessoas.
É muito
fácil rotular alguém e acredite que mesmo inconsciente fazemos isso de forma
constante. Pode até parecer que não somos notados, todavia a verdade é que
estamos a todo momento sendo observados, nossas atitudes, comportamentos,
feitos, ações, escolhas...
Mas frequente
do que rotular é ser rotulado. E ser rotulado certamente não é confortável.
Incomoda lidar com o julgamento de terceiros, mesmo que esse julgamentos sejam
baseados em coisas que realmente acontecem. E o que dizer então quando os
comentários falaciosos são injúrias, calúnias eu até mesmo injustiças?
Bem,
verdadeiros ou não, rótulos são rótulos. Um dedo apontado no rosto pelos erros,
escolhas, jeito de ser ou por mera perseguição. E ninguém suporta facilmente o
poder de tal julgamento.
A
verdade é que não importa se os rótulos e impressões sobre você são verdadeiros
ou não. É preciso manter a calma e a mente bem consciente, porque se não houver
uma racionalidade cairemos na arapuca, entraremos no jogo dos rotuladores.
Resultado perderemos a razão.
Em
primeiro lugar, você não precisa provar nada para ninguém, senão para você
mesmo. Será que tenho passado uma imagem equivocada? Quando nos tornamos nosso
próprio julgador certamente corrigimos os erros.
E para
terminar o mais importante, não é relevante como os outros veêm você e sim como
Deus lhe enxerga. Essa deveria ser a preocupação de todos, porque Ele sim nos
vê a todo instante, conhece-nos mais do que nós mesmos.
Pense nisso!
Roberta Amaro
terça-feira, 10 de abril de 2012
A VÍRGULA QUE FALTAVA
Certa
vez li em um livro: " VÍRGULAS SEJA AMANTE DELAS".
Bom, certamente
esse é aquele tipo de excerto que pouco se entende fora de um contexto. Foi o
que pensei, por isso resolvi colocá-lo para análise nas próximas linhas que
seguem. Caso seja realmente amante delas, lerá o texto até o fim, caso
contrário o interromperá neste ponto.
Ah! O
ponto final, não há quem possa deter as vírgulas de uma forma tão abrupta.
Sabe, quando não há raciocínio e o cérebro já não quer mais desenvolver as
ideias, o ponto final é o recurso mais utilizado. Quando não se sabe o que
dizer ele conclui aquele texto bem sucinto e meio enrolador.
Agora,
há também aquelas situações bem corriqueiras quando ouvimos este tipo de
conselho: "Põe um ponto final nessa situação", "Coloque um ponto
final nesse relacionamento". Pois bem, eu acredito realmente que em
determinadas situações o ponto final é essencial para resolver tudo. Nesses
casos ele funciona como um basta. Todavia existe outros momentos em que o ponto
final é tipificado em outras vertentes. E são nesses momentos que optar pelo
ponto pode definitivamente destruir tudo.
Quando
o ponto final lhe impede de desenvolver, quando trava as oportunidades de
arguições, uma vírgula pode mudar tudo e fazê-lo seguir enfrente escrevendo.
Não
adianta deixar tudo como está. As ideias precisam ser concluídas e os
problemas resolvidos. Simplesmente abandoná-los é desistir de você, do que
você é capaz. Hoje você os abandona, amanhã eles estarão maiores ainda e
batendo a sua porta.
Quando
o ponto final é aquela mágoa nutrida por alguém, a vírgula é o perdão brotando,
lhe oferecendo uma nova chance de recomeçar com a consciência limpa.
Quando
o ponto final significa o fim da linha, a vírgula são as oportunidades passando
e que você precisa agarrar.
O ponto
semeia o rancor, a vírgula a sensibilidade.
O ponto
é a dúvida que neutraliza, a vírgula é a fé que impulsiona.
Pense nisso!
Roberta Amaro
segunda-feira, 9 de abril de 2012
sábado, 7 de abril de 2012
DANDO UMA CHANCE, QUANDO TUDO PARECER IMPOSSÍVEL.
MINAS 7 , NOSSA HISTÓRIA...
