" ESCREVER É AMADURECER COM AS PRÓPRIAS IDEIAS!"

( Roberta Amaro )

Mostrando postagens com marcador PARA PENSAR. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PARA PENSAR. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

TERCEIRO ATO


Outro dia estava lendo alguns textos de Antônio Prata e encontrei esse falando sobre a maturidade. É bastante interessante a maneira cômica e realista que ele analisa e caracteriza a cada fase da vida e como nós conduzimos cada uma dessas fases. Resolvi publicar, afinal discutir sobre a maturidade sempre nos rende uma boa oportunidade de parar para pensar, e porque não rir um pouco de nós mesmos.




04/08/2011
Publicado na Revista VIP


Aos dez anos, eu acreditava que a idade adulta começava aos vinte. Aos vinte, achei que ainda não havia chegado lá e decretei que adultos eram só os com mais de trinta. (Convenhamos, a apenas seis primaveras da oitava série você é, no máximo, um pós-adolescente: provavelmente ainda mora com os pais, deixa a toalha molhada em cima da cama e siglas como IPTU ou FGTS fazem muito menos sentido do que MILF ou THC.) Ao completar a terceira década de vida, contudo, não tive como protelar: alguns fios brancos no queixo, projetos de rugas nos cantos dos olhos e entradas moderadas avançando pelo couro - já não tão - cabeludo me atestavam, no espelho; eis aí um espécime maduro, acabado e plenamente desenvolvido de Homo sapiens sapiens. E, sabe o que? Fiquei bastante contente com a descoberta.

A infância é terrível. Você precisa chamar as autoridades competentes até mesmo para limpar a bunda, é incapaz de organizar verbalmente as ideias mais rudimentares e quando o faz por outras vias, como, por exemplo, pintando a parede da sala com seu estojo de canetinhas, fica um mês sem sobremesa. A infância é uma espécie de condicional, após a solitária do útero. Uma liberdade vigiada, que deve te preparar para a próxima fase infeliz: a adolescência. Ser adolescente é mais ou menos como mendigar em Paris ou estagiar numa empresa bacana: você já está lá, onde tudo acontece, mas não pode participar da festa; porque é duro, porque é nerd, porque é prego, ou porque tem que decorar o número atômico dos alcalinos terrosos e a função das mitocôndrias, para a prova da FUVEST.

Só tive o que comemorar, portanto, quando terminaram essas duas fases de tutela e me vi finalmente livre. Aos trinta, você escolhe bola, campo e o time em que quer jogar. Tá bom, pode reclamar que sua bola não é uma Jabulani, que o gramado está mais pra uma várzea do Tamanduateí do que pro tapete do Camp Nou, que no seu time só tem perna de pau. Mas uma das vantagens da idade adulta é que, ao contrário da infância e da adolescência, que passam num piscar de olhos – ou num xixizinho e numa ejaculação precoce, para nos atermos a imagens mais condizentes com o assunto -, a maturidade dura quatro décadas; é tempo suficiente para você se acostumar consigo mesmo ou para mudar a situação. E talvez seja essa a maior lição da maturidade: saber discernir entre as coisas que você pode e precisa lutar para mudar e aquelas que deve simplesmente aceitar. Na infância ou na adolescência, ser ruim nos esportes era algo que me atormentava. “Por que, ó, Deus, fizeste-me o último a ser escolhido em todos os times, na Educação Física?”, eu perguntaria ao Senhor, se Nele acreditasse e decidisse importuná-Lo com meus resmungos. Hoje, isso é apenas um dado, quase indiferente, como ter cabelo castanho ou ser canhoto.

Se você está em torno dos trinta, pode lutar durante os próximos quarenta anos para realizar projetos e conquistar a(s) mulher(es) por quem estiver afim, para correr uma maratona ou ganhar dinheiro; mas vai ter que aceitar suas orelhas de abano ou pernas finas, o fato de não ter a lábia de Don Juan, a inteligência do Einstein nem a conta do Bill Gates. E por que não aceitaria? O mundo é grande, tá cheio de gente interessante e tem um monte de coisa boa pra fazer, mesmo não podendo pegar sempre a mais gata da festa, jamais descobrir uma segunda teoria da relatividade nem comprar um iate, numa quarta-feira à tarde, se estiver um pouco entediado.

Três décadas. Dá o que pensar. Mas não tenhamos pressa. Como disse uma amiga minha, nos últimos minutos dos meus vinte e nove: “Não se preocupe, meu querido, os homens começam as trinta”. Com calma, vamos aproveitar esse longo terceiro ato, antes que chegue o quarto – a velhice – e o quinto - sobre o qual não convém falar, por estar muito lá pra frente, só bem depois dos noventa. Ou dos cem? Cento e dez? Cento e quinze, cento e vinte...
Escrito por Antonio Prata 

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

ELE PREFERE O INFERNO


Vou lhes dizer algo sobre mim, geralmente não me espanto e me escandalizo com a maioria dos comentários que ouço diariamente. Acredito que hoje aquele receio de outrora, presente naquela famosa expressão : " eu não esperava isso dele(a)", já não existe mais. 
Agora espera-se tudo.

Quase sempre o que causa espanto não são as palavras proferidas e sim a falta de raciocínios delas. 

Perde-se por não se calar; perde-se por não raciocinar.

Dia desses assistindo a uma aula de literatura o professor disse saber qual seria o destino da sua alma, num comentário eu diria infeliz.

" Possivelmente irei para o inferno, mas em acordo com o Diabo já solicitei área vip  e camarote open bar."
É claro que para grande maioria das pessoas que assistiam também àquela aula, um comentário desses soou mais cômico do que infortunoso, até mesmo por se tratar da pessoa que o disse. Mas eu não encontrei motivos suficientemente plausíveis para entoar a gargalhada coletiva.

Sem demagogias sempre estive bem certa das escolhas que faço, de todas as ideias, pensamentos e principalmente sobre tudo que acredito. Se as pessoas concordam ou não, isso não importa, pois é algo que se diz respeito a elas mesmas. Todavia enxergar o engano na vida de muitos e mesmo assim se calar é de uma hipocrisia mortal.

A maior parte das escolhas tem caráter individual, e optar pelo destino da alma é a principal de todas elas. É algo que a própria pessoa acaba escolhendo, de um jeito ou de outro. O Bem e o Mal existem desde de sempre, não são relativos ou uma mera questão de ponto de vista. Eles não coexistem. Acreditando ou não, toda alma sabe o que lhe espera. Cada um possui a eternidade dentro de si e junto a isso o direito de escolher o que fazer dela.

