" ESCREVER É AMADURECER COM AS PRÓPRIAS IDEIAS!"

( Roberta Amaro )

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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A PESSOA CERTA

Bom, aqui estou para dar seguimento ao assunto da última postagem.

Embora a questão pareça comum a muitos não há uma fórmula universal para resolvê-la, principalmente se tratando de algo tão individual como escolher o certo para você. E em se tratando de sentimentos há uma peculiaridade em cada relacionamento. O certo não quer dizer perfeito, o certo é no máximo ideal. O que acontece é que a grande maioria das pessoas quando entendem o que é ideal para elas já estão dentro de uma relacionamento conturbado e repleto de crises. Talvez se houvesse um pouco mais de paciência e observação não seria tão doloroso assim. Mas o que frequentemente ocorre são decisões tomadas no calor da emoção e quando os hormônios potencializam aquele aparente "estar apaixonado", nada parece importar e o errado acaba por ser aceito sem maiores problemas.

Se pensássemos mais chegaríamos a uma conclusão bem clara de que somos nós os verdadeiros culpados todas as vezes que a pessoa certa parece inalcançável ou utopia de filmes românticos. E aí quando tudo se complica e a sensação de impotência nos faz perder as esperanças, surge a solução. 

A solução é VOCÊ. Isso mesmo e vamos entender  exatamente o porque.

Primeiro é necessário compreender o seguinte:

"PARA ENCONTRAR A PESSOA CERTA, PRIMEIRO EU PRECISO SER A PESSOA CERTA PARA ALGUÉM."

Essa é a premissa maior de quem quer encontrar o parceiro ideal e que lhe fará feliz.

Já está mais do que na hora de acabar com o empecilho que comumente complica os relacionamentos, o famoso "o problema é o outro."

"Ele é grosso demais.""Insensível e incapaz de compreender o que eu quero, ele está sempre me irritando.""É ela quem complica nossa relação.""É sempre a imaturidade dela o motivo das nossas brigas e discussões."

Esses são alguns comentários que geralmente os casais utilizam. E utilizam sem pensar, o que acaba afastando o que realmente procuram. Uma forma, iludida certamente, de se fazer de forte e deixar bem claro que se deu errado ou se nada aconteceu não foi culpa minha.

O problema muitas vezes não é o outro, frequentemente o problema chama-se você.


As mulheres tem fama de serem exigentes, mas na verdade a fama seria de exageradas por presumirem que um homem ideal deve ser perfeito. Só que como todos sabem não há perfeição.


Se você pergunta o que um homem deve ter, vem aquela lista "singela":


"Tem que ser alto, bonito, inteligente, ter olhos claros, ser sensível, romântico, educado, compreensível, tem de amar a família"; e ... por aí vai. 

 Agora, se o contrário fosse feito. Se mudássemos de estratégia. Se primeiro cada um começasse a pensar em se tornar alguém melhor. O discurso seria mais ou menos assim, para ambos, homens e mulheres:


"Eu preciso ser maduro(a), agradável, compreensivo(a); quero estar pronto(a) para saber compartilhar sonhos, projetos, objetivos, enfim uma vida com outra pessoa. Tenho que pensar no quanto o relacionamento dependerá da tolerância e da cumplicidade que eu estarei disposto(a) a investir."


Assim a preocupação em me tornar melhor afasta toda frustração por não encontrar alguém "perfeito". Trabalhando em mim tenho plenas chances de me realizar como pessoa.


E não há nada mais atraente do que uma pessoa bem definida e realizada consigo mesma. Disposta a ceder para fazer o outro feliz.


E isso só a pessoa certa é capaz de enxergar.


Pense nisso!


Roberta Amaro


Obs.: Nos próximos dias estarei falando sobre algo que todo mundo adora, falarei sobre o AMOR. E quem não gosta de ler e falar sobre amor hein? Então não perca, é só aguardar e passar por aqui. Até lá!



quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

TERCEIRO ATO


Outro dia estava lendo alguns textos de Antônio Prata e encontrei esse falando sobre a maturidade. É bastante interessante a maneira cômica e realista que ele analisa e caracteriza a cada fase da vida e como nós conduzimos cada uma dessas fases. Resolvi publicar, afinal discutir sobre a maturidade sempre nos rende uma boa oportunidade de parar para pensar, e porque não rir um pouco de nós mesmos.