Desde
pequena eu já desconfiava de algumas inabilidades pessoais. Por mais que eu me
esforçasse o tempo se incumbia de fazê-las ainda mais notórias. Poderia listar
algumas delas, umas até muito bem superadas, como o meu medo de cachorros. Mas
de todos os desafios que eu precisei encarar na infância lá estava a inaptidão
por esportes.
Era
terrível ter de lidar com isso, principalmente porque é na escola, mais
precisamente no primário que isso fica bem evidente. Até aí eu podia até rir de
mim mesma e me importar muito pouco. Crianças não se importam muito em errar ou
em ter de tentar de novo, mesmo com todos os olhares fixos nelas. Sempre
arrumando um jeitinho de isso parecer cômico, “bonitinho” e uma graça para os
adultos. Pena que na inocência não podemos prever o que acontecerá quando a
juventude chegar. Até porque se isso acontecesse jamais teríamos aquelas crises
de querer ser maior e bem mais velho.
Não
importam quais são as suas dificuldades pessoais ou seus problemas, isso
certamente vira uma bola de neve na adolescência. Se antes o simples fato de
você não conseguir chutar direito uma bola de futebol e se esborrachar no chão
era engraçado, isso passa a ser um terror quando você é pressionado mais tarde
a jogar futebol com os amigos de colégio. Você será “zoado” o resto dos seus
dias. (Isso soou um exagero, mas tudo bem).
– “Seu Perna-de-pau!” – esse é o mínimo de incentivo que eles vão querer
ter dar. É por isso que eu tenho uma pena de alguns menininhos por aí. Eles
definitivamente não têm culpa desse infortúnio, inábeis com a bola justo no
país do futebol, onde 98% dos garotos nascem com o sonho de se tornarem
jogadores de futebol profissional.
Minha
sincera compreensão a vocês!
Bom,
ainda bem que eu era uma garotinha com 13 anos. Pelo menos fiquei livre dessa
pressão que os garotos passam, mas como nem tudo são flores eu estava certa de
que ainda ia ter problemas. Treze anos, ‘nerd’, sem nenhuma habilidade com
esportes. Essa era eu. Você possivelmente pode imaginar como eu era né? Pois
bem, só tirem os óculos fundo de garrafa, por favor! Tirou? Aí, obrigada! Eu
nunca usei óculos! Isso era por sinal um
bom triunfo! Ponto a meu favor em parecer pelo menos um pouco normal. “Para nossa alegria...”
Se
tinha aula de educação física lá estava eu, no canto sentada. E olha que eu nem
precisava torcer para que ninguém me escolhesse pro seu time. Eu era descartada
e isso por si só já era um alívio. O pavor era quando eu me via sem
alternativas, encarando uma partida de voleibol ou queimada. Se bem que nos
jogos de queimada eu conseguia um bom rendimento – me desviava bem das bolas,
talvez pelo corpo franzino - Não sei se era um ponto ao meu favor, levando-se
em consideração que eu era a última do time em quadra, sem muito jeito de
queimar alguém do outro time. Alguma hora o cansaço seria maior do que minha
capacidade de se desviar das investidas do time adversário. Perdia meu time.
Fazer o quê, né.
Alguns
amigos eram compreensíveis e até camaradas, contudo não havia nada do que eles
pudessem fazer para que eu me sentisse melhor. Aliás, o melhor para mim era
quase sempre encarar aulas de álgebra, contas e mais contas, regras e mais
regras de português com todos aqueles tempos verbais, que ninguém esquece. Pois
é, se você me perguntasse o que eu mais gostava de fazer eu diria:
estudar. E isso não mudou muito, eu
confesso. Todavia tem uma porção de coisas que mudaram desde essa época, e hoje
posso contar algumas delas aqui. Ainda bem que eu mudei. Não há mais notícias
daquela menina franzina, sem sal, nerd e pouco sociável de outrora. Mas não é
sobre minha mudança pessoal que quero falar e sim daquela inaptidão por
esportes.