Ninguém deseja o inferno, mas a grande maioria das pessoas não está totalmente disposta a se ver livre dele. Preferem se enganar, acreditando que ele não existe. Ou então acabam fazendo como esse professor, num ledo engano creem que o inferno pode ser prazeroso só porque eles querem. 

Eu não me arriscaria tanto para saber o que já está bem claro. Creio que você também não.

Pense nisso! Roberta Amaro

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

APERTANDO A TECLA SAP







A pergunta é sempre aquela, bem clássica:
“Você já está namorando?”
Pelo que parece já perdi as contas de quantas vezes precisei responder. Tudo bem que na falta de assunto, perguntas triviais tornam-se suficientes para iniciar uma conversa ou até mesmo para saber um pouco sobre o outro. Mas é que tem hora que cansa. Ouvir a mesma ladainha de sempre, principalmente quando essas perguntas são mais do que simples questionamentos. Há momentos que é pura pressão, opressão, tentativa de constrangimento ou como você queira classificar.
Parece até uma via de regras. Com o tempo é só acrescentar umas velinhas ao bolo de aniversário para a lista de pressões se apresentar. Você tem que passar no vestibular, ser bom exemplo de filho, estudar, comer alguns livros (se possível for), namorar (só que primeiro tem que achar alguém), adquirir sua CNH, entrar para universidade e ainda arrumar um jeito de somar naquela sua mesada conseguindo um bom estágio. Ufa! Viu quanta coisa? Um recheio bem generoso para aqueles interrogatórios vestidos de boa intenção.
“Já fez isso?” “Arrumou aquilo?” “Estudou o suficiente?” “Já passou?” “Quando é que sai o resultado?”
Espere mais alguns anos e acrescente a essa lista:
“Já está trabalhando?” “Quando será o casamento?” “E os filhos, para quando é?”.
Numa perspectiva não muito entusiasmante esteja certo de que não tem como se livrar cem por cento de todas as pressões do meio. Contudo se desesperar está longe de ser o caminho mais seguro.
E se você não pode se livrar delas, as perguntinhas opressoras, tente reagir da mesma forma. Com pressão e uma boa dose de humor, daqueles bem sarcásticos. O importante é levar numa boa e é claro, deixar a raiva distante.
Por exemplo, no meu caso acionar a tecla SAP tem funcionado. Adotei a sigla de brincadeirinha e dei a ela um novo significado. No sufoco é só pensar nela, o que já me descontrai na hora.
“Já está namorando?”
Esta pode ser uma possível resposta:
“A procura de alguém que presta, se encontrar me fala!”
Meu status:
SAP (Suportando a pressão)



Roberta Amaro

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O QUE SÓ O MAX SABE



“Eu queria saber o que só o Max sabe para ser feliz...”



Pode parecer ridículo para você. Posso parecer ridícula para todos. Principalmente se eu dissesse que Max é um cachorro.
Mas quem foi que disse que eu sou ridícula? E quem pensou que um dia eu não poderia ser?
Ele é feliz. Foi o que eu constatei e observo todos os dias. Ele é feliz, mas não porque descobriu que poderia ser ou porque alcançou a felicidade. Max é feliz porque decidiu ser. Sim, mais uma vez um dos meus cachorros foi capaz de fazer o que eu tenho deixado de lado. Enquanto o Lupy me mostra o que é focar um objetivo e com motivação zelar por ele, o Max mostra como decidir ser feliz com tão pouco. E aqui estou eu me expressando novamente, talvez de maneira equivocada. Ser feliz com o pouco. Deixa-me explicar. O pouco a que me refiro é o necessário. E sabe qual é o nosso problema? Não se contentar com o necessário.
Nisso Max e todos os demais animais saem lucrando. Eles não conhecem o supérfluo, por isso não são escravos dele. E conseqüentemente tem o poder de decidir por ela, a tão sonhada felicidade, de uma maneira menos complicada, mais simples e por que não a mais singela.
Qual seria seu maior desejo numa tarde ensolarada? Ver o pôr do sol, ou respirar bem fundo agradecendo por estar vivo? Que nada! Arrisco-me a dizer que um clube, talvez uma piscina, uma praia, uma festa, poderiam estar na sua lista de opções. Creio que não errei ao me arriscar nesses palpites, só não sei se isso de fato seria decidir pela felicidade.
Sabe o que Max faria? Ele correria pelo gramado, daria milhares de voltas em torno do pé de acerola, comeria algumas delas maduras que estivessem ao chão e ainda se arriscaria a correr atrás de alguns sabiás e bem- te- vis. Tudo isso porque ele decidiu ser feliz. Não importa se o passarinho pode voar e ele não. Max sempre acredita que um dia poderá capturá-lo, numa daquelas aventuras boa pra cachorro. E mesmo se um dia isso acontecesse essa aventura nunca perderia o seu brio e o seu sentido porque ele na verdade se diverte bastante com o desafio de capturar os passarinhos. No fundo eu acho até que às vezes eles são bem amigos. O Max corre e o passarinho se diverte também com vôos rasantes e com dribles de deixar qualquer piloto da esquadrilha da fumaça boquiaberto. E assim Max gasta todas as suas energias em busca de ser feliz, e ainda sem saber acaba fazendo os passarinhos também.
Ser feliz é fazer o que é certo, sublime. É apenas uma decisão, uma forma de se libertar do jugo do que aparentemente te preenche. É saber o que só o Max sabe... Mesmo se isso for ridículo ou não.

