" ESCREVER É AMADURECER COM AS PRÓPRIAS IDEIAS!"

( Roberta Amaro )

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sexta-feira, 16 de abril de 2010

O QUE É... HIPOCRISIA



É representar um papel levando em conta as prioridades pessoais


Fábula à grega em dois atos.
Personagens: o Gafanhoto Estressado e a Aranha Bem-Intencionada.
Cena um: o Gafanhoto tenta convencer a Aranha de que um colega de trabalho dos dois, o
Camaleão, é um hipócrita de carteirinha.
-- Esse Camaleão é um fingido, Aranha. Sempre mudando de cor conforme a ocasião.
-- Mas essa não seria só a natureza dele, Gafanhoto? Ele não foi criado desse jeito?
-- Nada! Antigamente, ele fazia o mesmo que nós, dava duro para levar a vida. Depois, virou
esse artista em tempo integral, sempre escondido atrás de disfarces e artimanhas.
-- Mas por que ele faria isso?
-- Para tirar proveito da situação. Ele fica ali, na moita, com aquela cara inofensiva, mas, na
primeira oportunidade, abocanha os descuidados.
-- Puxa, é verdade. E eu, que passo horas tecendo a minha teia, no maior capricho...
-- E eu, que fico pulando de um lado para outro sem parar? É por isso que vivo estressado. Se
me distraio, o Camaleão solta a língua e me pega.
-- É mesmo. Se você não me abre os oito olhos, eu nunca teria pensado nisso.
-- Porque você é singela e bem-intencionada. Sabe como chama o que o Camaleão está
fazendo? Competição desleal no ambiente de trabalho!
-- Faz sentido. Você é um sábio, Gafanhoto.
-- Obrigado, Aranha. Mas o ponto é que não podemos, nunca, confiar no Camaleão.
-- Será que não haveria um jeito de neutralizá-lo? Bom, para nosso benefício mútuo, eu acho
que tenho um plano infalível.
-- Tem?
-- Tenho. Escute...
Intervalo: se os antigos gregos não tivessem inventado as fábulas, a democracia e a filosofia
(e, ademais, sacado que a soma do quadrado dos catetos era igual ao quadrado da hipotenusa),
ainda assim eles teriam entrado para a história por sua habilidade para criar palavras. Como
"hipotenusa". Ou "hipocrisia", termo que significa "abaixo da decisão". Hipócrita, no teatro
grego, era a maneira como o povo se referia ao ator que representava sem nunca tomar
decisões sobre o texto. E seu talento estava em convencer a platéia de que ele não era ele
mesmo, mas sim aquele personagem ali no palco. Milênios se passaram e não surgiu palavra
melhor para definir os hipócritas modernos, que continuam tão dissimulados quanto seus
ancestrais. A diferença é que os hipócritas evoluíram. Agora, eles criam seus próprios
diálogos. Por isso, no palco corporativo, a sobrevivência profissional depende da
sensibilidade para identificar os personagens que estão contracenando conosco. O Estressado,
que ninguém aprecia muito, pelo menos é sincero ao manifestar seus sentimentos. O que nem
sempre é o caso do colega aparentemente bem-intencionado, em quem depositamos toda
confiança e para quem abrimos nosso coração.
Cena dois: o Gafanhoto se aproxima para escutar o plano da Aranha. E se enrosca na teia.
Imediatamente, ela o pica e começa a embrulhá-lo para o almoço.
-- O que você está fazendo, Aranha? Nós não somos colegas e parceiros?
-- Não leve a mal, meu caro Gafanhoto, mas essa é a lei aqui da selva: boa intenção é uma
coisa e prioridade pessoal é outra...

domingo, 4 de abril de 2010

PENSAR ANTES DE AGIR




Pensar antes de agir é essencial…
Uma empresa entendeu que estava na altura de mudar o estilo de gestão e contratou um novo gerente geral. Este veio determinado a agitar as bases e tornar a empresa mais produtiva.
No primeiro dia, acompanhado dos principais assessores, fez uma inspeção à toda empresa.
No armazém todos estavam trabalhando, mas um rapaz novo estava encostado na parede com as mãos no bolso. Vendo uma boa oportunidade de demonstrar a sua nova filosofia de trabalho, o novo gerente perguntou ao rapaz:
- Quanto é que você ganha por mês?
- Trezentos Reais, porquê? - respondeu o rapaz sem saber do que se tratava.
O administrador tirou os R$ 300,00 do bolso e deu-os ao rapaz, dizendo:
- Aqui está o seu salário deste mês. Agora desapareça e não volte aqui nunca mais! O rapaz guardou o dinheiro e saiu conforme as ordens recebidas. O gerente então, enchendo o peito, pergunta ao grupo de operários:
- Algum de vocês sabe o que este tipo fazia aqui?
- Sim senhor, responderam atônitos os operários. Veio entregar uma pizza…
"Tem pessoas que desejam tanto mandar, que se esquecem de pensar.”

sábado, 27 de junho de 2009

FALTA DE PLANO DE DESENVOVIMENTO DE ESTAGIÁRIOS NAS EMPRESAS


Ao queridos leitores e simpatizantes deste blog, dedico este artigo super inteligente escrito por Ronaldo Antônio Amaro. Boa leitura!