No
início de 2009 isso mudou, e eu encontrei a oportunidade de resolver esse
problema que já considerava sem solução. Meu pai resolveu colocar em prática uma ideia
que ele já tinha em mente há algum tempo. Ele decidiu que formaria um time de
vôlei e minha irmã foi a primeira a se empolgar com a ideia, claro. Também, foi
exatamente na escola dela que o time começou a se formar. Eu não tinha como
deixar essa oportunidade passar foi a segunda coisa que pensei, porque a
primeira foi “você nunca levou jeito, agora não vai ser diferente”. Ainda bem
que fiquei com o segundo pensamento. Eu duvido que haveria outra chance como
aquela de encarar uma bola e me ajeitar com algum esporte. Resolvi fazer parte
do time que a essa altura já tinha nome, patrocínio e uniformes. MINAS 7, um
nome sugestivo, e lá fomos nós.
O
que posso dizer dos nossos treinos de sábado à tarde? Superação todos os dias,
vencendo a cada semana dificuldades tremendas e algumas inimagináveis para um
time de vôlei. Um mês para dar três toques pra valer e dois para ensaiar e
executar simples jogadas. Nosso time
parecia rodoviária, cada sábado um novo integrante. Mas no final das contas
poucos permaneceram. Os melhores? Talvez. Permaneceram sim, os mais fortes,
aqueles que estiveram desde o início com um propósito firme, como o meu: o de
superar as dificuldades. Para quem antes não sabia nem segurar uma bola no ar,
agora eu conhecia todas as regras de vôlei.
Uma
experiência incrível, um exemplo sublime e ao mesmo tempo supremo do meu pai.
Ele acreditou em mim e em garotas que aparentemente não tinham nada a oferecer
para um esporte. E porque ele acreditou nós decidimos dar o melhor que tínhamos.
Fizemos no início do inverno daquele mesmo ano um jogo amistoso contra outra
escola do município, e não deu outro resultado. Consagramos-nos com a vitória,
uma conquista de muito suor e de cara limpa. Ganhamos troféus, medalhas e o
mais importante a certeza de que disciplina e fé são elementos essenciais para
quem quer abraçar uma grande conquista.
Depois
disso o vôlei durou pouco, não por falta de vontade mais por questões profissionais
na vida do meu pai, que precisou viajar a trabalho e ficar todas as semanas
fora. Não houve quem abraçasse o time na tentativa de mantê-lo e tivemos que
parar com os treinos. Muitas garotas se formaram, outras mudaram de escola,
cada um tomou o seu rumo e nossa história parou ali. Todavia nunca se tornará esquecida.
Hoje
escrevendo sobre isso, posso dizer que talvez não esteja longe a volta do MINAS
7. O meu pai está de volta, tentando achar disponibilidade para dar seguimento
a esse projeto. Pode ser que em breve nossa escola de voleibol alimente novas
esperanças, trazendo o esporte para vida de muitos que até já se resignaram a condição
de sedentários inábeis. Eu torço sinceramente
para que isso aconteça.
O
MINAS 7 mudou a minha vida. Pode ser que eu nunca mais jogue uma partida de
vôlei pra valer, disputando campeonatos e tudo mais. Mas eu tenho certeza de
que nunca mais me sentirei excluída, e caso alguém me convide para uma partida,
dessas bem corriqueiras de fim de semana, na praia, no sítio, seja lá qual for
o lugar, eu serei a primeira a topar.
Há
chances de se tornar hábil no que quer que seja.
Quem
determina a mudança somos nós.
O
som da nossa vitória daquele mês de julho foi a canção: Dias melhores do Jota
Quest.
Desconfio
que não haja melhor canção para esboçar a história do nosso time. Se você
conhece a letra vai entender bem porque eu falo isso...
Fica
aí o vídeo da nossa vitória.
Pense nisso!!!!!
Roberta Amaro
quarta-feira, 4 de abril de 2012
O CORAÇÃO
Você é
capaz de se lembrar do que aconteceu na última vez que seguiu as ordens do seu
coração?
O coração
quase sempre se engana, ele quer se satisfazer com o que é fácil e
instantâneo. As pessoas demasiadamente emotivas tendem a usá-lo constantemente.
O coração segue aquilo que os olhos veem, e não aceita o que a mente raciocina.