Pense nisso!
Roberta Amaro

sábado, 19 de novembro de 2011

SINGULAR






Tem gente que passa a vida imitando os outros, e não consegue fazer diferente aquilo que outros já executam. Mas também há aqueles que já nascem de alguma forma como pessoas singulares. Não apenas por serem diferente dos demais, mas porque imprimem às coisas um valor diferente. Fazem o simples se tornar especial. Poucos fazem isso, mas os que fazem tornam-se para sempre lembrados.
Você deve conhecer pessoas assim. Todos podem fazer o que ela faz, todavia ninguém faz como ela faz.
Hoje é domingo, e aqui estou eu na casa dos meus avôs, sentada no sofá escrevendo. Esse fim de semana é especial, minha avó está lá na cozinha fazendo um prato que é uma especialidade dela: nhoque. Ainda pouco me lembrava de quando ainda morava aqui do lado da casa dela. Desde que me entendo por gente eu só comi um nhoque em especial, o da minha avó. E meditando nesse assunto de ser alguém “singular”, acho que não encontrei um exemplo melhor do que esse. Eu sei que poderei comer outros nhoques, até mesmo me arriscar a fazer esse prato um dia( melhor nem tentar) mas ainda assim nada nem ninguém irá fazê-lo como minha avó faz.
Ser singular é uma marca que poucas pessoas conseguem imprimir em sua trajetória de vida. Seja um grande feito, realização ou simplesmente fazendo um nhoque, todo mundo pode ser singular, só que para isso é necessário uma única ação: APERFEIÇOAR.
Para ser diferente e despertar a percepção das pessoas quanto ao seu potencial e capacidade depende disso: do aperfeiçoamento. Depende do quanto de si você é capaz de doar em prol do que quer. O que importa é seu sacrifício diário, seu interesse em ser melhor. Não melhor do que os outros, mas melhor do que você foi ontem. Se todos pensassem sobre isso e de fato se dispusessem a aperfeiçoar seus próprios talentos, teríamos menos pessoas entediadas por aí. Os consultórios de psicologia não estariam lotados. Ninguém precisaria lhe dizer o quanto se é capaz, por que cada um saberia que conhecer a própria capacidade depende do quanto eu me aperfeiçôo.
Prática e disciplina são grandes aliadas nessa busca.








Pense nisso!




Roberta Amaro

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A DONA DE CASA




Até que tenho me saído bem com as tarefas domésticas. Também não poderia ser diferente. De cada dez coisas que eu aprendo com a minha mãe, no mínimo seis são sobre organização e limpeza. Assim, modéstia a parte, tenho conseguido executar tudo.
Eu confesso que quando criança eu odiava ter de dar conta de toda a minha bagunça. E quando cresci mais um pouco então, foi difícil ter de ajudar em casa. Eu queria mesmo era brincar, escrever, estudar, ler... tudo menos lavar a louça ou quem sabe regar o jardim. Juro que nessa época eu achava tudo isso uma tortura. A gente faz aquele corpo mole, um exagero... e a mãe da gente lá de marcação cerrada.
Mas daí o tempo passa, e como passa. E eu até me arriscaria a dizer, ainda bem que passa. Aliás, não há nada melhor do que quando o tempo passa e você percebe o quanto progrediu. O quanto se tornou melhor, não somente pelos seus próprios méritos, mas por tudo o que lhe foi passado, seja pela sua mãe, pai, ou quem quer que seja. As pessoas fazem parte do nosso amadurecimento quando escolhemos ouvir e praticar o que de melhor elas têm a nos oferecer. Existem palavras e atitudes que cresci observando no comportamento dos meus pais que jamais me esquecerei. Vou certamente levar pela vida inteira.
E isso se aplica a todo e qualquer indivíduo. Nós vivemos nos espelhando, e isso pode ser bom ou ruim dependendo do que se espelha. E cada pessoa é a única responsável pelos comportamentos e práticas que acaba aderindo dos demais.
Geralmente quem raciocina e sabe filtrar o que há de melhor tende a se espelhar em pessoas que admiram. Em pessoas que significam muito em suas vidas. Comigo tem sido assim. E eu agradeço a todos aqueles que têm servido de exemplos para mim.
Sempre quando consigo dar conta sozinha e percebo que alguém em especial me ajudou naquilo, fico imensamente feliz. Por mim e por Deus, que coloca essas pessoas no meu caminho. Tenho sido agraciada com isso.
Seja a palavra de um amigo, a educação e os exemplos dos pais, ou seja a influência de uma pessoa que talvez nem te conheça; tudo pode ser válido na vida das pessoas. E da mesma forma que alguém se torna uma influência para mim, assim eu me torno para alguém. Eu influencio e você também influencia. E mesmo que não pareça estamos todos os dias fazendo isso. Daí a importância de ser melhor; esse não é um mero compromisso pessoal, você o assume com todos a sua volta.




Pense nisso!
Roberta Amaro

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

BATATA QUENTE






Insegurança ou preguiça? Sinceramente não sei a qual desses dois motivos deve-se delegar a culpa pelas pessoas pensarem tão pouco. O que leva alguém transferir para outrem o seu direito de escolha? De ser autor das próprias decisões?
“O que você acha que devo fazer? O que devo escolher? Será que é a pessoa certa? O que você faria em meu lugar? Você acha que eu deveria...?”
A impressão que se tem é a de que estamos brincando de “BATATA QUENTE”. Sabe aquela brincadeira de criança? Pois é, a pessoa não assume os riscos e nem sequer é capaz de pensar racionalmente sobre a decisão melhor para si. Daí, ela joga a “batata quente” em suas mãos para que você decida por ela. E uma coisa é certa, se der errado ela vai te culpar.
Simples assim para ela e complicado demais para quem precisa lidar com essas “batatas”.
Por que não decidir com a própria cabeça?
Às vezes a solução é tão óbvia, mas algumas pessoas já se acostumaram, simplesmente a não decidir.
Ei! Será que já não passou da hora de você lidar com essas “batatas”?
Vamos lá comece por descascá-las.
Roberta Amaro

terça-feira, 25 de outubro de 2011

ELES O FAZEM DE GRAÇA

Diante de tanta besteira que tenho ouvido por aí ultimamente, não poderia ficar calada. Assim faço minhas as palavras do Bispo Renato Cardoso neste post, publicado recentemente em seu blog pessoal.


"Eles o fazem de graça
Tem gente que ganha a vida criticando os outros. Eu entendo. Eles têm pelo menos uma boca para alimentar. Se realmente sãos bons nisso, que o façam.

O que eu não entendo é aqueles que o fazem de graça. Pessoas patéticas, tristes, e vazias, cuja existência é tão insignificante que têm que atacar os outros a fim de justificar o seu próximo fôlego.

Se pelo menos eles dedicassem sua energia para ajudar uma alma menos afortunada. Quem sabe, talvez, eles começassem a se sentir melhor com eles mesmos.

O problema é que não é tão fácil encontrar almas menos afortunadas do que a deles mesmos. "

http://www.bprenatocardoso.com/

domingo, 16 de outubro de 2011

GRATO, EU? PENSE NISSO!

PÕE UM BAND-AID AÍ!







Se você era como eu quando criança, você adorava ter um band-aid em algum lugar do corpo. Havia algo legal e divertido naquilo. E eu suspeito que o pessoal da Johnson & Johnson sabia disso também. Eles faziam todos os tipos de band-aids legais, de várias as cores e com personagens de desenhos animados. Você até queria sofrer um corte e sangrar um pouco para ter um...

