" ESCREVER É AMADURECER COM AS PRÓPRIAS IDEIAS!"

( Roberta Amaro )

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

TERCEIRO ATO


Outro dia estava lendo alguns textos de Antônio Prata e encontrei esse falando sobre a maturidade. É bastante interessante a maneira cômica e realista que ele analisa e caracteriza a cada fase da vida e como nós conduzimos cada uma dessas fases. Resolvi publicar, afinal discutir sobre a maturidade sempre nos rende uma boa oportunidade de parar para pensar, e porque não rir um pouco de nós mesmos.




04/08/2011
Publicado na Revista VIP


Aos dez anos, eu acreditava que a idade adulta começava aos vinte. Aos vinte, achei que ainda não havia chegado lá e decretei que adultos eram só os com mais de trinta. (Convenhamos, a apenas seis primaveras da oitava série você é, no máximo, um pós-adolescente: provavelmente ainda mora com os pais, deixa a toalha molhada em cima da cama e siglas como IPTU ou FGTS fazem muito menos sentido do que MILF ou THC.) Ao completar a terceira década de vida, contudo, não tive como protelar: alguns fios brancos no queixo, projetos de rugas nos cantos dos olhos e entradas moderadas avançando pelo couro - já não tão - cabeludo me atestavam, no espelho; eis aí um espécime maduro, acabado e plenamente desenvolvido de Homo sapiens sapiens. E, sabe o que? Fiquei bastante contente com a descoberta.

A infância é terrível. Você precisa chamar as autoridades competentes até mesmo para limpar a bunda, é incapaz de organizar verbalmente as ideias mais rudimentares e quando o faz por outras vias, como, por exemplo, pintando a parede da sala com seu estojo de canetinhas, fica um mês sem sobremesa. A infância é uma espécie de condicional, após a solitária do útero. Uma liberdade vigiada, que deve te preparar para a próxima fase infeliz: a adolescência. Ser adolescente é mais ou menos como mendigar em Paris ou estagiar numa empresa bacana: você já está lá, onde tudo acontece, mas não pode participar da festa; porque é duro, porque é nerd, porque é prego, ou porque tem que decorar o número atômico dos alcalinos terrosos e a função das mitocôndrias, para a prova da FUVEST.

Só tive o que comemorar, portanto, quando terminaram essas duas fases de tutela e me vi finalmente livre. Aos trinta, você escolhe bola, campo e o time em que quer jogar. Tá bom, pode reclamar que sua bola não é uma Jabulani, que o gramado está mais pra uma várzea do Tamanduateí do que pro tapete do Camp Nou, que no seu time só tem perna de pau. Mas uma das vantagens da idade adulta é que, ao contrário da infância e da adolescência, que passam num piscar de olhos – ou num xixizinho e numa ejaculação precoce, para nos atermos a imagens mais condizentes com o assunto -, a maturidade dura quatro décadas; é tempo suficiente para você se acostumar consigo mesmo ou para mudar a situação. E talvez seja essa a maior lição da maturidade: saber discernir entre as coisas que você pode e precisa lutar para mudar e aquelas que deve simplesmente aceitar. Na infância ou na adolescência, ser ruim nos esportes era algo que me atormentava. “Por que, ó, Deus, fizeste-me o último a ser escolhido em todos os times, na Educação Física?”, eu perguntaria ao Senhor, se Nele acreditasse e decidisse importuná-Lo com meus resmungos. Hoje, isso é apenas um dado, quase indiferente, como ter cabelo castanho ou ser canhoto.

Se você está em torno dos trinta, pode lutar durante os próximos quarenta anos para realizar projetos e conquistar a(s) mulher(es) por quem estiver afim, para correr uma maratona ou ganhar dinheiro; mas vai ter que aceitar suas orelhas de abano ou pernas finas, o fato de não ter a lábia de Don Juan, a inteligência do Einstein nem a conta do Bill Gates. E por que não aceitaria? O mundo é grande, tá cheio de gente interessante e tem um monte de coisa boa pra fazer, mesmo não podendo pegar sempre a mais gata da festa, jamais descobrir uma segunda teoria da relatividade nem comprar um iate, numa quarta-feira à tarde, se estiver um pouco entediado.

Três décadas. Dá o que pensar. Mas não tenhamos pressa. Como disse uma amiga minha, nos últimos minutos dos meus vinte e nove: “Não se preocupe, meu querido, os homens começam as trinta”. Com calma, vamos aproveitar esse longo terceiro ato, antes que chegue o quarto – a velhice – e o quinto - sobre o qual não convém falar, por estar muito lá pra frente, só bem depois dos noventa. Ou dos cem? Cento e dez? Cento e quinze, cento e vinte...
Escrito por Antonio Prata 

sábado, 19 de novembro de 2011

SINGULAR






Tem gente que passa a vida imitando os outros, e não consegue fazer diferente aquilo que outros já executam. Mas também há aqueles que já nascem de alguma forma como pessoas singulares. Não apenas por serem diferente dos demais, mas porque imprimem às coisas um valor diferente. Fazem o simples se tornar especial. Poucos fazem isso, mas os que fazem tornam-se para sempre lembrados.
Você deve conhecer pessoas assim. Todos podem fazer o que ela faz, todavia ninguém faz como ela faz.
Hoje é domingo, e aqui estou eu na casa dos meus avôs, sentada no sofá escrevendo. Esse fim de semana é especial, minha avó está lá na cozinha fazendo um prato que é uma especialidade dela: nhoque. Ainda pouco me lembrava de quando ainda morava aqui do lado da casa dela. Desde que me entendo por gente eu só comi um nhoque em especial, o da minha avó. E meditando nesse assunto de ser alguém “singular”, acho que não encontrei um exemplo melhor do que esse. Eu sei que poderei comer outros nhoques, até mesmo me arriscar a fazer esse prato um dia( melhor nem tentar) mas ainda assim nada nem ninguém irá fazê-lo como minha avó faz.
Ser singular é uma marca que poucas pessoas conseguem imprimir em sua trajetória de vida. Seja um grande feito, realização ou simplesmente fazendo um nhoque, todo mundo pode ser singular, só que para isso é necessário uma única ação: APERFEIÇOAR.
Para ser diferente e despertar a percepção das pessoas quanto ao seu potencial e capacidade depende disso: do aperfeiçoamento. Depende do quanto de si você é capaz de doar em prol do que quer. O que importa é seu sacrifício diário, seu interesse em ser melhor. Não melhor do que os outros, mas melhor do que você foi ontem. Se todos pensassem sobre isso e de fato se dispusessem a aperfeiçoar seus próprios talentos, teríamos menos pessoas entediadas por aí. Os consultórios de psicologia não estariam lotados. Ninguém precisaria lhe dizer o quanto se é capaz, por que cada um saberia que conhecer a própria capacidade depende do quanto eu me aperfeiçôo.
Prática e disciplina são grandes aliadas nessa busca.








Pense nisso!