Alguém
que vive segundo as regras do coração costuma ser alguém inseguro, vazio e
dependente do que acontece ao redor. Esse é preço que as pessoas pagam por
não sujeitar esse coração ao domínio da mente. Da razão.
Tanto a
emoção quanto a razão só se alimentam daquilo que as fazem crescer. As suas
escolhas e os resultados que você alcança revelam qual delas você tem
alimentado.
Tarefa de
todos os dias: CORAÇÃO SUJEITO À MENTE, E NÃO A ELE PRÓPRIO.
Eu me
proponho a essa tarefa.
Será que
você pode fazer o mesmo? Raciocinar?
Roberta
Amaro
terça-feira, 3 de abril de 2012
QUEM VOCÊ TEM ALIMENTADO?
Uma das
tarefas mais difíceis para uma mulher é lidar com toda a carga emocional. Não é
fácil, tem dias que até mesmo eu não me agüento. Nós geralmente travamos essa
luta todos os dias. E isso às vezes nos desgasta, a tal ponto de ficarmos
exaustas.
Ter uma visão mais
analítica e racional contribui até para aliviar a TPM. Ao se
levantar da cama, todos os dias, você terá de alimentar duas feras que tem
dentro da mente. A emoção e razão. Vence aquela que você der mais comida.
Antes que
haja qualquer equívoco, eu não estou dizendo que as pessoas precisam ser frias,
ou insensíveis. Todo mundo sente, e precisa lidar com sentimentos; o que quero
dizer é que a única forma correta de lidar com essas coisas é pensando. Só
assim a pessoa torna-se capaz de eliminar o que de fato a machuca e alimentar o
que a faz ser feliz.
Para ser
você precisa pensar.
Amanhã
continuaremos esse assunto.
Roberta
Amaro
segunda-feira, 2 de abril de 2012
MEDICINA GERIÁTRICA
Olá,
agora todas as segundas-feiras estarei aqui nesse espaço postando vídeos, entrevistas, dicas e textos interessantes sobre carreira profissional, vestibular e estudos.
Não perca!
Roberta Amaro
EU NÃO NASCI PRA PERDER...
"Eu não pedi pra nascer
Eu não nasci pra perder
Nem vou sobrar de vítima
Das circunstâncias
Eu tô plugado na vida
Eu tô curando a ferida
Às vezes eu me sinto
Uma mola encolhida..."
Lulu Santos
quarta-feira, 28 de março de 2012
COISAS QUE A VIDA ENSINA DEPOIS DOS 40...
Amor não se implora, não se pede não se espera...
Amor se vive ou não.
Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.
Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para
mostrar ao homem o que é fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.
Água é um santo remédio.
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.
Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.
A criatividade caminha junto com a falta de grana.
Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio.
As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina.
Deus é o maior poeta de todos os tempos.
A música é a sobremesa da vida.
Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças a cerca de suas ações.
Obrigada, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que
abrem portas para uma vida melhor
O amor... Ah, o amor...
O amor quebra barreiras, une facções,
destrói preconceitos,
cura doenças...
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.
E vive a vida mais alegremente...
Artur da Távola
"Posso crer que é bem possível aprender boa parte disso antes dos 40..."
Roberta Amaro
terça-feira, 20 de março de 2012
OBRIGADA POR INSISTIR...
"Em tempos em que quase ninguém se olha nos olhos, em que a maioria das pessoas pouco se interessa pelo que não lhe diz respeito, só mesmo agradecendo àqueles que percebem nossas descrenças, indecisões, suspeitas, tudo o que nos paralisa, e gastam um pouco da sua energia conosco, insistindo."
Martha MedeirosRoberta Amaro
terça-feira, 6 de março de 2012
A PÉ OU A CAVALO
" Se te fatigas correndo com homens que vão a pé, como poderás competir com os que vão a cavalo? Se em terra de paz não te sentes seguro, que farás na floresta do Jordão." ( Jr 12: 5)
Essa foi a resposta de Deus a queixa de Jeremias, que cansado de assistir os inimigos daquela época se sobressaírem inquiriu de Deus uma resposta. Resposta que no final acabou obtendo, mas não da forma como esperava. Afinal tudo que ele queria era não precisar ter de enfrentar tudo aquilo e que o fato de crer em Deus teria de ser suficiente para que ele saísse daquela situação o mais rápido possível, sem qualquer sacrifício maior.