Band-aid é bom para o que foi feito — arranhões e pequenos cortes. Infelizmente, ele não ajuda a curar nada mais sério.

A vida também oferece muitos tipos diferentes de band-aids para os nossos problemas.

Bateu um clima ruim com seus pais? Tranque-se em seu quarto e coloque o seu iPod nos ouvidos no último volume. Problemas de comunicação no casamento? Saia para tomar um drink com os amigos. Está com raiva? Dê um soco na parede. O dinheiro está curto? Coloque no cartão de crédito.

Soluções tipo band-aid para os problemas da vida se acham em abundância. Elas são baratas, fáceis, e oferecem alívio imediato. Quer dizer, até que se tornam caras, ineficazes, e inúteis.

Enquanto as raízes dos problemas não são tratadas, elas só vão ficando mais fortes. Os problemas voltam cada vez piores. E cortar as raízes torna-se cada vez mais difícil.

Quantos band-aids serão precisos, e quanto mais perda e dor, para você perceber que você precisa lidar com a raiz?


http://www.folhauniversal.com.br/capaiurd/noticias/corte-o-mal-pela-raiz-7666.html

terça-feira, 11 de outubro de 2011

FALTA PROFISSIONALISMO



O Ensino Superior do Brasil forma mais "diplomados" do que profissionais que fazem valer o diploma que possuem.
Creio que essa talvez não seja apenas uma impressão minha. Você certamente já deve ter pensado sobre isso. O fato de haver muito mais "diplomados" no mercado do que verdadeiros profissionais tem gerado situações complicadas. Situações essas que tanto eu, quanto você, já tivemos a infelicidade de presenciar. Ou que pelo menos passaremos algum dia.
Há um mês, meus pais levaram meus dois cachorros numa clínica veterinária para a realização de uma cirurgia de castramento. Até aí tudo bem. A cirurgia foi feita, os cachorro tiveram um pós operatório tranqüilo e depois de 10 dias foram levados para a retirada dos pontos. Um dos meus cachorros, o Lupy, conseguiu tirar o próprio ponto antes de completar 10 dias; contudo nada que pudesse comprometer a cicatrização. Previamente a minha mãe já havia comunicado a veterinária sobre o incidente. Por telefone, a instrução recebida foi a de continuar fazendo os curativos. Toda recomendação foi seguida a risca.
Chegado o décimo dia, um sábado, levamos Max e Lupy. A consulta estava marcada para às sete e meia da manhã. Apesar da nossa pontualidade, a Dra. “X” resolveu nos oferecer um bom “chá de cadeira”. Esperamos uns 45 minutos. O Lupy foi o primeiro e quando minha mãe mencionou o incidente dos pontos a veterinária foi infeliz no seu comentário. Num tom de extrema ironia perguntou por que tínhamos levado o Lupy, já que não havia pontos para retirar. Minha mãe foi categórica. Em tom de elegância e sem perder a cabeça respondeu a veterinária que com ponto ou sem ponto, ela deveria fazer uma observação clínica no Lupy. A veterinária consentiu meio sem graça, arrependida pelo o que havia proferido sem pensar.

Pois é, há uma porção de profissionais desse nível no mercado, que só pensam mesmo no lucro, no salário no final do mês. Nada contra os “Pet Shops” e clínicas para cachorro, mas quando o assunto é gastar com banhos, tosa, cirurgias e afins, eles fazem a maior propaganda. Insistem até você ceder, mas depois, geralmente é esse o tratamento que você acaba tendo. Veterinários sempre costumam achar que você está sempre disposto a gastar rios de dinheiro com um animal de estimação. São profissionais, a vida deles depende disto - o quanto que eu e você gasta com um cachorro - porém vejamos os exageros.
Mas esse é outro assunto.
Quanto a falta de bom senso da profissional ou falta de educação, como preferirem, eu atrevo-me a dizer que se deve realmente a essa realidade: “um mercado de diplomados”.
Falta profissionalismo, uma atitude de respeito para com o cliente, e no caso para o paciente também. É de responsabilidade de qualquer profissional da área médica a análise clínica sobre o paciente no pós- operatório. A retirada de uma sutura é irrelevante, o que mais importa é o estado do indivíduo, seja ele humano ou cachorro. O Lupy estava aparentemente bem, mas quem deveria fazer esse diagnóstico pós- cirúrgico, eu uma simples e leiga estudante de pré vestibular ou ela, bacharel em medicina veterinária com certificação no CRMV ?
Fiquei de fato estarrecida com toda essa situação. É difícil encontrar soluções para esse problema. A oferta de cursos superiores é grande, a qualidade desse cursos , porém, está se tornado cada vez mais duvidosa. E o resultado quem sente somos nós, consumidores e clientes, que de certa forma precisa desses serviços. Por isso a única alternativa cabível é nos tornarmos cliente seletivos e exigentes, analisando quais profissionais elegemos no mercado. Essa seleção é importante para garantir um serviço de qualidade e também evita com que passemos por situações desagradáveis como a que relatei aqui.
Uma coisa é certa, a Dr. “X, nunca mais coloca os dedos nos meus cachorros. Ela deu motivos o suficiente para ser titulada como mais uma “diplomada” sem profissionalismo no mercado. Se ela não consegue tratar o dono do cachorro com um mínimo de educação, quem dirá o animal.

Obs.: talvez ela precise de uma ajudinha do dicionário para entender o que é profissionalismo.

Definologia. O profissionalismo é a tendência da manifestação consciencial; apresentar a postura profissional com maturidade, seriedade, competência, responsabilidade e honestidade.

Pense nisso!
Roberta Amaro.

sábado, 8 de outubro de 2011

FILOSOFIA INSIPIENTE



Criticar o senso comum e ainda assim fazer parte dele. Essa é a filosofia insipiente.



A maioria das pessoas sempre o faz, embora jurem até o fim que não.



Ah, se todos fossem bem menos hipócritas e dissessem sobre o que realmente tem conhecimento. Apontar o dedo é tarefa de tolos; conhecer, entender, ter motivos bem concretos para apontar e deveras criticar é tarefa para sábios. Para quem realmente pensa e usa a cabeça. Quer um exemplo disso? Da próxima vez que você disser assim: "político é tudo corrupto", ou então "Em Brasília todos roubam", pense muito bem sobre isso. Há gente honesta engolindo sapos para seguir valores éticos.



Isso foi apenas um exemplo.



O recado é o seguinte: jamais compactue com as ideias da filosofia insipiente.



Nunca generalize, mesmo achando que tem as informações suficientes para isso.