04/08/2011
Publicado na Revista VIP


Aos dez anos, eu acreditava que a idade adulta começava aos vinte. Aos vinte, achei que ainda não havia chegado lá e decretei que adultos eram só os com mais de trinta. (Convenhamos, a apenas seis primaveras da oitava série você é, no máximo, um pós-adolescente: provavelmente ainda mora com os pais, deixa a toalha molhada em cima da cama e siglas como IPTU ou FGTS fazem muito menos sentido do que MILF ou THC.) Ao completar a terceira década de vida, contudo, não tive como protelar: alguns fios brancos no queixo, projetos de rugas nos cantos dos olhos e entradas moderadas avançando pelo couro - já não tão - cabeludo me atestavam, no espelho; eis aí um espécime maduro, acabado e plenamente desenvolvido de Homo sapiens sapiens. E, sabe o que? Fiquei bastante contente com a descoberta.

A infância é terrível. Você precisa chamar as autoridades competentes até mesmo para limpar a bunda, é incapaz de organizar verbalmente as ideias mais rudimentares e quando o faz por outras vias, como, por exemplo, pintando a parede da sala com seu estojo de canetinhas, fica um mês sem sobremesa. A infância é uma espécie de condicional, após a solitária do útero. Uma liberdade vigiada, que deve te preparar para a próxima fase infeliz: a adolescência. Ser adolescente é mais ou menos como mendigar em Paris ou estagiar numa empresa bacana: você já está lá, onde tudo acontece, mas não pode participar da festa; porque é duro, porque é nerd, porque é prego, ou porque tem que decorar o número atômico dos alcalinos terrosos e a função das mitocôndrias, para a prova da FUVEST.

Só tive o que comemorar, portanto, quando terminaram essas duas fases de tutela e me vi finalmente livre. Aos trinta, você escolhe bola, campo e o time em que quer jogar. Tá bom, pode reclamar que sua bola não é uma Jabulani, que o gramado está mais pra uma várzea do Tamanduateí do que pro tapete do Camp Nou, que no seu time só tem perna de pau. Mas uma das vantagens da idade adulta é que, ao contrário da infância e da adolescência, que passam num piscar de olhos – ou num xixizinho e numa ejaculação precoce, para nos atermos a imagens mais condizentes com o assunto -, a maturidade dura quatro décadas; é tempo suficiente para você se acostumar consigo mesmo ou para mudar a situação. E talvez seja essa a maior lição da maturidade: saber discernir entre as coisas que você pode e precisa lutar para mudar e aquelas que deve simplesmente aceitar. Na infância ou na adolescência, ser ruim nos esportes era algo que me atormentava. “Por que, ó, Deus, fizeste-me o último a ser escolhido em todos os times, na Educação Física?”, eu perguntaria ao Senhor, se Nele acreditasse e decidisse importuná-Lo com meus resmungos. Hoje, isso é apenas um dado, quase indiferente, como ter cabelo castanho ou ser canhoto.

Se você está em torno dos trinta, pode lutar durante os próximos quarenta anos para realizar projetos e conquistar a(s) mulher(es) por quem estiver afim, para correr uma maratona ou ganhar dinheiro; mas vai ter que aceitar suas orelhas de abano ou pernas finas, o fato de não ter a lábia de Don Juan, a inteligência do Einstein nem a conta do Bill Gates. E por que não aceitaria? O mundo é grande, tá cheio de gente interessante e tem um monte de coisa boa pra fazer, mesmo não podendo pegar sempre a mais gata da festa, jamais descobrir uma segunda teoria da relatividade nem comprar um iate, numa quarta-feira à tarde, se estiver um pouco entediado.

Três décadas. Dá o que pensar. Mas não tenhamos pressa. Como disse uma amiga minha, nos últimos minutos dos meus vinte e nove: “Não se preocupe, meu querido, os homens começam as trinta”. Com calma, vamos aproveitar esse longo terceiro ato, antes que chegue o quarto – a velhice – e o quinto - sobre o qual não convém falar, por estar muito lá pra frente, só bem depois dos noventa. Ou dos cem? Cento e dez? Cento e quinze, cento e vinte...
Escrito por Antonio Prata 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O QUE SÓ O MAX SABE



“Eu queria saber o que só o Max sabe para ser feliz...”