Deus sabia, aquilo não era uma simples queixa, era um lamento, uma reclamação. E se Jeremias de fato quisesse se livrar daquela situação vexatória e humilhante ele precisava primeiro aprender a não reclamar.
Tente se lembrar da última vez que você reclamou. Seja sincero e raciocine se reclamando foi possível solucionar o que estava pendente. Lamentar nunca resolveu problemas, nem tão pouco insatisfações. Se algum dia conseguir soluções apenas com lamentos, por favor revele o segredo e boa parte do mundo talvez te venere por isso.
Soluções requerem ação. E nós precisamos transformar as insatisfações em vontade de agir, encarar o que quer que seja, senão elas culminarão naquela vontade de reclamar.
Está difícil agora? E daí? Quem foi que disse que seria fácil? E ninguém disse que seria impossível. O que há de errado em ter de lutar?
NÃO RECLAME,
NÃO ESTEJA RESIGNADO A CONDIÇÃO DE CANSADO...
PREPARE-SE PARA O QUE VIER!
Que tal trocar o RECLAMAR pelo ENCARAR.
Pense nisso!
sábado, 3 de março de 2012
ORAÇÃO AO TEMPO - Maria Gadú
És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo
Compositor de destinos
Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo
Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo
Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo
Ouve bem o que te digo
Tempo tempo tempo tempo
Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo
De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo
O que usaremos prá isso
Fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e comigo
Tempo tempo tempo tempo
E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo
Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo tempo tempo tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo
Portanto peço-te aquilo
E te ofereço elogios
Tempo tempo tempo tempo
Nas rimas do meu estilo
Tempo tempo tempo tempo
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
A IMPONTUALIDADE DO AMOR
Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar.
Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.
Triiiiiiiiiiiimmm!
É sua mãe...
Quem mais poderia ser?
Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada.
Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver.
Por que o amor nunca chega na hora certa?
Agora, por exemplo... ... que você está de banho tomado e camisa jeans.
Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema.
Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.
O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina.
Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos Outros, sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio uma locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida.
O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.
O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste.
Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro.
Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole.
O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.
A primeira lição está dada: ... o amor é onipresente. Agora a segunda: ...
mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. O amor odeia clichês.
Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde... depois de uma discussão e... as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. ...
Idealizar é sofrer !
Amar é surpreender !
(Martha Medeiros)
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
HAVERÁ UM MOMENTO...
Haverá um momento que as circunstâncias farão com que você se sinta fraco, mas lembre-se que é você que decide ser forte.
Haverá um momento que as pessoas não acreditarão em você, mas lembre-se de que se você mesmo acreditar que pode, Deus te fará invencível.
Haverá um momento que o tempo poderá lhe trazer na memória os dissabores do passado, mas lembre-se de que ninguém vive dois tempos simultaneamente, viva o presente.
Haverá um momento que o tempo poderá lhe oferecer as angústias de um futuro incerto, mas lembre-se de que você é quem escolhe recebê-las ou não, o futuro sempre será incerto até porque ele não existe. Alguém já viveu no futuro alguma vez?
Haverá um momento que o que todo mundo faz será atrativo e prazeroso, mas tenha certeza de que um dia você se arrependerá por não ter sido diferente do resto.
Haverá um momento que você será pequeno entre os aparentemente "grandes", mas lembre-se você é que escolhe ser tão grande quanto ou se resignar a condição de pequeno para sempre.
Haverá um momento que tudo parecerá sem sentido, mas lembre-se de que talvez o sentido esteja em Quem você tem desprezado ou simplesmente sido indiferente.
Haverá um momento que você estará sozinho mesmo cercado de um milhão de amigos, mas lembre-se de que nem um milhão de amigos pode lhe oferecer amizade maior do que Aquele que te conhece em todos os aspectos.
E nesse momento quando a solidão parecer infindável e o mundo lhe virar literalmente as costas, lembre-se que Deus estará sempre de braços abertos esperando por você.
