" ESCREVER É AMADURECER COM AS PRÓPRIAS IDEIAS!"

( Roberta Amaro )

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quinta-feira, 2 de junho de 2011

FAZER O QUE SE GOSTA



A escolha de uma profissão é o primeiro calvário de todo adolescente. Muitos tios, pais e orientadores vocacionais acabam recomendando "fazer o que se gosta", um conselho confuso e equivocado.
Empresas pagam a profissionais para fazer o que a comunidade acha importante ser feito, não aquilo que os funcionários gostariam de fazer, que normalmente é jogar futebol, ler um livro ou tomar chope na praia.
Seria um mundo perfeito se as coisas que queremos fazer coincidissem exatamente com o que a sociedade acha importante ser feito. Mas, aí, quem tiraria o lixo, algo necessário, mas que ninguém quer fazer?
Muitos jovens sonham trabalhar no terceiro setor porque é o que gostariam de fazer. Toda semana recebo jovens que querem trabalhar em minha consultoria num projeto social. "Quero ajudar os outros, não quero participar desse capitalismo selvagem." Nesses casos, peço que deixem comigo os sapatos e as meias e voltem para conversar em uma semana.
É uma arrogância intelectual que se ensina nas universidades brasileiras e um insulto aos sapateiros e aos trabalhadores dizer que eles não ajudam os outros. A maioria das pessoas que ajudam os outros o faz de graça.
As coisas que realmente gosto de fazer, como jogar tênis, velejar e organizar o Prêmio Bem Eficiente, eu faço de graça. O "ócio criativo", o sonho brasileiro de receber um salário para "fazer o que se gosta", somente é alcançado por alguns professores felizardos de filosofia que podem ler o que gostam em tempo integral.
O que seria de nós se ninguém produzisse sapatos e meias, só porque alguns membros da sociedade só querem "fazer o que gostam"? Pediatras e obstetras atendem às 2 da manhã. Médicos e enfermeiras atendem aos sábados e domingos não porque gostam, mas porque isso tem de ser feito.
Empresas, hospitais, entidades beneficentes estão aí para fazer o que é preciso ser feito, aos sábados, domingos e feriados. Eu respeito muito mais os altruístas que fazem aquilo que tem de ser feito do que os egoístas que só querem "fazer o que gostam".
Então teremos de trabalhar em algo que odiamos, condenados a uma vida profissional chata e opressiva? Existe um final feliz. A saída para esse dilema é aprender a gostar do que você faz. E isso é mais fácil do que se pensa. Basta fazer seu trabalho com esmero, bem feito. Curta o prazer da excelência, o prazer estético da qualidade e da perfeição.
Aliás, isso não é um conselho simplesmente profissional, é um conselho de vida. Se algo vale a pena ser feito na vida, vale a pena ser bem feito. Viva com esse objetivo. Você poderá não ficar rico, mas será feliz. Provavelmente, nada lhe faltará, porque se paga melhor àqueles que fazem o trabalho bem feito do que àqueles que fazem o mínimo necessário.
Se quiser procurar algo, descubra suas habilidades naturais, que permitirão que realize seu trabalho com distinção e o colocarão à frente dos demais. Muitos profissionais odeiam o que fazem porque não se prepararam adequadamente, não estudaram o suficiente, não sabem fazer aquilo que gostam, e aí odeiam o que fazem mal feito.
Sempre fui um perfeccionista. Fiz muitas coisas chatas na vida, mas sempre fiz questão de fazê-las bem feitas. Sou até criticado por isso, porque demoro demais, vivo brigando com quem é incompetente, reescrevo estes artigos umas quarenta vezes para o desespero de meus editores, sou superexigente comigo e com os outros.
Hoje, percebo que foi esse perfeccionismo que me permitiu sobreviver à chatice da vida, que me fez gostar das coisas chatas que tenho de fazer.
Se você não gosta de seu trabalho, tente fazê-lo bem feito. Seja o melhor em sua área, destaque-se pela precisão. Você será aplaudido, valorizado, procurado, e outras portas se abrirão. Começará a ser até criativo, inventando coisa nova, e isso é um raro prazer.
Faça seu trabalho mal feito e você odiará o que faz, odiando a sua empresa, seu patrão, seus colegas, seu país e a si mesmo.










Stephen Kanitz é administrador por Harvard (www.kanitz.com.br)
Editora Abril, Revista Veja, edição 1881, ano 37, nº 47, 24 de novembro de 2004, página 22

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

OS SONS DO TERROR NA INDÚSTRIA


OS SONS NOS REVELAM MUITAS COISAS... ASSIM COMO A MÚSICA QUE É A ARTE DE MANIFESTAR OS DIVERSOS AFETOS DA NOSSA ALMA MEDIANTE O SOM.