Roberta Amaro

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A DONA DE CASA




Até que tenho me saído bem com as tarefas domésticas. Também não poderia ser diferente. De cada dez coisas que eu aprendo com a minha mãe, no mínimo seis são sobre organização e limpeza. Assim, modéstia a parte, tenho conseguido executar tudo.
Eu confesso que quando criança eu odiava ter de dar conta de toda a minha bagunça. E quando cresci mais um pouco então, foi difícil ter de ajudar em casa. Eu queria mesmo era brincar, escrever, estudar, ler... tudo menos lavar a louça ou quem sabe regar o jardim. Juro que nessa época eu achava tudo isso uma tortura. A gente faz aquele corpo mole, um exagero... e a mãe da gente lá de marcação cerrada.
Mas daí o tempo passa, e como passa. E eu até me arriscaria a dizer, ainda bem que passa. Aliás, não há nada melhor do que quando o tempo passa e você percebe o quanto progrediu. O quanto se tornou melhor, não somente pelos seus próprios méritos, mas por tudo o que lhe foi passado, seja pela sua mãe, pai, ou quem quer que seja. As pessoas fazem parte do nosso amadurecimento quando escolhemos ouvir e praticar o que de melhor elas têm a nos oferecer. Existem palavras e atitudes que cresci observando no comportamento dos meus pais que jamais me esquecerei. Vou certamente levar pela vida inteira.
E isso se aplica a todo e qualquer indivíduo. Nós vivemos nos espelhando, e isso pode ser bom ou ruim dependendo do que se espelha. E cada pessoa é a única responsável pelos comportamentos e práticas que acaba aderindo dos demais.
Geralmente quem raciocina e sabe filtrar o que há de melhor tende a se espelhar em pessoas que admiram. Em pessoas que significam muito em suas vidas. Comigo tem sido assim. E eu agradeço a todos aqueles que têm servido de exemplos para mim.
Sempre quando consigo dar conta sozinha e percebo que alguém em especial me ajudou naquilo, fico imensamente feliz. Por mim e por Deus, que coloca essas pessoas no meu caminho. Tenho sido agraciada com isso.
Seja a palavra de um amigo, a educação e os exemplos dos pais, ou seja a influência de uma pessoa que talvez nem te conheça; tudo pode ser válido na vida das pessoas. E da mesma forma que alguém se torna uma influência para mim, assim eu me torno para alguém. Eu influencio e você também influencia. E mesmo que não pareça estamos todos os dias fazendo isso. Daí a importância de ser melhor; esse não é um mero compromisso pessoal, você o assume com todos a sua volta.




Pense nisso!
Roberta Amaro

terça-feira, 4 de outubro de 2011

ALIENÍGENA

ALIENÍGENA

Há momentos que mesmo não acreditando em toda essa ideia maluca de extraterrestre você acaba compactuando com essa (não) lógica. Digo isso por que apesar de não acreditar nos Ets, discos voadores e companhia limitada, certamente um dia você se sentirá um.
Sim algum dia você será um alienígena, ou melhor, farão você parecer um.
Dia desses conheci uma pessoa que não se conformava em não ter me conhecido ainda, já que mora no mesmo bairro em que resido. "Como assim eu não te conheço?". Essa pessoa disse que não nos conhecíamos pelo fato de eu ficar somente em casa. Ou seja, a culpa só poderia ser mesmo minha né, a alienígena, que impede os outros de me conhecerem pela simples escolha de me reservar ao anonimato.
Bom eu diria que me sinto de consciência tranquila por me dedicar a tarefas mais relevantes do que passear pela rua do bairro com plenos motivos de me fazer conhecida. É imprescionante como o legado de ser popular acompanha a gente desde a época de colégio. Se você não for aquele cara comunicativo ou a patricinha sociável amiga de todos, certamente terá grandes problemas. A regra é ser popular ou pelo menos tentar ser, caso contrário você será um ALIENÍGENA.
Hoje você só é normal se for CONHECIDO. Não importa o que você seja para as pessoas que realmente interessam, para as que não interessam você será sempre um ALIENÍGENA, caso não se insira no padrão.
É a cultura do SE MOSTRAR, que tem sido muito bem reforçada com as páginas de relacionamento online, onde se publicam fotos, história de vida, preferências, rotina, estado civil, estado de espírito, etc. As pessoas sabem mais da vida dos outros do que delas próprias. O visitante do seu orkut conhece mais a sua rotina do que quem de fato está do seu lado. Sua mãe não sabe aonde será a festa do sábado à noite, mas todos os seus 800 "amigos" do orkut possivelmente sabem porque lêem todos os dias suas atualizações. Aliás, sua mãe nem saberá da festa não é verdade?
Uma inversão de valores, se outrora buscava-se a privacidade hoje se faz o impossível para poder expor ela a milhões de pessoas online pelo mundo ao mesmo tempo.
Há pouco menos de um ano fiz um orkut e em menos de 6 meses de uso deletei minha conta. O objetivo era divulgar as minha publicações e meus blogs, mas obviamente não funcionou. Ninguém quer ler no orkut textos, senão as atualizações do tipo: " Maria mudou seu Status para Solteiro". " João recebeu um comentário em sua foto." Tudo bem se você escrever algo interessante e que faça as pessoas pensarem e usar o raciocínio, mas você não ganhará Selos ou estatus de popular por isso. A Joana lá é popular por que sempre tem alguém comentando suas fotos, para isso ela nem precisou usar a "massa encefálica" apenas posou para o flash.
O orkut quer saber se você é bonito ou feio. Se é solteiro ou comprometido, ou até quando seu estado civil será esse. Se você se vestiu bem na última festa, quem ficou com quem. Quem pagou o mico por ter achado que álcool etílico era água. Enfim...
Lá ninguém quer saber o que você pensa, querem saber o que você faz todos os dias.
E isso, sinto muito, não tenho interesse nenhum de que as pessoas saibam. Nem no orkut, muito menos no meu bairro.
Assim eles me fazem alienígena, e eu realmente prefiro me resignar a essa condição de estranha.
Roberta Amaro

domingo, 2 de outubro de 2011

O ALVO DA MAIOR ARMA




Durante todos os séculos a capacidade inalienável humana de pensar fora elemento norteador dos acontecimentos históricos. O uso dessa capacidade em suma constitui a maior arma da espécie humana. Uma arma apontada no principal alvo ou anseio: o de ser livre.


O verdadeiro princípio deveria ser este: quando o pensamento é uma arma a liberdade deveria ser o alvo. Contudo não é bem assim que acontece; e a História tem comprovado isso.


A atrofia do pensamento serviu e ainda serve como algemas políticas, religiosas, étnicas e várias outras que mantém em cárcere a tão almejada liberdade.


Um retrocesso na história até a metade do século XX é suficiente para que se perceba as consequências desastrosas do mau manuseio desta arma: o pensar.


O pensamento que regia o mundo outrora, principalmente nas principais economias do globo, não era o de se tornarem livres ou propagar a liberdade. O anseio era ,pois, o de se tornarem dominadores. Um corpo nunca poderá ser controlado por duas cabeças, quem dirá o mundo. E o resultado foi as duas Grandes Guerras Mundiais.