Solidão é uma escolha. Viver sem ela também é, e tem um nome certo DEUS.
Pense nisso!
Roberta AMARO
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
A PESSOA CERTA
Bom, aqui estou para dar seguimento ao assunto da última postagem.
Embora a questão pareça comum a muitos não há uma fórmula universal para resolvê-la, principalmente se tratando de algo tão individual como escolher o certo para você. E em se tratando de sentimentos há uma peculiaridade em cada relacionamento. O certo não quer dizer perfeito, o certo é no máximo ideal. O que acontece é que a grande maioria das pessoas quando entendem o que é ideal para elas já estão dentro de uma relacionamento conturbado e repleto de crises. Talvez se houvesse um pouco mais de paciência e observação não seria tão doloroso assim. Mas o que frequentemente ocorre são decisões tomadas no calor da emoção e quando os hormônios potencializam aquele aparente "estar apaixonado", nada parece importar e o errado acaba por ser aceito sem maiores problemas.
Se pensássemos mais chegaríamos a uma conclusão bem clara de que somos nós os verdadeiros culpados todas as vezes que a pessoa certa parece inalcançável ou utopia de filmes românticos. E aí quando tudo se complica e a sensação de impotência nos faz perder as esperanças, surge a solução.
A solução é VOCÊ. Isso mesmo e vamos entender exatamente o porque.
Primeiro é necessário compreender o seguinte:
"PARA ENCONTRAR A PESSOA CERTA, PRIMEIRO EU PRECISO SER A PESSOA CERTA PARA ALGUÉM."
Essa é a premissa maior de quem quer encontrar o parceiro ideal e que lhe fará feliz.
Já está mais do que na hora de acabar com o empecilho que comumente complica os relacionamentos, o famoso "o problema é o outro."
"Ele é grosso demais.""Insensível e incapaz de compreender o que eu quero, ele está sempre me irritando.""É ela quem complica nossa relação.""É sempre a imaturidade dela o motivo das nossas brigas e discussões."
Esses são alguns comentários que geralmente os casais utilizam. E utilizam sem pensar, o que acaba afastando o que realmente procuram. Uma forma, iludida certamente, de se fazer de forte e deixar bem claro que se deu errado ou se nada aconteceu não foi culpa minha.
O problema muitas vezes não é o outro, frequentemente o problema chama-se você.
As mulheres tem fama de serem exigentes, mas na verdade a fama seria de exageradas por presumirem que um homem ideal deve ser perfeito. Só que como todos sabem não há perfeição.
Se você pergunta o que um homem deve ter, vem aquela lista "singela":
Agora, se o contrário fosse feito. Se mudássemos de estratégia. Se primeiro cada um começasse a pensar em se tornar alguém melhor. O discurso seria mais ou menos assim, para ambos, homens e mulheres:
Assim a preocupação em me tornar melhor afasta toda frustração por não encontrar alguém "perfeito". Trabalhando em mim tenho plenas chances de me realizar como pessoa.
E não há nada mais atraente do que uma pessoa bem definida e realizada consigo mesma. Disposta a ceder para fazer o outro feliz.
E isso só a pessoa certa é capaz de enxergar.
Pense nisso!
Roberta Amaro
Obs.: Nos próximos dias estarei falando sobre algo que todo mundo adora, falarei sobre o AMOR. E quem não gosta de ler e falar sobre amor hein? Então não perca, é só aguardar e passar por aqui. Até lá!
As mulheres tem fama de serem exigentes, mas na verdade a fama seria de exageradas por presumirem que um homem ideal deve ser perfeito. Só que como todos sabem não há perfeição.
Se você pergunta o que um homem deve ter, vem aquela lista "singela":
"Tem que ser alto, bonito, inteligente, ter olhos claros, ser sensível, romântico, educado, compreensível, tem de amar a família"; e ... por aí vai.