Roberta Amaro

terça-feira, 4 de outubro de 2011

ALIENÍGENA

ALIENÍGENA

Há momentos que mesmo não acreditando em toda essa ideia maluca de extraterrestre você acaba compactuando com essa (não) lógica. Digo isso por que apesar de não acreditar nos Ets, discos voadores e companhia limitada, certamente um dia você se sentirá um.
Sim algum dia você será um alienígena, ou melhor, farão você parecer um.
Dia desses conheci uma pessoa que não se conformava em não ter me conhecido ainda, já que mora no mesmo bairro em que resido. "Como assim eu não te conheço?". Essa pessoa disse que não nos conhecíamos pelo fato de eu ficar somente em casa. Ou seja, a culpa só poderia ser mesmo minha né, a alienígena, que impede os outros de me conhecerem pela simples escolha de me reservar ao anonimato.
Bom eu diria que me sinto de consciência tranquila por me dedicar a tarefas mais relevantes do que passear pela rua do bairro com plenos motivos de me fazer conhecida. É imprescionante como o legado de ser popular acompanha a gente desde a época de colégio. Se você não for aquele cara comunicativo ou a patricinha sociável amiga de todos, certamente terá grandes problemas. A regra é ser popular ou pelo menos tentar ser, caso contrário você será um ALIENÍGENA.
Hoje você só é normal se for CONHECIDO. Não importa o que você seja para as pessoas que realmente interessam, para as que não interessam você será sempre um ALIENÍGENA, caso não se insira no padrão.
É a cultura do SE MOSTRAR, que tem sido muito bem reforçada com as páginas de relacionamento online, onde se publicam fotos, história de vida, preferências, rotina, estado civil, estado de espírito, etc. As pessoas sabem mais da vida dos outros do que delas próprias. O visitante do seu orkut conhece mais a sua rotina do que quem de fato está do seu lado. Sua mãe não sabe aonde será a festa do sábado à noite, mas todos os seus 800 "amigos" do orkut possivelmente sabem porque lêem todos os dias suas atualizações. Aliás, sua mãe nem saberá da festa não é verdade?
Uma inversão de valores, se outrora buscava-se a privacidade hoje se faz o impossível para poder expor ela a milhões de pessoas online pelo mundo ao mesmo tempo.
Há pouco menos de um ano fiz um orkut e em menos de 6 meses de uso deletei minha conta. O objetivo era divulgar as minha publicações e meus blogs, mas obviamente não funcionou. Ninguém quer ler no orkut textos, senão as atualizações do tipo: " Maria mudou seu Status para Solteiro". " João recebeu um comentário em sua foto." Tudo bem se você escrever algo interessante e que faça as pessoas pensarem e usar o raciocínio, mas você não ganhará Selos ou estatus de popular por isso. A Joana lá é popular por que sempre tem alguém comentando suas fotos, para isso ela nem precisou usar a "massa encefálica" apenas posou para o flash.
O orkut quer saber se você é bonito ou feio. Se é solteiro ou comprometido, ou até quando seu estado civil será esse. Se você se vestiu bem na última festa, quem ficou com quem. Quem pagou o mico por ter achado que álcool etílico era água. Enfim...
Lá ninguém quer saber o que você pensa, querem saber o que você faz todos os dias.
E isso, sinto muito, não tenho interesse nenhum de que as pessoas saibam. Nem no orkut, muito menos no meu bairro.
Assim eles me fazem alienígena, e eu realmente prefiro me resignar a essa condição de estranha.
Roberta Amaro

sábado, 3 de setembro de 2011

O SUFICIENTE




Há certas coisas que apesar de úteis e de possuírem grande significado ainda assim não são suficientes. E outras tantas que aparentemente nos parecem úteis, mas não passam de degetos acumulados com o tempo e que na maioria das vezes retardam a nossa busca pelo suficiente. Não creio que poderíamos listar todas elas, afinal são tantas e frisá-las aqui não as tornariam suficientes para mim e nem muito menos para você.


Todos os que pensam e raciocinam sobre isso são capazes de identificar o que não tem agregado nada em suas vidas. Quando se pensa, também passa-se ser capaz de compreender que há escolhas e determinados "importantes" na vida que embora sejam um progresso não garantem o êxito. É como subir uma escada. Digamos que você está prestes a subir 20 degraus, todavia só conseguiu chegar até o 11º. Tudo bem que 55% do percurso foi realizado mas ainda há 45% pendente. Quem para no 11º degrau nunca chegará ao 20º, ao suficiente.


Comparativos simples que esclarecem bem a ideia. Contudo compartilhando minhas próprias experiências talvez a compreensão se torne mais clara.


Por exemplo, todo o meu desempenho, as horas e mais horas de estudos, a maratona intensa de provas, trabalhos, pesquisas, tudo isso foi essencial para que eu pudesse agregar conhecimentos, mas não foi o suficiente para que pudesse passar de primeira no vestibular. Para alcançar a aprovação eu teria de estudar o dobro, o triplo, enfim maximizar o suficiente.


Certa vez eu abri meu guarda-roupas e ele estava lotado e mesmo assim não sabia o que vestir, tudo porque a maioria das roupas que ali estavam já não me serviam mais. Peguei todas elas e doei para quem precisava, para quem realmente caberia nelas. Fiquei com o suficiente.


Um dia eu estive sozinha, desesperada, vazia, sem saber para aonde ir. Não conseguia enxergar a solução para os meus problemas e angústias. De nada me valia a religião que professava ter, muito menos o dinheiro ou todo o conforto, nem todos os prazeres e alegrias momentâneas que o mundo pudesse oferecer. E numa atitude inteligente e racional me voltei para Deus, conheci o verdadeiro Deus e Ele foi capaz de transformar minha vida. Pensei que conhecê-Lo bastaria, mas não foi o suficiente. Eu precisei buscar o Espírito de Deus, a essência Dele para o meu caráter.




E assim o fiz, e hoje percebo que o Espírito Santo é o suficiente que me confere o discernimento necessário para buscar o que realmente importa. E é claro, jogar fora tudo o que não me acrescenta.


E assim como fiz na minha vida, eu creio que se você fizer também terá grandes recompensas por isso. Faça agora mesmo uma lista do que lhe aparenta útil, mas que ainda não é suficiente e coloque este título: PARA EU ME EMPENHAR. Faça também uma outra lista e coloque o que de fato não tem lhe servido e se desfaça de toda essa bagagem desnecessária, e coloque o título: PARA EU ME DESFAZER. Não meça esforços e se dedique.