Na Europa, a distorção do pensamento atrelada ao preconceito não somente ceifaram vidas, como também despiram o caráter humano em praça pública. Dois pensamentos distintos não coadunam em uma mesma mente, todavia houve dominadores que ousassem tal feitio. Foram capazes de acreditar que isso fosse funcional em um único mundo.


Enfim, são infindáveis os exemplos do mau emprego da capacidade de pensar, que no decorrer dos séculos perpetua as ditaduras de outrora. As opressões só aderiram novas roupagens. Hoje são o que os historiadores chamam de incorrespondência histórica. Um retrocesso em meio a grandes avanços.


No início desse ano uma onda de protestos alastrou-se pelo Oriente Médio, contra as então ditaduras odiosas, que em pleno século XXI ainda ousam permanecer funcionais. "O POVO DERRUBOU O GOVERNO". "30 ANOS DE DITADURA DERRUBADOS EM 18 DIAS". "REBELDES RESISTEM CONTRA A PERMANÊNCIA DO DITADOR". Era o que se noticiava nas manchetes dos principais jornais mundiais. Todo o sensacionalismo soa como um grande avanço, com forte significância e alarde na conjuntura internacional, entretando ainda assim preocupam.


Especialistas ressaltam que revoltas contra tiranias podem acabar com um belo final, em um fracasso sangrento ou em outra tirania.


Já se passaram meses desde que as primeiras reações contra ditadores iniciaram-se. A perspectiva de um "grand finale" , ou seja, de um belo final tornou-se mais do que uma utopia, sendo praticamente impossível. O saldo desses meses de confronto parecem confirmar as duas últimas perspectivas. Um grande número de civis mortos, ataques em espaços públicos, ditadores resistentes em suas fortalezas, militares assumindo "provisoriamente" o poder.


Tudo sempre muito instável no Oriente Médio e o mundo desconhece o destino de todos esses acontecimentos.


Luta-se pelas ideias, por pensamentos; a liberdade,porém, ainda não alcança espaço.


O ser humano pensa, mas o poder cega.


E Voltaire estava certo quando ponderou: "Ser verdadeiramente livre é poder".


O poder que o ser humano conhece garante a liberdade apenas para aquele que o detém.


E o alvo da maior arma, para a grande maioria, permanece assim, inatingível.




Pense nisso!




Roberta Amaro
















domingo, 24 de julho de 2011

NA DEFENSIVA









" - Eu acho que você deveria desacelerar um pouco, dar um tempo para si. Deixar de ficar se enchendo de tantas tarefas e reclamando por ter que realizá-las.




- Você não sabe de nada, eu não sou uma pessoa atoa, eu sei o que tenho que fazer e ninguém tem nada haver com isso."









Em alto e bom tom foi o que eu ouvi como resposta. E olha que a intenção era só ajudar, todavia mais parecia que simplesmente por falar eu estava declarando uma guerra. Minha reação foi a apatia, ignorei e me surpreendi comigo mesma.




É complicado lidar com pessoas assim, que ficam sempre na defensiva. Você pode tentar estender as mãos para ajudar e ainda assim é como se estivesse na iminência de proferir nelas um bom tapa. Eu diria que toda essa situação é desconfortável demais porque acaba fazendo você perder a naturalidade ao falar.




Sabe aquela regra ou etiqueta de boa comunicação: PENSE ANTES DE FALAR? Pois bem, com esse tipo de pessoa você deve não só seguir à risca como também exagerar na dose, coisa do tipo: PENSE 1.000.000.000 DE VEZES ANTES DE FALAR.




Achou exagero? Que nada! Corre um sério risco de você dizer " Executou bem a tarefa" e ainda ser mau interpretado. " Se falou bem é porque não gostou de verdade." " Se tivesse gostado diria que ficou excelente."




E blá, blá, blá, blá, blá...




Que tédio! Acho que entenderam o que quero dizer, certo?




A razão é: você fala A, a pessoa entende B e ainda questiona por que não o C? E você é massacrado pela sua objetividade.




Difícil... E posso apostar que todo mundo já teve que lidar com gente assim, que vive nas trincheiras achando que irão ser bombardiadas a qualquer momento. Creio que você nunca tenha entrado numa trincheira, eu também não, mas certamente já deve ter visto uma nos livros de história. Numa guerra elas servem como proteção e os soldados podem passar muito tempo alí. A estratégia é se proteger e atirar, mesmo que a sua visão esteja comprometida, caso o tiro acerte o inimigo fica pago da terefa e caso atinja um aliado, paciência...você estava na trincheira atirando ao acaso.




Assumindo essa posição a pessoa não quer se machucar, todavia acha-se no direito de ferir quem quer que seja. A verdade machuca, fere, dói, mas eu pergunto até quando? Até quando você continuará se esquivando da verdade e se associando a uma mentira? Tratando a todos com aspereza e esperando respeito em troca?




Não adianta sair da trincheira se a guerra que você mesmo declarou está a todo vapor do lado de fora. Você precisa decretar um cessar fogo, desarmar-se. Deixar de tirar conclusões precipitadas, parar de se ofender por qualquer palavra. Corrigir esse mau hábito.




Enquanto isso não for feito você continuará escravo da própria ausência de discernimento.




Saia da defensiva!









Pense nisso!









Roberta Amaro

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

NO MEIO DA TEMPESTADE


Ela caiu do nada. Foi tudo muito rápido, parecia que um imenso balde de água a 80 km/h estivesse sendo despejado sobre as nossas cabeças. Atravessando a rua meio que contando com a sorte (ou melhor com Deus), eu não via nada. Cisco nos olhos, uma sombrinha resistindo a força do vento, lixo e papéis voando por toda parte, e água, muita água. Salve-se quem puder! Achei que pudesse continuar caminhando contra toda aquela tempestade, mas não teve jeito. O melhor a fazer era poupar esforços e naquele momento procurar abrigo.

Bem, eu já escrevi muitos textos. Também não foram poucas as vezes que fiz de uma simples chuva ou de uma forte tempestade assuntos para os meus escritos. E aqui estou eu novamente fazendo isso...

Eu sabia que a única coisa a fazer era esperar. A única coisa não porque, sabe como a gente fica né? Reclama, dar risada, telefona, preocupa-se, e a sensação é : estou ilhada.

- Mas como que essa chuva caiu assim do nada?

Ai, ai, quanta exigência! Esperava o quê? Achou que Deus tem uma conta no hotmail e logo hoje esqueceu de lhe enviar um email de aviso?

Eu não estava sozinha. O carro da minha mãe estava a uma quadra do lugar onde nós nos escondíamos. Mas o que adiantava? Isso não era definitivamente uma vantagem, afinal o carro não viria sozinho ao nosso encontro. E eu continuava molhada como a maioria das pessoas alí. Todo mundo num mesmo barco, quer dizer num mesmo abrigo.

A chuva diminuiu e eu cheguei em casa daquele jeito. Sapatilha molhada e a escova no cabelo... bem acho que nem preciso falar. Mas agora depois de tudo isso, aqui sentada no sofá do escritório, seca (obviamente) e pronta para dormir, fiquei pensando sobre essa tempestade de hoje a tarde.