Agora, se o contrário fosse feito. Se mudássemos de estratégia. Se primeiro cada um começasse a pensar em se tornar alguém melhor. O discurso seria mais ou menos assim, para ambos, homens e mulheres:
"Eu preciso ser maduro(a), agradável, compreensivo(a); quero estar pronto(a) para saber compartilhar sonhos, projetos, objetivos, enfim uma vida com outra pessoa. Tenho que pensar no quanto o relacionamento dependerá da tolerância e da cumplicidade que eu estarei disposto(a) a investir."
Assim a preocupação em me tornar melhor afasta toda frustração por não encontrar alguém "perfeito". Trabalhando em mim tenho plenas chances de me realizar como pessoa.
E não há nada mais atraente do que uma pessoa bem definida e realizada consigo mesma. Disposta a ceder para fazer o outro feliz.
E isso só a pessoa certa é capaz de enxergar.
Pense nisso!
Roberta Amaro
Obs.: Nos próximos dias estarei falando sobre algo que todo mundo adora, falarei sobre o AMOR. E quem não gosta de ler e falar sobre amor hein? Então não perca, é só aguardar e passar por aqui. Até lá!
sábado, 4 de fevereiro de 2012
A PESSOA CERTA
A internet é sem dúvidas uma espécie de estado febril constante e em tempos como esse de auge das redes sociais uma simples atualização de perfil revela uma infinidade de impressões. É só digitar algumas palavras, um trecho de música ou de qualquer coisa parecida e pronto, seu estado emocional é revelado em um clic.
Não se pode ter uma ideia exata se isso é bom ou até que ponto deixa de ser. O que ocorre é que frequentemente lá estamos nós no MSN e Facebook checando as novas atualizações.
Acontece que dia desses eu me interessei por um desses comentários, era de uma conhecida minha. Não sei dizer ao certo se achei engraçado, irônico ou um simples desabafo, o fato é que não pude deixar de pensar sobre o que ela havia escrito. Dizia mais ou menos assim:
"Com 7 bilhões de pessoas no mundo e a gente ainda insiste em escolher a errada."
Algum motivo houve para que isso fosse postado. Um lance mau resolvido, um relacionamento rompido, desilusão por um amor não correspondido ou uma frase sem significados mais profundos senão o de preencher uma atualização. Mas isso não vem ao caso, nem compete a mim dizer já que desconheço o verdadeiro motivo.
Uma infinidade de pessoas perdidas sem saber como encontrar aquela pessoa denominada a "certa", o grande amor da sua vida ou a metade da laranja se preferir. E esse é um grande problema, porque se ninguém achar o que lhe parece certo, estaremos pela lógica vivendo um caos emocional.
Um mundo com 7 bilhões de encontros e desencontros.
Por isso eu resolvi falar sobre esse assunto. De uma maneira peculiar mas totalmente disposta a dar dicas e conselhos para encontrar a pessoa certa.
Falar sobre a vida sentimental nem sempre é uma tarefa muito fácil, aliás está longe de ser fácil. Se você está disposto a ler mais sobre esse assunto passe aqui amanhã e começaremos nosso papo.
Até lá!
Roberta Amaro
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
O QUE ELE VÊ?
O que Deus vê quando lá de cima olha para você aqui embaixo?
Sobre o que você pensa, faz, deseja, sente; qual será a verdade que você é e que somente Ele é capaz de enxergar, sem distorções, sem equívocos, sem maquiagem...
Você sempre se preocupa em transmitir aos outros uma boa impressão, mas quase sempre se esquece que Aquele que melhor lhe enxerga é também quem menos você se preocupa em agradar.
Pensar em como Ele me vê.
É mais do que uma tarefa nesses dias tão difíceis, é a chance de se tornar melhor.
Dar valor ao que realmente importa.
Esse é o recado de hoje.
Pense nisso!
Roberta Amaro
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
TERCEIRO ATO
Outro dia estava lendo alguns textos de Antônio Prata e encontrei esse falando sobre a maturidade. É bastante interessante a maneira cômica e realista que ele analisa e caracteriza a cada fase da vida e como nós conduzimos cada uma dessas fases. Resolvi publicar, afinal discutir sobre a maturidade sempre nos rende uma boa oportunidade de parar para pensar, e porque não rir um pouco de nós mesmos.