Pense nisso!



Roberta Amaro





segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A META






Alguns anos atrás eu escrevi em um papel a seguinte meta: SEJA REALISTA.


Estava farta de toda aquela natureza feminina tendencional à emoção. Nós mulheres somos mais sentimentais e por causa disso sofremos na mesma proporção, ou seja, bem mais.


O que nos torna mais humanas também impede um ação prática e racional que geralmente resolveria tudo, não fossem as lágrimas derramadas...


Havia de fato uma revolta em mim naquela época, e que por sinal tento conservar acesa até hoje. Eu não queria ser um robô sem coração, afinal isso seria realmente impossível. Mas diante de tudo, eu só queria não sentir, não ter um coração que me fizesse sofrer tanto e por pequenos motivos.


E no auge da insatisfação pude perceber que ser humana não estava associado a um "sentir" e sim ao pensar. Ou seja, para que pudesse ser realista e parar de sofrer por qualquer coisa eu deveria usar a cabeça e não todo o meu estoque de lágrimas.


Quando você chora é como se colocasse o coração para resolver e infelizmente ele não tem competência para isso.


O raciocínio serve para você focar na solução e enxergar a melhor estratégia. Agora, como você espera enxergar chorando? As lágrimas certamente irão distorcer sua visão.




Dica: SEJA FRIA, REALISTA, PERSPICAZ, ao resolver os problemas que insistem em lhe arrancar lágrimas.




Pense nisso!




Roberta Amaro

domingo, 7 de agosto de 2011

VALE A PENA LER ATÉ O FIM...


Naquela noite, enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer." Ela se sentou e jantou sem falar uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.
De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.
Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Por quê?"
Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou: "Você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouvi-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais, e sim à Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.
Sentindo-me muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.
Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia, mas eu não voltaria atrás no que disse, pois amava Jane profundamente. Finalmente, ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.
No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada à mesa, escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.
Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e voltei a dormir.
Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possível. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus exames no próximo mês e precisava de um ambiente propício para preparar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.
Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos, e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu, então, percebi que ela estava completamente louca, mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.
Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a ideia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio", disse Jane, em tom de gozação.
Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então, quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo: "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho: "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio." Eu balancei a cabeça, mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.
No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito, eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção nessa mulher. Ela certamente havia envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela. Por uns segundos, cheguei a pensar no que havia feito para ela estar nesse estado.
No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior com o corpo dela. Essa mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.
No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada à Jane, mas ficava cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. “Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício”, pensei.
Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles, mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse: "Todos os meus vestidos estão grandes para mim." Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.
A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso. Ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.
Nosso filho entrou no quarto nesse momento e disse: "Pai, está na hora de você carregar a mamãe." Para ele, ver seu pai carregando sua mãe todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de ideia agora que estava tão perto do meu objetivo. Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.
Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas. Nosso filho já havia ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras: "Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo."
Eu não consegui dirigir para o trabalho. Fui até o meu novo futuro endereço, saí do carro apressadamente, com medo de mudar de ideia. Subi as escadas e bati na porta do quarto. Jane abriu a porta e eu disse a ela: "Desculpe, Jane. Eu não quero mais me divorciar."
Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa: "Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe, Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa, no dia do nosso casamento, para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe.
Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouvi-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.
Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe."
Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama, morta.Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando havia vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio, e prolongou a nossa vida juntos, proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.
Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício à felicidade, mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa; faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz!
Se você não dividir isso com alguém, nada vai te acontecer.
Mas se escolher enviar para alguém, talvez salve um casamento.Muitos fracassados na vida são pessoas que não perceberam que estavam tão perto do sucesso e preferiram desistir
.

domingo, 24 de julho de 2011

NA DEFENSIVA









" - Eu acho que você deveria desacelerar um pouco, dar um tempo para si. Deixar de ficar se enchendo de tantas tarefas e reclamando por ter que realizá-las.




- Você não sabe de nada, eu não sou uma pessoa atoa, eu sei o que tenho que fazer e ninguém tem nada haver com isso."









Em alto e bom tom foi o que eu ouvi como resposta. E olha que a intenção era só ajudar, todavia mais parecia que simplesmente por falar eu estava declarando uma guerra. Minha reação foi a apatia, ignorei e me surpreendi comigo mesma.




É complicado lidar com pessoas assim, que ficam sempre na defensiva. Você pode tentar estender as mãos para ajudar e ainda assim é como se estivesse na iminência de proferir nelas um bom tapa. Eu diria que toda essa situação é desconfortável demais porque acaba fazendo você perder a naturalidade ao falar.




Sabe aquela regra ou etiqueta de boa comunicação: PENSE ANTES DE FALAR? Pois bem, com esse tipo de pessoa você deve não só seguir à risca como também exagerar na dose, coisa do tipo: PENSE 1.000.000.000 DE VEZES ANTES DE FALAR.




Achou exagero? Que nada! Corre um sério risco de você dizer " Executou bem a tarefa" e ainda ser mau interpretado. " Se falou bem é porque não gostou de verdade." " Se tivesse gostado diria que ficou excelente."




E blá, blá, blá, blá, blá...




Que tédio! Acho que entenderam o que quero dizer, certo?




A razão é: você fala A, a pessoa entende B e ainda questiona por que não o C? E você é massacrado pela sua objetividade.




Difícil... E posso apostar que todo mundo já teve que lidar com gente assim, que vive nas trincheiras achando que irão ser bombardiadas a qualquer momento. Creio que você nunca tenha entrado numa trincheira, eu também não, mas certamente já deve ter visto uma nos livros de história. Numa guerra elas servem como proteção e os soldados podem passar muito tempo alí. A estratégia é se proteger e atirar, mesmo que a sua visão esteja comprometida, caso o tiro acerte o inimigo fica pago da terefa e caso atinja um aliado, paciência...você estava na trincheira atirando ao acaso.




Assumindo essa posição a pessoa não quer se machucar, todavia acha-se no direito de ferir quem quer que seja. A verdade machuca, fere, dói, mas eu pergunto até quando? Até quando você continuará se esquivando da verdade e se associando a uma mentira? Tratando a todos com aspereza e esperando respeito em troca?




Não adianta sair da trincheira se a guerra que você mesmo declarou está a todo vapor do lado de fora. Você precisa decretar um cessar fogo, desarmar-se. Deixar de tirar conclusões precipitadas, parar de se ofender por qualquer palavra. Corrigir esse mau hábito.




Enquanto isso não for feito você continuará escravo da própria ausência de discernimento.




Saia da defensiva!