Assim tem sido alguns problemas e situações. Tempestades inesperadas, um sobressalto que acaba colocando tudo em desordem.

Não adianta tentar enfrentar com a força dos braços, muito menos utilizar instrumentos frágeis de combate.

Assim como na tempestade de hoje o melhor mesmo é procurar um abrigo e esperar. Esperar não é acomodar e eu já disse isso outras vezes. Esperar é confiar.

Só espera quem confia; quem percebe a hora certa e que sabe a oportunidade adequada .

Existe um momento certo de agir, seja numa situação ou num problema, a hora de enfrentar tudo sem medo e com os pés nos chão.

Se eu tivesse enfrentado a chuva naqueles primeiros instantes, provavelmente não sairia ilesa e talves teria ficado mais molhada ou coisa pior.

Eu tive de esperar e no momento certo agi.

Da próxima vez que um problema te surpreender não tente resolver tudo de uma vez no calor da emoção. Não é sábio agir sem pensar. Espere o momento oportuno, e enfrente a tempestade.

E quanto ao abrigo... bom, você sabe onde encontrar segurança e certeza.

Eu encontro em DEUS, quer abrigo mais seguro do que Esse?



Pense nisso!

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

COISAS DE ADOLESCENTE



" DE QUE ADIANTA SERMOS GATAS SE AMAMOS OS CACHORROS E ELES SÓ QUEREM AS GALINHAS"

Foi o que encontrei escrito em uma das minhas agendas de colégio.
Aos 14 eu amava essa frase. Aliás, não só eu, mas a maioria das minhas amigas tinha essa frase em suas agendas.
Você sabe como é adolescente né? A necessidade de aceitação te faz pegar carona em toda e qualquer novidade do momento. Adolescente é meio parecido com o chuchu, sempre pega o gosto das coisas em volta. Coloque o chuchu com a carne e ele pegará o gosto dela, coleque-o com o frango, abóbora ou qualquer coisa ele pegará o gosto também. O exemplo clássico da "popular da turma", se ela gosta todo mundo ama, já se ela odeia todo o resto detesta.
Pois é, mas assim como todas as fases, essa "maria vai com as outras" também passa rapidinho. Hoje num momento nostálgico, visualizando as velhas folhas dessa agenda, fico a relembrar das experiências... momentos e é claro pensando nessa frase. Chega a ser engraçado ou melhor hilário, sem nexo e intrigante saber que um dia eu pensava assim e ainda concordava com o sentido desse fragmento.
Está certo de não há sentido um relacionamento entre gatas, cachorros e galinhas, todavia parece que nessa frase de agendas eles ocuparam o mesmo triângulo amoroso.
Como já disse, eu amava essa frase, contudo depois de todos esses anos minha maturidade se recusa a compartilhar e apoiar o sentido contido nela. Sabe aquela pergunta: aonde é que eu estava com a cabeça para gostar disso um dia? Pois é, foi a pergunta que me fiz hoje.
Bom, apesar de agora achar um pouco ridículo analisar uma frase dessas, sei que ainda cabe algumas ressalvas para nesse assunto.
Deixando toda modéstia de lado, digo que foi realmente plausível sermos comparadas a gatas. Um sentido figurado que traduz o que eu e minhas amigas sempre fomos, lindas, belas e inteligentes colegiais. Talvez seja essa a parte que mais merecia minha admiração nessa frase.
E o que dizer da segunda parte? As galinhas, vamos reconhecer que elas existem. Nada contra os animais, alías não entendo a razão de associar as pobres aves de galinheiro com essas garotas atiradas que andam por aí. As minhas amigas dizem que é porque tudo o que essas garotas sabem fazer é ciscar no território dos outros. Fura olho, sabe como é? Vai ver que é por isso... Não vamos entrar numa polêmica dessa dimensão.
E agora a parte que me revolta por um dia ter compactuado e acreditado nela: os cachorros. Como assim? Amar cachorros, no sentido figurado e pejorativo de cafajeste, vagabundo, traidor e por aí vai...? Outra vez fico sem entender a comparação, eu amo cachorros de verdade, posso afirmar com toda certeza que essa comparação é duvidosa. Quem tem cachorro sabe que o amor que eles sentem pelos donos é incondicional, eles nunca trairiam um mestre.
O intrigante é: como pode lindas meninas confessarem gostar de rapazes covardes e traidores que pensam só nas atiradas?
Vai entender a mente de adolescente! Ainda bem que no nosso caso era só mesmo uma empolgação instântanea, mas não duvide que tem muita gente por aí envolvendo em triângulos amorosos bem tortos como esse.
Tem coisas que são realmente engraçadas num determinado momento, você até acredita nelas, mas depois elas perdem a graça e o sentido. E nós agradeçemos pela maturidade adquirida.
Gatinhas com gatinhos, vamos deixar que os cachorro se entendem com as galinhas!
Acho que vocês me compreendem né?
Roberta Amaro

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

PERDENDO O FOCO?




Sabe aquela sensação de viagem de pensamentos, uma espécie de divagação que nos acomete quando estamos lendo um livro, um texto ou até mesmo estudando?



Acho que todo mundo já deve ter sentido o que descrevi. Estar fazendo algo, por exemplo uma leitura, mas os pensamentos estão confusos em outro lugar. Nesses momentos não há nenhuma concentração na tarefa que está sendo executada, e isso, pode ser um mal sinal.



Sinal de que o foco está sendo perdido. E nada como os problemas, preocupações, responsabilidades e expectativas para qualquer um mergulhar nesse transtorno.



Mas isso não acontece somente nessas situações mais simples do cotidiano. Acontece também a todo tempo dentro de nós. Se é que você me entende.?



Aquele sonho, aquela meta e toda aquela lista de afazeres e planos traçados, tudo começa a se dissipar quando perde-se o foco. É como a criança que começa a andar de bicicleta, que depois de tirarem as rodinhas, olha adiante se equilibra e dá as primeiras pedaladas sozinha... mas quando ela olha para a roda se desequilibra e cái.



É, a vida tem disso. Eu sempre pensei que fosse fácil sonhar e junto a isso planejar metas e projetos. E não errei, de fato é sim muito fácil. Contudo o que a minha mente imediatista não contava era com ele, o tempo. E foi assim que aprendi, e por sinal continuo aprendendo, que certos planos e sonhos que ambicionamos não acontecem ao nosso tempo. Nada se realiza tão rápido como a mente projeta. E é nessas horas que se manter concentrado é essencial, faz toda a diferença.



Esperar não significa acomodar-se. Esperar quer dizer: manter o foco. Essa é a tarefa, e por que não, o desafio.



E Deus, sabendo das nossas divagações momentâneas nos convida a confiar. Sim, confiar e colocar nas mãos DEle o nosso foco, o objetivo principal. Tudo para que quando chegada a hora alcancemos o planejado.



Deus sabe a hora certa de tudo. Não tenha dúvidas. Concentre-se no seu foco. Pois eu já tenho o meu ao alcance dos olhos, e logo mais das mãos...