04/08/2011
Publicado na Revista VIP
Aos dez anos, eu acreditava que a idade adulta começava aos vinte. Aos vinte, achei que ainda não havia chegado lá e decretei que adultos eram só os com mais de trinta. (Convenhamos, a apenas seis primaveras da oitava série você é, no máximo, um pós-adolescente: provavelmente ainda mora com os pais, deixa a toalha molhada em cima da cama e siglas como IPTU ou FGTS fazem muito menos sentido do que MILF ou THC.) Ao completar a terceira década de vida, contudo, não tive como protelar: alguns fios brancos no queixo, projetos de rugas nos cantos dos olhos e entradas moderadas avançando pelo couro - já não tão - cabeludo me atestavam, no espelho; eis aí um espécime maduro, acabado e plenamente desenvolvido de Homo sapiens sapiens. E, sabe o que? Fiquei bastante contente com a descoberta.
A infância é terrível. Você precisa chamar as autoridades competentes até mesmo para limpar a bunda, é incapaz de organizar verbalmente as ideias mais rudimentares e quando o faz por outras vias, como, por exemplo, pintando a parede da sala com seu estojo de canetinhas, fica um mês sem sobremesa. A infância é uma espécie de condicional, após a solitária do útero. Uma liberdade vigiada, que deve te preparar para a próxima fase infeliz: a adolescência. Ser adolescente é mais ou menos como mendigar em Paris ou estagiar numa empresa bacana: você já está lá, onde tudo acontece, mas não pode participar da festa; porque é duro, porque é nerd, porque é prego, ou porque tem que decorar o número atômico dos alcalinos terrosos e a função das mitocôndrias, para a prova da FUVEST.
Só tive o que comemorar, portanto, quando terminaram essas duas fases de tutela e me vi finalmente livre. Aos trinta, você escolhe bola, campo e o time em que quer jogar. Tá bom, pode reclamar que sua bola não é uma Jabulani, que o gramado está mais pra uma várzea do Tamanduateí do que pro tapete do Camp Nou, que no seu time só tem perna de pau. Mas uma das vantagens da idade adulta é que, ao contrário da infância e da adolescência, que passam num piscar de olhos – ou num xixizinho e numa ejaculação precoce, para nos atermos a imagens mais condizentes com o assunto -, a maturidade dura quatro décadas; é tempo suficiente para você se acostumar consigo mesmo ou para mudar a situação. E talvez seja essa a maior lição da maturidade: saber discernir entre as coisas que você pode e precisa lutar para mudar e aquelas que deve simplesmente aceitar. Na infância ou na adolescência, ser ruim nos esportes era algo que me atormentava. “Por que, ó, Deus, fizeste-me o último a ser escolhido em todos os times, na Educação Física?”, eu perguntaria ao Senhor, se Nele acreditasse e decidisse importuná-Lo com meus resmungos. Hoje, isso é apenas um dado, quase indiferente, como ter cabelo castanho ou ser canhoto.
Se você está em torno dos trinta, pode lutar durante os próximos quarenta anos para realizar projetos e conquistar a(s) mulher(es) por quem estiver afim, para correr uma maratona ou ganhar dinheiro; mas vai ter que aceitar suas orelhas de abano ou pernas finas, o fato de não ter a lábia de Don Juan, a inteligência do Einstein nem a conta do Bill Gates. E por que não aceitaria? O mundo é grande, tá cheio de gente interessante e tem um monte de coisa boa pra fazer, mesmo não podendo pegar sempre a mais gata da festa, jamais descobrir uma segunda teoria da relatividade nem comprar um iate, numa quarta-feira à tarde, se estiver um pouco entediado.
Três décadas. Dá o que pensar. Mas não tenhamos pressa. Como disse uma amiga minha, nos últimos minutos dos meus vinte e nove: “Não se preocupe, meu querido, os homens começam as trinta”. Com calma, vamos aproveitar esse longo terceiro ato, antes que chegue o quarto – a velhice – e o quinto - sobre o qual não convém falar, por estar muito lá pra frente, só bem depois dos noventa. Ou dos cem? Cento e dez? Cento e quinze, cento e vinte...
Escrito por Antonio Prata
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