Pense nisso!









Roberta Amaro

sábado, 23 de julho de 2011

ERROS MÉDICOS







De tempos em tempos um médico comete um erro ao tratar uma personalidade famosa.
O médico é massacrado em público, condenado e julgado muito antes do julgamento legal, por pessoas que não estudaram Direito nem processo jurídico.
Ou seja, é condenado por pessoas que estão cometendo grosseiros erros jornalísticos e legais, mas isto passa em branco.
Invariavelmente a reputação do médico é destruída ou seriamente chamuscada.

Com todo o respeito aos familiares que sofreram erros médicos escabrosos, vou colocar alguns pontos que esquecemos quando acusamos nossos médicos de imperícia, imprevidência e negligência.


1. Todo profissional comete erros, erros grassos, evitáveis se prestassem mais atenção.
São fruto de uma noite mal dormida, um filho que nos deixa acordado, uma dívida a pagar, um plano econômico escabroso.


Errar é humano, mas se você for um médico, esta máxima não vale.


2. Em 1990, quando três economistas do Governo Collor sequestraram nosso dinheiro, um conhecido meu se suicidou, uma senhora vizinha morreu porque não tinha como pagar uma operação na semana seguinte. Muitos amigos me descreveram casos semelhantes.
Quase todos os Ministros da Fazenda que passaram pelo governo manipularam os índices de correção monetária, usaram as nossas “contribuições previdenciárias” para pagar salários para o funcionalismo público, e hoje ninguém se aposenta com suas próprias contribuições, nem pelo valor imaginado.


O problema no caso de médicos é que a relação entre médico e consequência é direta, e nas outras profissões não. Este é o problema da profissão.
Um erro num paciente que morre na mesa de operação é bem mais fácil de provar do que um erro de um intelectual que leva uma pessoa a se suicidar, que atrasa o desenvolvimento do país em 10 anos, que aumenta os juros para captar mais e aumenta assim a miséria.
Isto é justo?


2. Eu cometo vários erros de português a cada artigo que escrevo, só que erros de português não matam seres humanos, a não ser os meus professores de português que morrem de vergonha.
Pense nos erros que você comete na sua profissão. Pense no número de pacientes que um médico atende numa carreira. Ele é processado, e você não.


Temos o direito de processar nossos médicos só porque escolheram uma profissão que salva vidas, e nós pobres mortais não?


Está crescendo no Brasil a indústria de caça aos médicos com indenizações milionárias, o que irá aumentar o custo médico ainda mais.


Não estamos usando dois pesos e duas medidas, julgando médicos muito mais rigorosamente do que nós mesmos?


4. O marco de comparação para um serviço médico deveria ser quais as chances do paciente sobreviver se cada um cuidasse de si mesmo.


Parece estranho, mas a regra básica é esta.


Se eu me tratasse sozinho provavelmente já estaria morto.


Mas o dia que você estiver perdido num deserto, um simples enfermeiro é tudo que você quer.
Obviamente exagerei um pouco na comparação acima.


Nós pagamos uma consulta achando que estamos contratando alguém muito bem treinado em Medicina, mas podemos esperar sempre uma conduta perfeita?


Mesmo pagando pouco? Obviamente que sim. Mas isto significa que ele ou ela não poder errar feio, digamos 0,01% das vezes?


5. Quem viaja de avião sabe que tem uma chance em 5 milhões de se espatifar voando.
Estamos simplesmente trocando de riscos, o risco de ser atropelado indo a pé contra o risco de cair o avião.


O risco de nos tratarmos com um simples farmacêutico e o de nos tratarmos com um médico formado, justamente no dia que ele diagnosticou mal.


Risco de erro médico faz parte dos riscos de vida, como viajar de avião.


Devemos processar a Cia. de Aviação cada vez que um avião cai, colocando em risco a própria empresa com ações trilionárias?


É o que fazemos, incitados pela indústria de indenizações.


6. O que estou propondo é nada popular, e só quero que as pessoas reflitam.


Por que médicos não podem fazer a sua cota parte de erros sem serem trucidados?
Como nós?
Por que um médico não pode cometer um erro depois de 8.000 cirurgias? Por que ele perde o direito de ser médico porque errou na 8001a.?


Os que argumentam que ele deveria ter sido mais cuidadoso naquela 8001a., não entendem que não existe perfeição.


O Estado poderia processar aqueles que erram muito mais do que a média, não todo aquele que erra.
Uma pequena margem de erros deveria ser admitida como fatos da vida, um risco social como andar de avião.
Eu sei que quando ocorre com a gente a questão muda de figura, mas trucidar uma profissão ou obrigá-los a pagar enormes seguros médicos, não é a solução.



@stephenkanitz





http://blog.kanitz.com.br/





Pense nisso!





Roberta Amaro

sexta-feira, 22 de julho de 2011

PERDENDO PARA UM INIMIGO MORTO



Outro dia ouvi a seguinte história:


" Havia em um certo lugar dois inimigos mortais. A única semelhança que os aproximava era que possuiam o mesmo objetivo: dar cabo do seu rival. No dia da grande luta alguém morreria, triunfando o sobrevivente. O que saíra vivo da luta colocou seu inimigo, já morto, nos ombros e seguiu caminhando. o seu rival morto passara a ser o seu troféu, por isso a sua atitude foi de não enterrá-lo. Passado algum tempo o cadáver já cheirando mau, se deteriorava. E sobre aquele que outrora vencera sobreveio tamanha moléstia pelo contato com o cadáver em decomposição.

Resultado: dois cadáveres e nenhum vencedor."


Como pode alguém matar seu inimigo e não enterrá-lo e ainda carregá-lo nos ombros?

Absurdo, não? Bom, nas circunstâncias da história pode até ser.

Mas e se eu dissesse que você talvez esteja fazendo isso?

Perdendo para um inimigo morto. E posso apostar que você não tem achado isso tão absurdo assim...

E mais, se eu dissesse que esse inimigo pode ser tanto o seu PASSADO como o seu FUTURO.


Tudo bem que você venceu, superou-se, matou todo o seu passado. Aqueles erros cometidos, as experiências decepcionantes, os traumas sofridos, toda aquela bagagem está morta logo alí. Sim, pelo que parece logo alí. Ou melhor, logo aí, bem perto de você, nos seus ombros. E assim mesmo que insista em seguir para frente é peso demais para carregar. Você não enterrou seu inimigo e agora ele pesa no seu ombro. Capaz de derrotá-lo, todavia covarde para enterrá-los.