E olha, não vale olhar para a roda da bicicleta. Você precisa olhar para frente... as rodinhas podem não estar mais aí, mas eu garanto que Deus sempre estará, você não vai cair... mas para isso pedale o quanto puder, sem perder o foco!






Pense nisso!






quarta-feira, 25 de agosto de 2010

ÀS VEZES É MELHOR FICAR CALADO...


Um fazendeiro colecionava cavalos e só faltava ter um exemplar de uma determinada espécie. Um dia ele descobriu que o seu vizinho tinha este determinado cavalo. Assim, ele atazanou seu vizinho até conseguir comprá-lo.


Um mês depois o cavalo adoeceu, e ele chamou o veterinário:
- Bem, seu cavalo está com uma virose, é preciso tomar este medicamento durante 3 dias, no terceiro dia eu retornarei e caso ele não esteja melhor será necessário sacrificá-lo.


Neste momento, o porco escutava toda a conversa.


No dia seguinte deram o medicamento e foram embora. O porco se aproximou do cavalo e disse:


- Força amigo! Levanta daí, senão você será sacrificado!


No segundo dia, deram o medicamento e foram embora. O porco se aproximou do cavalo e disse:


- Vamos lá amigão, levanta senão você vai morrer! Vamos lá, eu te ajudo a levantar... Upa! Um, dois, três...


No terceiro dia deram o medicamento e o veterinário disse:


- Infelizmente vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois a virose pode contaminar os outros cavalos.Quando foram embora, o porco se aproximou do cavalo e disse:


- Cara é agora ou nunca levanta logo! Coragem! Upa! Upa! Isso, devagar! Ótimo, vamos, um, dois, três, legal, legal, agora mais depressa vai...Fantástico! Corre, corre mais! Upa Upa Upa!!! Você venceu, Campeão!!!!!

Então de repente o dono chegou, viu o cavalo correndo no campo e gritou:


- Milagre. O cavalo melhorou. Isso merece uma festa. Vamos matar o porco.

Moral: Às vezes, é melhor ficar de boca bem fechada...

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

PAGANDO MICO







Sinceramente eu não sei o que é pior, pagar o mico ou fazer parte dele. Aliás, mico é mico, um daqueles episódios inerentes na vida de qualquer ser humano. Todas as pessoas no mundo pagam mico, ou pelo menos já pagaram uma vez na vida.
O mico é aquela dívida que todo mundo logo quita de cara... E às vezes que dívida!
Não há uma fase na vida em que a ocorrência dos micos seja maior. Acredita-se que talvez sua incidência dê-se início na pré-adolescência e se estenda por toda vida adulta.(isso tá com cara de diagnóstico médico, hshuahshua!!!). Até porque bebês e crianças não pagam mico, as gracinhas fazem os outros já em fase "micológica" pagarem o mico. Caso esteja nessa fase e tiver filhos, então se prepare... acho que para os pais o pior deles é aquela pirraça seguida de choro e berros no saguão do shopping... AFF!

Procuremos então uma definicão para mico, mesmo sabendo que no quesito diversidade ele ganha em qualquer situação.

MICO: Passar, publicamente, por uma situação embaraçosa e desagradável. Um acontecimento que na hora todo mundo fica sem graça, morrendo de vergonha, mas que depois conta para os amigos (ou escreve em blogs) culminando em boas risadas e crises de risos.

Mas voltando a minha dúvida inicial chego a conclusão de que a quantidade de risadas após o ocorrido mede e determina o que é pior, pagar o mico ou fazer parte dele. No meu caso aconteceu as duas coisas, fui vítima das duas situações.

PRIMEIRO: PAGANDO O KING KONG

Eu estava num supermercado (não falo nomes, não recebo mesmo por merchandising) e precisava de uma informação. Olhei para vê se havia algum funcionário por perto e avistei uma moça com blusa de supermercado. Cheguei perto e perguntei e ela me disse "eu não trabalho aqui" Como assim? Não pode ser! A blusa que a mulher usava era de outro supermercado concorrente e ela por sinal era funcionário do outro estabelecimento. Pedi desculpas e sai rindo de mim. Poxa vida também! Juro que não tive culpa, apesar da falta de atenção. Além do mais, falta de ética dela ir fazer compras no concorrente usando o uniforme de trabalho do outro supermercado. Faça-me o favor!

SEGUNDO: FAZENDO PARTE DO KING KONG (esse eu não paguei)

Outro dia estava eu no ponto de ônibus no centro da cidade esperando o ônibus para casa. Esperar é algo muito chato e eu detesto, inclusive fazer os outros esperar está aí uma coisa que irrita. Mas fazer o quê, apesar dos meus 18 anos ainda não tenho carteira de motorista e nem sei dirigir, e o jeito é andar de "lotaçao". Daí, estava a mais de 30 minutos esperando quando vi um conhecido, ex-colega de colégio, passando. Como sou educada sorri e soltei um: "tudo jóia?" E assim do nada uma menina que também passava no momento veio me abraçar, me cumprimentou dizendo que não estava se lembrando de mim. É lógico né? Hello girl! Nunca vi mais gorda na minha vida! Eu juro que não percebi que a garota estava na frente do meu colega. A reação foi de não saber o que fazer. Pensei então que devia ser rápida, senão meu colega ia passar e eu não saberia me explicar. Resultado, pedi desculpas disse que era um mau entendido e que estava cumprimentando meu colega e não ela. Saiu toda sem graça coitadinha! Também acho que não tive culpa nesse King. Ficamos eu e meu colega rindo.

Gostei de falar de mico hoje! E você? Que tal fazer como eu e contar nos comentários aquele mico King Kong que já pagou? Contribua para as risadas... talvez seu mico seja melhor do que os meus... vai fundo!

Até a próxima! Ou até o próximo King Kong.

sábado, 10 de julho de 2010

PENSAMENTOS


Quando você pensa que já venceu todos os pensamentos negativos que lhe assombravam, parece que um novo ataque começa. Você pensava que já tinha superado aquele problema, mas de repente como uma metralhadora centenas de pensamentos atacam-lhe de novo. Você então se pergunta: "Será que algum dia eu conseguirei vencer este problema?"


Para sermos bem francos, até o dia em que você morrer sempre haverão pensamentos maus e negativos que lhe atacam. Mas apesar de pensamentos negativos sempre estarem a tentar entrar e não ter como mudar isso, existem com certeza passos que você pode tomar para facilitar a vitória. Então aqui vão alguns passos que com certeza lhe ajudarão:


1. Você não vai poder impedir maus pensamentos de entrarem, mas você pode expulsá-los assim que eles chegarem

2. Rodeando-se com pessoas e coisas que são influencias positivas para você, trará pensamentos positivos e não negativos

3. Todas as palavras que ouvimos são sempre absorvidas pela nossa mente. Então se você sabe que certas pessoas nunca têm nada de bom para lhe dizer, fique longe deles

4. A nossa mente é algo que precisa ser alimentada todos os dias. Mas é você quem decide o que alimenta a sua mente. Seja extremamente selectivo com aquilo que ocupa a sua mente

5. Você não é a única pessoa no mundo que está nesta mesma batalha. O restante das pessoas no mundo lutam para manter uma mente sã também, e se algumas delas conseguem vencer os maus pensamentos então você também consegue

6. E finalmente - PODE FALAR. As nossas palavras geralmente dirigem os nossos pensamentos, então se você se sente assolado por pensamentos negativos, não tenha medo de falar com Deus num lugar privado. Você verá que isto tem muito mais resultado do que somente tentar mudar os seus pensamentos


Você vai conseguir vencer esta batalha.