NA INDÚSTRIA OS SONS PODEM DISPERTAR AO ADMINISTRADOR ALGO INDESEJÁVEL EM SUA EMPRESA, SEJA O REFUGO OU O RETRABALHO.

NÃO FAZ MUITO TEMPO QUE ESTIVE NUMA EMPRESA DE ESTAMPARIA E AO ENTRAR, PERCEBI UM SOM DIFERENTE AO QUE ESTOU ACOSTUMADO A OUVIR, OU SEJA, O DE PRENSAS SE DESTACAVA EM SUA PARTICULARIDADE. LOGO PERCEBI QUE SE TRATAVA DE UM ZUMBIDO DE TURBINA E ESMERIL. NÃO PRECISOU ESTAR PRÓXIMO AO LOCAL PARA CONFIRMAR O NÚMERO CONSIDERÁVEL DE RETRABALHO QUE ALI EXISTIA. CHAMANDO O ADMINISTRADOR DAQUELA EMPRESA FIZ UMA COLOCAÇÃO:

- QUANDO VOCÊS ESCUTAREM DIARIAMENTE ESTE BARULHO É SINAL QUE O SEU RETRABALHO ESTÁ PRESENTE, IMPOSSIBILITANDO SUA EMPRESA DE CRESCER, POIS MINA O SEU FATURAMENTO E SUA AGILIDADE DE ATENDER SEU CLIENTE COM QUANTIDADES.

ESTANDO NUMA EMPRESA DE INJEÇÃO PLÁSTICA, O SOM DO TERROR OS MEUS OUVIDOS DETECTOU O MOÍNHO QUE TRABALHA MOENDO DIARIAMENTE PARTE DE UM POSSÍVEL FATURAMENTO DA EMPRESA. ESTA É UMA CONDIÇÃO PIOR, POIS NÃO TEM COMO RETRABALHAR E SIM GERAR UM REFUGO, APESAR DE REAPROVEITAR A MATÉRIA PRIMA, MAS COM PERDAS SIGNIFICATIVAS RELACIONADAS COM TEMPO MÁQUINA E MÃO DE OBRA QUE DE CERTA FORMA TÊM UM CUSTO ALTO NO CUSTO FINAL DO PRODUTO.

CONCLUI-SE QUE, OS SONS DO TERROR BEM ADMINISTRADOS, PODEM TORNAR MÚSICA PARA OS OUVIDOS DO ACIONISTA.

RONALDO AMARO
23/02/2011

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

DESEJO E AMBIÇÃO


Há pouco tempo estava lendo um livro super interessante: "O Código da Inteligência". O autor desse livro, Augusto Cury, é um dos meus preferidos. Não é um livro de história, romance, nem tão pouco aventura. É um livro de reflexão. Muitos erroneamente acham que essa espécie de livro é de alta ajuda e que só quem está mau ler. Ledo engano. Eu costumo dizer que são livros que tratam de essências. Abordam assuntos que tem o poder de expandir a visão limitada que temos. Leitura que instiga seus anseios de conhecimento. E que, só quem é inteligente lê.

Pude refletir e aderir muitas idéias para minha vida e uma delas, em particular, chamou minha atenção. Você já parou para pensar sobre os seus desejos e ambições? Ou, sabia que a ambição é o caminho mais eficaz para a realização do que os desejos?

É, muitos se enganam quando inevitavelmente associam como relação única dinheiro e ambição. Acreditei nesse paradigma até o momento em que percebi que ambição não tem nada a ver com amor ao dinheiro. Um sentimento tão forte como esse transcende as coisas materiais que o dinheiro oferece. Ninguém nasce com a ambição, é preciso desenvolvê-la. Ambição é um projeto de vida que todos, na minha opinião deveriam cultivar.

Diferentemente da ambição o desejo é inerente ao ser humano. Já nascemos com desejos. E, olha que são tantos desejos... O problema é que na maioria das vezes na mesma velocidade que vêm eles vão. Consegue-se algo aqui e outra coisa daqui um tempo. Quanta coisa você já desejou nesse vida hein? Não cabe em uma lista, pórem dá pra contar nos dedos o que o desejo consegue.

Muitos se perdem e outros..., os outros ficam por se realizar. Tudo isso porque o desejo é uma intenção superficial. Não resiste com o tempo, é sensível a qualquer tempestade.



Por isso, pense. Se tem desejado até agora mude de rota e passe a ambicionar. Daí você terá aquilo que vem buscando como, organização, amadurecimento, solução, reconhecimento e tantas outras coisas pessoais. É hora de deixar de lado os desejos tímidos e começar a nutrir ambições saudáveis.



O DESEJO SE ALICERÇA NO ÂNIMO.