Ao ler o título deste artigo, logo você já se imaginou quando estava naquele estágio realizado naquela empresa. Acredito que para algumas pessoas foi mais um pesadelo, isso porque não existe na maioria das empresas um plano realmente voltado para o desenvolvimento de pessoas para serem utilizadas no mercado de trabalho.
O que mais presenciei nestes meus anos de empresa, digo isto porque hoje tenho mais de 18 anos na indústria de autopeças, foi à contratação de estagiários, não para serem desenvolvidos trabalhos com o objetivo de absorver o profissional para as atividades da empresa, mas para “tampar buraco”. O termo de uma certa forma pode até ser considerado um pouco forte pelas palavras, mas as empresas esquecem que em suas mãos existem pessoas que passaram por uma faculdade e foram preparadas para desenvolver técnicas modernas, seja qual for a especialidade, porém logo de cara caem diante de uma organização que os colocam para realizar tarefas simples e corriqueiras que não agregam valor para o seu curriculum e muito menos para os interesses da empresa, isto justamente por não haver uma estrutura fundamentada para o desenvolvimento deste estagiário.
Existe uma outra situação onde tudo é delegado ao estagiário, inclusive tarefas de grande importância e responsabilidade, porém são delegadas de forma forçada, sem nenhum tipo de preparo, deixando por conta deste estagiário desenvolver da forma que achar melhor, podendo a empresa ser vítima de sua própria falta de preparo no desenvolvimento de pessoas, podendo perder negócios justamente por não ter preparado aquela pessoa para atender, por exemplo, um cliente.
Observei também que muitas vezes, problemas ocorridos no dia a dia das empresas, nos departamentos onde estão alocados estagiários estes são atribuídos aos estagiários, para encobrir os erros do setor, logo o estagiário é colocado como um saco de pancadas, onde as pessoas não têm como argumentar sobre os problemas ocorridos. È muito fácil atribuirmos os problemas àqueles que não podem se defender e temos que engolir uma desculpa de um erro que na verdade sabemos que envolve muito mais coisas, por mais que o erro seja exposto da forma como é.
Os erros das empresas começam logo no roll de entrada, ou seja, no “Recursos Humanos”, pois não cobram dos setores da empresa um plano de desenvolvimento que o estagiário irá passar, logo não se sabe nem se o candidato à estagiário tem as habilidades e interesse para desenvolver as atividades, se estas estivessem inseridas num plano de desenvolvimento. Muito observei nas empresas, estagiários desenvolvendo atividades que não inspirava nenhum tipo de interesse para que resultados fossem alcançados, justamente devido às preliminares no roll de entrada. Atribui-se também à situação do estagiário que na verdade, muitas vezes não está à procura de desenvolver-se através de um estágio, mas de realmente ter um trabalho, ou melhor, um ganho mensal. Aproveitando justamente desta situação, as empresas hoje estão a cada dia procurando colocar em seus setores de trabalho estagiários, porque de uma certa forma, as empresas ficam sendo vistas como aquelas que dão oportunidades às pessoas. Por outro lado, ganham quando a questão é salário, não necessitando depositar FGTS/ INSS... Diante desta situação observei também pessoas que entraram como estagiárias e a empresa foi prorrogando a contratação das mesmas e, num determinado momento não efetuando o contrato, sendo substituídas por um outro estagiário. Imaginem você que frustrante, depois de ter proporcionado meses de trabalho se esforçando, com o objetivo de ser contratado e ouvindo do seu superior elogios, de repente é simplesmente substituído não pela competência, mas pela política de salário.
Das situações citadas, posso dizer que foram as que eu presenciei, mas devem existir outras que nem é bom mencionar, mesmo que suposição. O que fica é uma reflexão para que as empresas possam realmente estar desenvolvendo um trabalho voltado para o crescimento das pessoas que venham a realizar estágios, buscando o aperfeiçoamento profissional das mesmas, com foco nos objetivos da empresa e não esquecer que um planejamento é importante e necessário desde o roll da empresa. Quanto aos estagiários, é importante saber o momento certo de deixar de ser estagiário e colocar em prática o que a faculdade e o estagio realizado lhe proporcionou de melhor, pois o primeiro passo já foi dado, agora só depende de você para andar com os seus próprios passos.


Ronaldo Antônio Amaro.
Administrador.
Sete Lagoas, 20 de janeiro de 2009.