Deus é consigo.


O Time Espiritual da Pérola Matinal

terça-feira, 25 de maio de 2010

LEMBRANDO DO QUE VOCÊ DEVERIA ESQUECER





Já aconteceu de você ter ido fazer algo importante na sua vida, mas você ficou “preso” ou se atrasou porque esqueceu de alguma coisa? Por exemplo, você descobriu que esqueceu suas passagens e passaporte somente quando chegou ao aeroporto? Ou no caminho para uma entrevista de emprego, percebeu que havia esquecido um documento importante, 5 minutos antes de começar a entrevista?
Por que temos a tendência de esquecer as coisas que deveríamos lembrar, e lembrar das coisas que deveríamos esquecer?
Alguém uma vez disse que o sucesso é uma atitude. Eu concordo, porque isto não é muito diferente do que o Espírito Santo revelou para o apóstolo Paulo.
Paulo percebeu que se ele quisesse obter sua salvação ele não poderia considerá-la como coisa garantida. Ele tinha que esquecer dos seus esforços passados e continuar na luta. Ele tinha que se concentrar nas coisas que estavam por vir em vez de pensar nas coisas que haviam passado. Ele sabia que este era o único jeito pelo qual ele conseguiria realizar o propósito da sua fé com sucesso. Seria inútil para ele continuar olhando para trás e ficar pensando nos seus sucessos ou fracassos passados.
Da mesma maneira, o seu sucesso depende da atitude que você tem para com os seus problemas. Olhar para o seu futuro através da lente do seu passado é geralmente uma atitude negativa. Por exemplo, uma mulher que foi mal-sucedida em relacionamentos anteriores, torna-se receosa e cética em um novo relacionamento, porque ele supõe que este, provavelmente, falhará como os anteriores. Outro exemplo é a pessoa que tem uma ótima idéia de negócio, mas tem receio de começar o seu próprio negócio pois já tentou uma vez e não deu certo.
Portanto, para alcançar sucesso na vida, você tem que aprender a esquecer-se completamente das coisas que ficaram para trás: sua idade, fracassos, relacionamentos passados, vitórias passadas que não lhe ajudam mais, decepções, etc. E, agindo desta forma, você deve continuar lutando por seus objetivos até alcançá-los.
Em outras palavras, trabalhe nos seus projetos e persiga-os do mesmo jeito que fazia quando começou – mesmo que esteja lutando por eles há muito tempo. Até Deus renova a Si mesmo todas as manhãs (veja Lamentações 3.21-23).
Aqui está um exercício mental que pode ajudá-lo a começar. Imagine que você precisa sair de dentro de você mesmo por um momento e então olhar para sua vida no passado como é hoje. O que você vê? Como é a vida desta pessoa? Dê uma olhada no seu corpo, suas roupas, seus relacionamentos, finanças, trabalho, sua carreira – tudo. Considere como tudo está neste exato momento, mas aqui siga este segredo: NÃO olhe para o seu passado. Finja ser outra pessoa e que você não sabe nada do passado dela. Você somente pode ver o que é, não o que já foi. (Isto vai lhe ajudar a se livrar da negatividade que você carrega do seu passado).
Então pergunte a si mesmo o seguinte: Se eu tivesse que trocar de lugar com esta pessoa hoje, e tivesse que mudar as coisas, o que eu faria?
Do mesmo jeito que você vai pensar para obter respostas para esta pergunta, Deus vai começar a lhe mostrar uma lista de coisas que você pode fazer para alcançar mudanças em cada área de sua vida. Escreva-as em um papel. Então, planeje o seu ano de acordo com esta lista e aja em cima de cada idéia. Você verá como a sua vida será diferente em apenas doze meses!
Não subestime o poder deste exercício. Isto pode literalmente mudar sua vida. Mas claro, talvez você esteja muito ocupado para fazer isso ou simplesmente acabará esquecendo o que acabou de ler.
Eu entendo.
(Bem, na verdade, eu não entendo).

segunda-feira, 24 de maio de 2010

ATROPELADO PELA BICICLETA


Na semana passada aconteceu um fato no trânsito um tanto patético.

Pela manhã, quando levava minha filha para o cursinho, quase me envolvi num acidente sem se quer ter o provocado.

Segunda-feira, uma imensa frota de carro e de repente o trânsito pára. Uma moto avança pelo lado direito do carro e uma mulher empurra sua bicicleta no sentido contrário. E em questão de milésimos de segundos o motoqueiro pára bruscamente e sofre uma queda em frente do meu carro. Sim, a ciclista não enxergou o motoqueiro e a roda da bicicleta derrubou a moto. O motoqueiro se vê na obrigação de parar para não atropelar a mulher. Ou seria não ser atropelado por ela? Ah! Que trânsito! E eu alí torcendo para que a moto não batesse no meu carro. Foi por pouco. O motoqueiro se levanta e a mulher com semblante estupefato e seu sorriso amarelo pergunta: " Se machucou? Desculpa." E o motoqueiro sem jeito se levanta não diz nada, monta na moto e sai...

Poderia ter sido algo muito grave e até ter envolvido os carros junto. Já pesou se o trânsito não estivesse parado? Quem pagaria os prejuízos, se houvesse? O motoqueiro ou a mulher? Como chegar em casa e explicar que uma moto fora atropelada por uma bicicleta?

A verdade é que estamos cada vez mais despreparados para lidar com o tempo. Ao invés de vivermos o agora pensamos demasiadamente no amanhã, e isso com respeito aos problemas e preocupações. Quadro que nos torna cada vez mais inconsequentes. Como resolver os problemas assim? Impossível. É como diz o ditado: " Deu com os burros n'água!" .

Decidimos ser inimigos do tempo, o tempo nos apressa e nós aceleramos o tempo... Falamos que o ano está passando rápido, todavia quem anda passando rápido somos nós. Sim, isso quer dizer que não estamos mais pensando e sempre agindo desesperadamente. Quando não se pensa a ação é rápida e o tempo passa voando sem aproveito nenhum.

A cada dia estamos mais dispersos e é claro como no acontecimento referido, provocando acidentes. Correndo atrás do vento sem se quer conseguir tocá-lo. Em Mateus 6:34 a palavra de Deus nos convida a refletir sobre a ansiedade. Que não devemos andar ansiosos com os problemas, com o que vestir, comer , falar, e nem tão pouco com o amanhã, pois o amanhã terá seus cuidados e já basta o mal que devemos enfrentar no presente, ou seja, no dia de hoje.