AS AMBIÇÕES NAS METAS.



Pense nisso!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

FRASE DO MÊS


" QUEM TRIUNFA SEM LUTA,

SOBE NO PÓDIO SEM GLÓRIA!"

MEDICINA, A PROFISSÃO CERTA


Já faz algum tempo, ainda no ensino fundamental, que eu já sabia que profissão prestar no vestibular. Não sei precisar os motivos que me levaram a escolher uma profissão tão séria e respeitada. Algo que nasceu dentro da minha mente e que certamente é uma vontade de Deus. É Ele quem tem confirmado esse propósito e me motivado com tamanha força.

Com toda certeza não deve existir uma sensação tão pura e gratificante do que poder salvar, cuidar, tratar de uma vida. Saber que você tem uma missão e que há quem precise dos seus conhecimentos e de tudo que você enfrentou para se consagrar Médico.

Reconhecer que todos os anos de estudos valeram a pena. Poder fazer a dor se transformar em um sorriso ou em uma eterna esperança. Conviver sim com a morte, mas se encantar todos os dias com a certeza da vida, pulsando em você e em todos a sua volta.

A medicina é uma profissão diferente, singular. Não melhor do que as outras. Talvez porque o Criador conte mais com ela. Há uma intrínseca relação. Uma característica peculiar.

Pena que muitos médicos não pensem assim. Alguns não creem nessa sincronia e acabam colocando a ciência em primeiro lugar. Não acreditam em Deus mas se sentem um. Infelizmente colocam-se erroneamente acima de seus pacientes. Querem ocupar um patamar que não existe. Esses são pobres profissionais. Toda profissão tem suas exceções.

Quando um médico deixa de ser humano não está apto para cuidar nem de si próprio, quem dirá dos outros.


Penso que uma das coisas mais importantes para ser um bom médico é saber que acima de tudo se é humano, e que não importa a quantidade de conhecimentos no fim das contas somos mais iguais do que imaginamos.


A humildade é o triunfo dos fortes e a rigidez a derrocada dos fracos!


Pense nisso!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

O QUE QUERO COMPARTILHAR




Fiquei angustiada sem saber o que postar hoje. Parece que as ideias não querem se transportar para o papel. Sabe que eu nunca consegui escrever uma postagem sem antes transmití-la para uma folha de papel? Pois é, manias...


Por isso, devido a tamanha indecisão, resolvi compartilhar com você a principal idéia que me moverá esse ano. A verdadeira meta. O alvo que estarei brevemente prestes a acertar. A certeza. Meu sonho: a MEDICINA


Fiz essa escolha com plena e total consciência. Eu não sou médica ainda, eu já nasci médica. A minha vontade é inexplicável, isso porque os sonhos que o próprio DEUS traça são único e nos completam.


Amanhã quero falar sobre algo muito forte. Para aqueles que assim como eu têm metas para alcançar em 2010. Saiba aqui no meu blog se aquilo que você quer é um simples desejo ou uma forte ambição.




Até lá.




quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

SÓ SEI QUE NADA SEI


É mais fácil um camelo passar pelo buraco da agulha e um rico entrar no reino dos céus do que escolher a profissão certa. É como explicar física quântica para seu irmão de 3 anos ou passar duas pessoas lado a lado na roleta da lotação. A vida tem seus impossíveis, sei o que digo. Assim como muitos jovens tenho uma escolha a fazer e um vestibular pela frente.

Escolher não é fácil, aliás poucos executam sem sofrimentos. Optar pelo preto ou pelo branco, liso ou cacheado, chocolate branco ou preto, o certo ou o errado, engenharia ou medicina?... já dizia o personagem, "É broca, meu!". O interessante é que a dor de escolher faz parte de nós. E a insegurança também. Mas assim seguimos. Qual será mesmo a próxima escolha? Lembro-me de um texto de Stephen Kanitz que propõe aos jovens escolher a carreira da mesma forma como se escolhe o cônjuge. Analogia plausível, contudo a segunda escolha é bem menos dolorosa para os jovens.

Já dizia Fernando Pessoa em Apontamento: "... o que eu era um vazo vazio?... um caco..."; um caco e algumas dúvidas, é esta a sensação de quem tem que escolher, cacos perdidos e sem identidade. Cacos que apesar de terem a consciência de si mesmos, não têm a de um conjunto. Conhecemos a física e a matemática e desconhecemos a nossa obra. A única perspectiva de futuro é o dia de amanhã.