Pode parecer ridículo para você. Posso parecer ridícula para todos. Principalmente se eu dissesse que Max é um cachorro.
Mas quem foi que disse que eu sou ridícula? E quem pensou que um dia eu não poderia ser?
Ele é feliz. Foi o que eu constatei e observo todos os dias. Ele é feliz, mas não porque descobriu que poderia ser ou porque alcançou a felicidade. Max é feliz porque decidiu ser. Sim, mais uma vez um dos meus cachorros foi capaz de fazer o que eu tenho deixado de lado. Enquanto o Lupy me mostra o que é focar um objetivo e com motivação zelar por ele, o Max mostra como decidir ser feliz com tão pouco. E aqui estou eu me expressando novamente, talvez de maneira equivocada. Ser feliz com o pouco. Deixa-me explicar. O pouco a que me refiro é o necessário. E sabe qual é o nosso problema? Não se contentar com o necessário.
Nisso Max e todos os demais animais saem lucrando. Eles não conhecem o supérfluo, por isso não são escravos dele. E conseqüentemente tem o poder de decidir por ela, a tão sonhada felicidade, de uma maneira menos complicada, mais simples e por que não a mais singela.
Qual seria seu maior desejo numa tarde ensolarada? Ver o pôr do sol, ou respirar bem fundo agradecendo por estar vivo? Que nada! Arrisco-me a dizer que um clube, talvez uma piscina, uma praia, uma festa, poderiam estar na sua lista de opções. Creio que não errei ao me arriscar nesses palpites, só não sei se isso de fato seria decidir pela felicidade.
Sabe o que Max faria? Ele correria pelo gramado, daria milhares de voltas em torno do pé de acerola, comeria algumas delas maduras que estivessem ao chão e ainda se arriscaria a correr atrás de alguns sabiás e bem- te- vis. Tudo isso porque ele decidiu ser feliz. Não importa se o passarinho pode voar e ele não. Max sempre acredita que um dia poderá capturá-lo, numa daquelas aventuras boa pra cachorro. E mesmo se um dia isso acontecesse essa aventura nunca perderia o seu brio e o seu sentido porque ele na verdade se diverte bastante com o desafio de capturar os passarinhos. No fundo eu acho até que às vezes eles são bem amigos. O Max corre e o passarinho se diverte também com vôos rasantes e com dribles de deixar qualquer piloto da esquadrilha da fumaça boquiaberto. E assim Max gasta todas as suas energias em busca de ser feliz, e ainda sem saber acaba fazendo os passarinhos também.
Ser feliz é fazer o que é certo, sublime. É apenas uma decisão, uma forma de se libertar do jugo do que aparentemente te preenche. É saber o que só o Max sabe... Mesmo se isso for ridículo ou não.

Pense nisso!
Roberta Amaro

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O MEU TEMPO



“Se eu perdi tempo ou ganhei ainda não posso dizer. Só sei que todas as vezes que penso no tempo é como se visse na minha frente uma bomba relógio. Como se eu precisasse lutar todos os dias contra os ponteiros apressados; alcançar o objetivo traçado antes que o prazo se esgote. Por isso e muitos outros motivos eu decidi: não estou desistindo do meu sonho, apenas quero me dar a chance de ser o melhor de mim agora. Fazer do meu tempo o tempo de Deus. Eliminar a bomba relógio e fazer pulsar esse cronômetro chamado vida para sempre” Roberta Amaro




O tempo passa, é possível sentir, é inevitável perceber que ele passa.
A vida é um cronômetro e quanto a isso não há remédio. Creio que nada parece tão cruel e assustador quando o tempo passa e você se dá conta de que passou junto com ele, tão rápido e sem sentido algum.
Confesso-lhe que eu não me vejo passar com o tempo, sinto-me jovem e disposta a cada segundo. Não existe uma recompensa melhor do que saldar a dívida consigo mesmo, olhar para o espelho e saber que agora sou melhor do que fui no último segundo.
O meu tempo sou eu que faço.
Assim resolvi todos os dias da minha vida entregá-lo ao único que de fato merece e possui a competência para controlá-lo: Deus. Trata-se de fé, uma certeza intransferível que só quem exercita é capaz de compreender. A certeza de que todas as coisas acontecerão nesse tempo é o que define o caminho. Nessa aliança o tempo é meu e de Deus. E quando o seu tempo está nessa parceria não há como dar errado. O cronômetro passa, mas você permanece e a cada dia torna-se grande, assim como Deus. Quer mais alguma coisa?
Com Deus esse cronômetro é infinito.
Por que fazer do seu tempo o tempo dos outros, ou um tempo sem sentido onde você próprio passa junto com ele?
Faça do seu tempo o tempo de Deus. Deixe esse cronômetro passar eternamente.
Roberta Amaro