Então, seja sábio preocupe com que tem para ser resolvido agora. A ansiedade é uma frustrada nunca conseguiu nada na vida. E você? Não vai fazer companhia para ela né?


Pense nisso!


Texto: Ronaldo Antônio Amaro

Adaptação e publicação: Roberta Gabriela Amaro

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Cuidado com o salto alto



Aliado da beleza feminina, ele pode causar muitos problemas de saúde se não usado com cautela.
Para 80 % das mulheres, o salto alto é tudo de bom: turbina o bumbum, coloca o peito para frente deixando a mulher muito mais bonita e imponente, certo? Errado!
Segundo a Sociedade Americana de Ortopedia, cerca de 3 bilhões de dólares são gastos anualmente em cirurgias nos pés.
A surpresa fica por conta do maior causador das doenças: o salto alto. Infelizmente, quanto maiores eles são, mais dores e problemas ortopédicos causam.
Calos, bolhas, inchaço e até fissuras podem aparecer por causa do excesso de saltos.
Quando usado por um longo período, saltos que tenham mais que 4 centímetros de altura podem causar danos à coluna e aos joelhos, encurtamento dos músculos da panturrilha e desvios nos pés. Independente do tamanho e do formato, ele muda a maneira como a pessoa pisa no chão e se equilibra (quanto maior o salto, menor a superfície de apoio), o que faz com que o peso se concentre nos dedos.
“Quando a pessoa anda de salto, joga todo o peso do corpo na parte da frente do pé, e isso causa desde pequenas fraturas por estresse até traumas por repetição, como o Neuroma de Morton, um inchamento do nervo que fica no meio dos ossos”, diz o ortopedista José Luis Zabeu.
A fisioterapeuta Fernanda Elhiage, especialista em ginástica laboral, aponta também problemas de desvios na coluna.
“Para conseguir equilíbrio em cima de um salto muito alto, o corpo busca compensações que podem levar a hiperlordoses e hipercifoses”, afirma.
Outros males relatados são o encurtamento muscular, que leva a uma alteração postural, deformidades ósseas e problemas vasculares.
“Ficar muito tempo em pé de salto deixa a panturrilha em constante contração, fazendo com que o sangue não seja totalmente bombeado para todos os lugares da perna”, ela explica.
Por isso que existem pessoas que usam salto alto constantemente e quando colocam “rasteirinhas” ou tênis ficam desconfortáveis na panturrilha e nos pés.
Outro problema são as dores no arco anterior dos pés, local onde o pé fica apoiado nos famosos joanetes, causados pelo desvio dos dedos e por compressão.
Pisada errada
Calçados fechados de borracha e outros materiais sintéticos, como o tênis, facilitam o aparecimento de micoses.
Ele deve ser arejado e não deve ser usado por dois dias seguidos.
É preciso deixá-lo fora do armário, se possível, no sol.
Enxugar bem os pés também previne as micoses e o mau cheiro.
Modelos com bico fino facilitam o aparecimento de unhas encravadas – para evitar o problema é preciso cortar a unha de modo a deixá-la quadrada e sem pontas.
Os mais recomendados são os sapatos com saltos e bicos quadrados, por serem mais estáveis e confortáveis.
Os solados tipo plataforma também são uma boa opção porque ajudam a manter o equilíbrio mais facilmente. Fuja, ou reserve para ocasiões muito especiais, os sapatos de salto fino ou agulha, que são pouco estáveis e facilitam uma torção.


Por Isabelle Lindote
Fonte: Revista Zero
Foto: Símbolo Imagens

terça-feira, 18 de maio de 2010

LUPY, O MOTIVADO


Eu já vi muitas palestras sobre motivação, mas confesso que nenhuma delas foi capaz de passar o verdadeiro espírito dessa palavra. Foi aí que um dia percebi o que era motivação...

Não aprendi em palestras, livros ou muito menos num consultório de psicologia. Aprendi com quem jamais imaginei aprender alguma coisa: aprendi com Lupy, meu cachorro.

Todo dia é a mesma situação: levanto pela manhã, vou até o canil e lá está ele com sua bolinha amarela. Amiga inseparável, carregada pra baixo e pra cima. Não importa aonde ele esteja, certamente a bolinha amarela estará junto. Mesmo que ela esteja suja ou num lugar de difícil acesso, ele jamais desiste.

Esse aí na foto é o Lupy e como disse com a inseparável bolinha amarela. Lupy faz de tudo por essa bola, você pode jogá-la 1000 vezes, com certeza 1000 vezes ele irá buscá-la. Faça chuva ou sol, aonde ela estiver ele vai procurar.

Isso seria comum demais, afinal cães adoram brinquedos. Mas não para mim. Tudo que Lupy faz irracionalmente é a demonstração mais racional sobre MOTIVAÇÃO.

Estar motivado é muito diferente de ser motivado, e no caso do Lupy ser motivado é o que interessa. Não que ele saiba motivar ou que motive algo. Ele tem um motivo: a bolinha.

Lupy tem aquilo que muitas pessoas nunca conseguiram alcançar ou ter na vida: um motivo, um objetivo. Parece bobagem tudo isso, todavia a verdade é que os animais nos ensinam muito e nós como raramente entendemos ficamos sem seus ensinamentos.

Depois de tudo fiz questão de "assistir" algumas aulas particulares com o doutor Lupy e cheguei a conclusões importantes sobre MOTIVAÇÃO:



1º) TENHA UM MOTIVO.

Se você não definir seu objetivo, gastará seu tempo com outros motivos que não lhe interessam.

Eu quero a bolinha amarela.



2º) CONCENTRE-SE NO MOTIVO.

Olhar para o alvo significa saber aonde alcançá-lo.

Não perca a bolinha de vista.



3º) VÁ EM BUSCA DO MOTIVO.

Mesmo que alguém ou as circunstâncias lance seu objetivo no fundo de um poço, desça e

busque-o; e se ele estiver a quilômetros de distância, corra o máximo que puder para não

perdê-lo para ninguém.

Lupy correria mais de um quarteirão se preciso para buscar a bolinha. E faria isso quantas vezes fosse necessário.



4º) SACRIFIQUE-SE PELO MOTIVO.

Haverá dias em que você terá que trabalhar muito na busca dos objetivos.



5º) ZELE PELO MOTIVO.

Tenha sempre em mente o que deseja ter, ser ou alcançar. Não permita que seu objetivo se perca no meio de uma dúzia de dúvidas.

Lupy coloca a bolinha dentro da casinha quando vai dormir e até dentro da vasilha de comida na hora da refeição.



6º) QUEM TEM UM MOTIVO VIVE.

O motivo precisa existir para que a vida tenha sentido. Quem não sonha não tem objetivos, ou seja, motivação.



E aí pronto para correr atrás da sua bolinha amarela?



O Lupy sempre estará!

terça-feira, 11 de maio de 2010

A Samambaia e o Bambu


Certo dia, decidi dar-me por vencido. Renunciei ao meu trabalho, às minhas relações e à minha fé. Resolvi desistir até da minha vida.