É verdade que uma fórmula mágica para escolher o certo não existe, todavia recorrer ao chamado "uni duni tê" não é nada seguro. Portanto, na dúvida é melhor não escolher e filosofar um pouco com Séneca: "Nenhum vento sopra à favor daqueles que não sabem para onde ir".

sábado, 27 de junho de 2009

FALTA DE PLANO DE DESENVOVIMENTO DE ESTAGIÁRIOS NAS EMPRESAS


Ao queridos leitores e simpatizantes deste blog, dedico este artigo super inteligente escrito por Ronaldo Antônio Amaro. Boa leitura!

Ao ler o título deste artigo, logo você já se imaginou quando estava naquele estágio realizado naquela empresa. Acredito que para algumas pessoas foi mais um pesadelo, isso porque não existe na maioria das empresas um plano realmente voltado para o desenvolvimento de pessoas para serem utilizadas no mercado de trabalho.
O que mais presenciei nestes meus anos de empresa, digo isto porque hoje tenho mais de 18 anos na indústria de autopeças, foi à contratação de estagiários, não para serem desenvolvidos trabalhos com o objetivo de absorver o profissional para as atividades da empresa, mas para “tampar buraco”. O termo de uma certa forma pode até ser considerado um pouco forte pelas palavras, mas as empresas esquecem que em suas mãos existem pessoas que passaram por uma faculdade e foram preparadas para desenvolver técnicas modernas, seja qual for a especialidade, porém logo de cara caem diante de uma organização que os colocam para realizar tarefas simples e corriqueiras que não agregam valor para o seu curriculum e muito menos para os interesses da empresa, isto justamente por não haver uma estrutura fundamentada para o desenvolvimento deste estagiário.
Existe uma outra situação onde tudo é delegado ao estagiário, inclusive tarefas de grande importância e responsabilidade, porém são delegadas de forma forçada, sem nenhum tipo de preparo, deixando por conta deste estagiário desenvolver da forma que achar melhor, podendo a empresa ser vítima de sua própria falta de preparo no desenvolvimento de pessoas, podendo perder negócios justamente por não ter preparado aquela pessoa para atender, por exemplo, um cliente.
Observei também que muitas vezes, problemas ocorridos no dia a dia das empresas, nos departamentos onde estão alocados estagiários estes são atribuídos aos estagiários, para encobrir os erros do setor, logo o estagiário é colocado como um saco de pancadas, onde as pessoas não têm como argumentar sobre os problemas ocorridos. È muito fácil atribuirmos os problemas àqueles que não podem se defender e temos que engolir uma desculpa de um erro que na verdade sabemos que envolve muito mais coisas, por mais que o erro seja exposto da forma como é.
Os erros das empresas começam logo no roll de entrada, ou seja, no “Recursos Humanos”, pois não cobram dos setores da empresa um plano de desenvolvimento que o estagiário irá passar, logo não se sabe nem se o candidato à estagiário tem as habilidades e interesse para desenvolver as atividades, se estas estivessem inseridas num plano de desenvolvimento. Muito observei nas empresas, estagiários desenvolvendo atividades que não inspirava nenhum tipo de interesse para que resultados fossem alcançados, justamente devido às preliminares no roll de entrada. Atribui-se também à situação do estagiário que na verdade, muitas vezes não está à procura de desenvolver-se através de um estágio, mas de realmente ter um trabalho, ou melhor, um ganho mensal. Aproveitando justamente desta situação, as empresas hoje estão a cada dia procurando colocar em seus setores de trabalho estagiários, porque de uma certa forma, as empresas ficam sendo vistas como aquelas que dão oportunidades às pessoas. Por outro lado, ganham quando a questão é salário, não necessitando depositar FGTS/ INSS... Diante desta situação observei também pessoas que entraram como estagiárias e a empresa foi prorrogando a contratação das mesmas e, num determinado momento não efetuando o contrato, sendo substituídas por um outro estagiário. Imaginem você que frustrante, depois de ter proporcionado meses de trabalho se esforçando, com o objetivo de ser contratado e ouvindo do seu superior elogios, de repente é simplesmente substituído não pela competência, mas pela política de salário.
Das situações citadas, posso dizer que foram as que eu presenciei, mas devem existir outras que nem é bom mencionar, mesmo que suposição. O que fica é uma reflexão para que as empresas possam realmente estar desenvolvendo um trabalho voltado para o crescimento das pessoas que venham a realizar estágios, buscando o aperfeiçoamento profissional das mesmas, com foco nos objetivos da empresa e não esquecer que um planejamento é importante e necessário desde o roll da empresa. Quanto aos estagiários, é importante saber o momento certo de deixar de ser estagiário e colocar em prática o que a faculdade e o estagio realizado lhe proporcionou de melhor, pois o primeiro passo já foi dado, agora só depende de você para andar com os seus próprios passos.


Ronaldo Antônio Amaro.
Administrador.
Sete Lagoas, 20 de janeiro de 2009.