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

VIRANDO A PÁGINA





Turning Page - Sleeping At Last




I've waited a hundred years
But I'd wait a million more for you
Nothing prepared me for the privilege of being yours
If I had only felt the warmth within your touch
If I had only seen how you smile when you blush
Or how you curl your lip when you concentrate enough
I would have known what I was living for
What I've been living for
Your love is my turning page
Only the sweetest words remain
Every kiss is a cursive line
Every touch is a redefining phrase
I surrender who I've been for who you are
Nothing makes me stronger than your fragile heart
If I had only felt how it feels to be yours
I would have known what I've been living for all along
What I've been living for
We're tethered to the story we must tell
When I saw you well I knew we'd tell it well
With the whisper we will tame the vicious scenes
Like a feather bringing kingdoms to their knees






Virando a Página




Eu esperei uma centena de anos
Mas eu esperaria mais um milhão para você
Nada me preparou para o privilégio de ser seu
Se eu tivesse sentido o calor em seu toque
Se eu tivesse visto como você sorri quando você cora
Ou como você enrola seu lábio quando se concentra o suficiente
Eu saberia pelo que eu estava vivendo
Pelo que eu estava vivendo
Seu amor é minha página virada
Apenas as palavras mais doces permanecem
Cada beijo é uma linha cursiva
Cada toque é uma frase redefinida
Eu rendo quem eu tenho sido para quem você é
Nada me faz mais forte do que seu coração frágil
Se eu tivesse sentido como é ser seu
Eu saberia pelo que eu estava vivendo por tanto tempo
Eu saberia pelo que eu estava vivendo
Estamos presos à história, devemos dizer
Quando eu vi você, bem, eu sabia que iria contá-la bem
Com o sussurro que vai domar as cenas viciosas
Como uma pena trazendo reinos aos joelhos deles

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A DONA DE CASA




Até que tenho me saído bem com as tarefas domésticas. Também não poderia ser diferente. De cada dez coisas que eu aprendo com a minha mãe, no mínimo seis são sobre organização e limpeza. Assim, modéstia a parte, tenho conseguido executar tudo.
Eu confesso que quando criança eu odiava ter de dar conta de toda a minha bagunça. E quando cresci mais um pouco então, foi difícil ter de ajudar em casa. Eu queria mesmo era brincar, escrever, estudar, ler... tudo menos lavar a louça ou quem sabe regar o jardim. Juro que nessa época eu achava tudo isso uma tortura. A gente faz aquele corpo mole, um exagero... e a mãe da gente lá de marcação cerrada.
Mas daí o tempo passa, e como passa. E eu até me arriscaria a dizer, ainda bem que passa. Aliás, não há nada melhor do que quando o tempo passa e você percebe o quanto progrediu. O quanto se tornou melhor, não somente pelos seus próprios méritos, mas por tudo o que lhe foi passado, seja pela sua mãe, pai, ou quem quer que seja. As pessoas fazem parte do nosso amadurecimento quando escolhemos ouvir e praticar o que de melhor elas têm a nos oferecer. Existem palavras e atitudes que cresci observando no comportamento dos meus pais que jamais me esquecerei. Vou certamente levar pela vida inteira.
E isso se aplica a todo e qualquer indivíduo. Nós vivemos nos espelhando, e isso pode ser bom ou ruim dependendo do que se espelha. E cada pessoa é a única responsável pelos comportamentos e práticas que acaba aderindo dos demais.
Geralmente quem raciocina e sabe filtrar o que há de melhor tende a se espelhar em pessoas que admiram. Em pessoas que significam muito em suas vidas. Comigo tem sido assim. E eu agradeço a todos aqueles que têm servido de exemplos para mim.
Sempre quando consigo dar conta sozinha e percebo que alguém em especial me ajudou naquilo, fico imensamente feliz. Por mim e por Deus, que coloca essas pessoas no meu caminho. Tenho sido agraciada com isso.
Seja a palavra de um amigo, a educação e os exemplos dos pais, ou seja a influência de uma pessoa que talvez nem te conheça; tudo pode ser válido na vida das pessoas. E da mesma forma que alguém se torna uma influência para mim, assim eu me torno para alguém. Eu influencio e você também influencia. E mesmo que não pareça estamos todos os dias fazendo isso. Daí a importância de ser melhor; esse não é um mero compromisso pessoal, você o assume com todos a sua volta.