Dirigi-me ao bosque para ter uma última conversa com Deus.“Deus”, eu disse: “O Senhor poderia me dar uma boa razão para eu não entregar os pontos?”


Sua resposta me surpreendeu: “Olhe em redor. Você está vendo a samambaia e o bambu?”
“Sim, estou vendo”, respondi.


“Pois bem, quando Eu semeei as samambaias e o bambu, cuidei deles muito bem. Não lhes deixei faltar luz e água. A samambaia cresceu rapidamente. Seu verde brilhante cobria o solo. Porém, da semente do bambu nada saía.


Apesar disso, eu não desisti do bambu. No segundo ano, a samambaia cresceu ainda mais brilhante e viçosa. E, novamente, da semente do bambu, nada apareceu.


Mas, eu não desisti do bambu. No terceiro ano, no quarto, a mesma coisa. Mas, no quinto ano, um pequeno broto saiu da terra. Aparentemente, em comparação com a samambaia, era muito pequeno, até insignificante.


Seis meses depois, o bambu cresceu mais de 50 metros de altura.Ele ficara cinco anos afundando raízes. Aquelas raízes o tornaram forte e lhe deram o necessário para sobreviver.


A nenhuma de minhas criaturas eu faria um desafio que elas não pudessem superar.”
E, olhando bem no meu íntimo, disse: “Você sabia que durante todo esse tempo em que você vem lutando, na verdade, estava criando raízes?


Eu jamais desistiria do bambu. Nunca desistiria de ti. Não se compare com outros. O bambu foi criado com uma finalidade diferente da samambaia, mas ambos eram necessários para fazer do bosque um lugar bonito.


Seu tempo vai chegar”, disse-me Deus. “Você crescerá muito!”


“Quanto tenho de crescer?” Perguntei.


“Tão alto como o bambu?” Foi a resposta. E eu deduzi: Tão alto quanto puder!


Espero que estas palavras possam lhe ajudar a entender que Deus nunca desistirá de você.

Nunca se arrependa de um dia da sua vida.

Os bons dias lhe dão felicidade.


Os maus lhe dão experiência.

Ambos são essenciais para a vida.

A felicidade lhe faz doce.

Os problemas lhe mantêm forte.

As penas lhe mantêm humano.

As quedas lhe mantêm humilde.

O bom êxito lhe mantém brilhante.

Mas, só Deus lhe mantém caminhando.


Publicado por Bispo Edir Macedo

sexta-feira, 16 de abril de 2010

O QUE É... HIPOCRISIA



É representar um papel levando em conta as prioridades pessoais


Fábula à grega em dois atos.
Personagens: o Gafanhoto Estressado e a Aranha Bem-Intencionada.
Cena um: o Gafanhoto tenta convencer a Aranha de que um colega de trabalho dos dois, o
Camaleão, é um hipócrita de carteirinha.
-- Esse Camaleão é um fingido, Aranha. Sempre mudando de cor conforme a ocasião.
-- Mas essa não seria só a natureza dele, Gafanhoto? Ele não foi criado desse jeito?
-- Nada! Antigamente, ele fazia o mesmo que nós, dava duro para levar a vida. Depois, virou
esse artista em tempo integral, sempre escondido atrás de disfarces e artimanhas.
-- Mas por que ele faria isso?
-- Para tirar proveito da situação. Ele fica ali, na moita, com aquela cara inofensiva, mas, na
primeira oportunidade, abocanha os descuidados.
-- Puxa, é verdade. E eu, que passo horas tecendo a minha teia, no maior capricho...
-- E eu, que fico pulando de um lado para outro sem parar? É por isso que vivo estressado. Se
me distraio, o Camaleão solta a língua e me pega.
-- É mesmo. Se você não me abre os oito olhos, eu nunca teria pensado nisso.
-- Porque você é singela e bem-intencionada. Sabe como chama o que o Camaleão está
fazendo? Competição desleal no ambiente de trabalho!
-- Faz sentido. Você é um sábio, Gafanhoto.
-- Obrigado, Aranha. Mas o ponto é que não podemos, nunca, confiar no Camaleão.
-- Será que não haveria um jeito de neutralizá-lo? Bom, para nosso benefício mútuo, eu acho
que tenho um plano infalível.
-- Tem?
-- Tenho. Escute...
Intervalo: se os antigos gregos não tivessem inventado as fábulas, a democracia e a filosofia
(e, ademais, sacado que a soma do quadrado dos catetos era igual ao quadrado da hipotenusa),
ainda assim eles teriam entrado para a história por sua habilidade para criar palavras. Como
"hipotenusa". Ou "hipocrisia", termo que significa "abaixo da decisão". Hipócrita, no teatro
grego, era a maneira como o povo se referia ao ator que representava sem nunca tomar
decisões sobre o texto. E seu talento estava em convencer a platéia de que ele não era ele
mesmo, mas sim aquele personagem ali no palco. Milênios se passaram e não surgiu palavra
melhor para definir os hipócritas modernos, que continuam tão dissimulados quanto seus
ancestrais. A diferença é que os hipócritas evoluíram. Agora, eles criam seus próprios
diálogos. Por isso, no palco corporativo, a sobrevivência profissional depende da
sensibilidade para identificar os personagens que estão contracenando conosco. O Estressado,
que ninguém aprecia muito, pelo menos é sincero ao manifestar seus sentimentos. O que nem
sempre é o caso do colega aparentemente bem-intencionado, em quem depositamos toda
confiança e para quem abrimos nosso coração.
Cena dois: o Gafanhoto se aproxima para escutar o plano da Aranha. E se enrosca na teia.
Imediatamente, ela o pica e começa a embrulhá-lo para o almoço.
-- O que você está fazendo, Aranha? Nós não somos colegas e parceiros?
-- Não leve a mal, meu caro Gafanhoto, mas essa é a lei aqui da selva: boa intenção é uma
coisa e prioridade pessoal é outra...

sexta-feira, 9 de abril de 2010

A SOLUÇÃO É SIMPLES


Um paciente vai a um consultório psicológico e diz ao doutor:
- Toda vez que estou na cama, acho que tem alguém embaixo.
Aí, eu vou embaixo da cama e acho que tem alguém em cima.
Pra baixo, pra cima, pra baixo, pra cima. Estou ficando maluco!
- Deixe-me tratar de você durante 2 anos – diz o psicólogo.
- Venha três vezes por semana e eu curo este problema.
- E quanto o senhor cobra? – pergunta o paciente.
- R$ 120,00 por sessão – responde o psicólogo.
- Bem, eu vou pensar – conclui o sujeito.
Passados 6 meses, eles se encontram na rua.
- Por que você não me procurou mais? – pergunta o psicólogo.
- A 120 paus a consulta, três vezes por semana, 2 anos, ficaria caro demais, aí um sujeito num bar me curou por R$ 10,00.
- Ah é? Como? - pergunta o psicólogo.
O sujeito responde:
- Por R$ 10,00 ele cortou os pés da cama…

Muitas vezes, o problema é sério, mas a solução pode ser muito simples!