Mas talvez o inimigo não seja o passado e sim o futuro que você insiste em classificar como incerto. Sua mente só não é mais ansiosa e paranóica por falta de espaço. Seu lema não é viver o agora e sim se auto flagelar pelo o que ainda está por vir. Acha que todas as preocupações mudarão o futuro ou farão que ele chegue mais rápido.


A bíblia diz que aquilo que o homem semeia ele colhe. Também fala que será maldito todo aquele que pegar no arado e olhar para trás.


Se você quer vencer de verdade tem que enterrar o seu passado e o seu futuro para viver o agora.


Seu passado lhe entristesse? Não importa, enterre-o e busque sua felicidade no presente.

Seu futuro lhe assusta? Não importa, enterre-o confia a sua vida em Deus e nas sua promessas.

Seu passado lhe orgulha? Não importa, enterre-o também pois ninguém se alicerça no presente mediante as glórias de outrora. Todas aquelas conquistas foram importantes lá atrás, não serão sua garantia de estabilidade no presente. Agora você deve se manter na mesma fé.

Seu futuro lhe parece promissor? Não importa, enterre-o de uma vez, sabe por que? Porque o futuro não existe e como algo inexistente pode ser promissor?


O SEU PRESENTE PODE SER PROMISSOR!


Só que para isso não basta matar, tem que enterrar. Quer vencer? Não subestime o inimigo. Vivo ou morto ele pode derrubá-lo. Há de se jogar terra sobre ele, dando-lhe o fim merecido.


Se você não fizer isso eles é que vão te enterrar.


E ninguém quer ter um desfecho desse, PERDER PARA UM INIMIGO MORTO.


PENSE NISSO!

Roberta Amaro


quarta-feira, 20 de julho de 2011

O TERMÔMETRO DA CASA





Aquele foi de fato um dia estressante. Ninguém pode imaginar todas as adversidades que ela precisou enfrentar e os problemas que se empenhou em solucionar naquele dia de trabalho.




Tudo bem que toda sua competência e responsabilidade foram essenciais para resolver as coisas, ou melhor, a maioria delas. Mas é que sempre fica um problema aqui e outro se erguendo logo alí. O cansaço torna-se monstruoso, quanta tensão... Como ela se sente? SOBRECARREGADA. E olha que ainda são sete da noite e todos os afazeres domésticos estão lá pendentes. Depois de um trânsito intediante ela se prepara para o segundo "round".




É, as mulheres conseguiram. Alcançaram um espaço na sociedade, o respeito, uma profissão, o poder de escolha mas se esqueceram do essencial: de se prepararem para isso. O resultado é um desequilíbrio desastroso e uma falta de tempo para tudo.




Depois de um dia de trabalho ainda precisam cuidar da casa, dos filhos, da alimentação, compras do mês, ajudar nas tarefas escolares, o cardápio da semana, as roupas, o lanche das crianças... Ufa! E ainda dar atenção para o marido. Tudo bem que há companheiros (numa triste estimativa, um pequeno número) que são eficientes e sensatos e ajudam nas tarefas. Todavia são uma minoria, e as mulheres sobrecarregadas são quase 98% em todo o mundo.




Em alguns casos a situação fica tão insustentável que a volta para casa torna-se quase um martírio, parecido com a saída para o trabalho. Daí ao invés de uma família unida e estável tem-se construído lares cada vez mais problemáticos. Tudo porque o termômetro da casa não sai dos 40 graus. Um estado febril que caso não tratado pode culminar em uma morbidez aguda.




Não adianta omitir, a mulher será sempre o termômetro de uma casa. A figura da mulher no relacionamento familiar é tão importante que se ela está bem toda a casa se acalma, agora quando ela está mau a casa toda declina. O estado de espírito da mulher interfere, influi na família inteira. Repare que a casa reflete bem as características de quem a mantém.




É claro que não estou limitando o sucesso de uma casa, ou de um lar a esposa. Estou apenas afirmando que a participação da mulher para o resultado final é determinante. O homem, o parceiro ou caso prefira o companheiro, possui também sua responsabilidade, já que ele é o cabeça. E assim como um depende do outro, o sucesso do lar depende dos dois e daquilo que cada um representa na relação.




O papel feminino, a índole, o caráter de uma mulher são aspectos fundamentais. A sua organização, sua eficiência e sua capacidade de se doar são inalienáveis. Há coisas que somente a mulher é capaz de fazer, o estado de espírito, o clima e o aspecto sadio de uma casa são algumas dessas coisas.


A mulher sábia não é perfeita, mas sabe muito bem o que deve ou não fazer. Reconhece como as coisas dependem dela e que existem algumas tarefas intransmissíveis que somente ela com sua sabedoria pode realizar. Ela pode estar demasiadamente cansada, todavia admite que quem fez a escolha de se delegar tantas tarefas foi ela mesma. Se as pessoas ajudam, ótimo! Porém ela não desiste, o desânimo pode vir mas ela fica forte. Não adianta reclamar, chorar, fazer-se de vítima, nem muito menos se isolar no mundinho "ninguém me entende".


O melhor que uma mulher deve fazer nesses casos é buscar sabedoria em Deus. Ele orienta a mulher, mostra no que ela tem errado e as atitudes que ela deve adotar e agregar em sua vida para se sentir realizada.


Bom, não me assusta você não acreditar que pode, você ao menos tem tentado. Buscar a solução em Deus não é lorota, demagogia ou utopia religiosa. Aliás, eu detesto todas aquelas ideias de que a religião pode mudar alguma coisa. A religião destrói, isso sim. Vai observar a vida de uma dessas beatas por aí, há sucesso em tudo no lar delas?


Deus não é religião, suas palavras e orientações são sabedoria para a alma. Somente abrindo a sua mente para as orientações da sua palavra você será capaz de ser uma mulher controlada e eficiente em tudo. Sua casa estará na temperatura ideal, você verá que até mesmo seus filhos passarão a ajudá-la.


Busque a DEus e você verá os resultados.


Mas talvez você esteja preocupada demais com todos os seus insucessos que não tem nem tempo para resolver isso com a direção de Deus, não é?


Bom, sabe o que acontece com um termômetro clínico quando a temperatura do meio excede os 40 graus? Ele estoura, não suporta a tensão, a caloria.


Diagnóstico: HIPERTERMIA


Resultado: uma casa em demência e um termômetro quebrado.


Não aceite caminhar para esse desfecho.


A mulher sábia edifica a sua casa, mas a insensata, com as próprias mãos, a derriba. (Pv 14:1)


Pense nisso!

Roberta Amaro