Pense nisso!
Roberta Amaro

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

BATATA QUENTE






Insegurança ou preguiça? Sinceramente não sei a qual desses dois motivos deve-se delegar a culpa pelas pessoas pensarem tão pouco. O que leva alguém transferir para outrem o seu direito de escolha? De ser autor das próprias decisões?
“O que você acha que devo fazer? O que devo escolher? Será que é a pessoa certa? O que você faria em meu lugar? Você acha que eu deveria...?”
A impressão que se tem é a de que estamos brincando de “BATATA QUENTE”. Sabe aquela brincadeira de criança? Pois é, a pessoa não assume os riscos e nem sequer é capaz de pensar racionalmente sobre a decisão melhor para si. Daí, ela joga a “batata quente” em suas mãos para que você decida por ela. E uma coisa é certa, se der errado ela vai te culpar.
Simples assim para ela e complicado demais para quem precisa lidar com essas “batatas”.
Por que não decidir com a própria cabeça?
Às vezes a solução é tão óbvia, mas algumas pessoas já se acostumaram, simplesmente a não decidir.
Ei! Será que já não passou da hora de você lidar com essas “batatas”?
Vamos lá comece por descascá-las.
Roberta Amaro

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

FÉ POR GEOGRAFIA




Sabemos que o ser humano é, em grande medida, um produto de seu ambiente. Se ele nasceu de pais brasileiros, falará português, comerá comida brasileira, e provavelmente vai gostar de futebol. Se tivesse nascido no Japão, falaria japonês, comeria o japônica (arroz japonês) todos os dias, e gostaria de beisebol ou de assistir sumô.

Questão de lógica.

Infelizmente, o mesmo acontece com a fé das pessoas. A maioria das pessoas professa a fé que adquiriu devido à sua localização geográfica. O brasileiro há uns anos atrás já nascia praticamente com um terço no pescoço (ainda que nos últimos anos, a religião de berço do brasileiro nem sempre é a católica).

O mesmo se dá com o muçulmano, o judeu, o budista, o espírita, e até mesmo o ateu. As pessoas professam a fé que lhes foi passada por seus pais. Se você tivesse nascido na Arábia Saudita, provavelmente seria muçulmano. Se na China, seria budista, taoísta, ou mesmo agnóstico.

Quer dizer, esse tipo de fé é fruto de tradição, costumes, e influência. Essa fé, porém, é uma fé falsa. É religiosa, sem pé nem cabeça, e não funciona quando a pessoa mais precisa. A inteligência nos diz que a fé em Deus (que não tem nacionalidade nem costumes) não pode estar sujeita aos costumes e tradições de um povo.

Então, de onde vem a verdadeira fé?

Ela é fruto do raciocínio, do uso da inteligência sobre as coisas criadas por Deus. Quando você pensa nas coisas que Deus criou, como as criou, com que finalidade etc. — você chegará a conclusões que darão origem a fé pura.

Nenhuma religião resiste ao teste de inteligência.

De onde vem a sua fé — da sua geografia, de seu ambiente, ou de sua inteligência?

No que diz respeito a fé, você tem que estar fora do mapa.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

NÃO LER A BÍBLIA POR UM MÊS?

Essa foi a idéia maluca lançada sobre a mesa durante nossa reunião de pastores e obreiros um par de noites atrás. Nós estávamos falando sobre como as pessoas de quem lemos na Bíblia não tinham a Bíblia para ler todos os dias, nem igreja para frequentar toda semana, e muitos como Abraão e Noé e José não tinham sequer um profeta para orientá-los.




E ainda assim, eles se saíram muito bem no departamento da fé.Em contraste, apesar de que as pessoas hoje têm acesso a todo tipo de apoio espiritual e recursos cristãos, ainda assim a fé delas é tão fraca e confusa.




A diferença é simples:




As pessoas da Bíblia eram praticantes do pouco que sabiam sobre Deus. Mas as pessoas que carregam a Bíblia hoje em dia estão apenas engordando com o conhecimento dela, o qual não exercitam.




Então a surgiu a ideia, que afinal não parece tão louca assim:




E se você decidisse não pegar na sua Bíblia durante um mês e, ao invés de lê-la, colocar em prática o que você já conhece dela mas ainda não pratica?




Os resultados poderão surpreendê-lo...


sábado, 3 de setembro de 2011

O SUFICIENTE




Há certas coisas que apesar de úteis e de possuírem grande significado ainda assim não são suficientes. E outras tantas que aparentemente nos parecem úteis, mas não passam de degetos acumulados com o tempo e que na maioria das vezes retardam a nossa busca pelo suficiente. Não creio que poderíamos listar todas elas, afinal são tantas e frisá-las aqui não as tornariam suficientes para mim e nem muito menos para você.


Todos os que pensam e raciocinam sobre isso são capazes de identificar o que não tem agregado nada em suas vidas. Quando se pensa, também passa-se ser capaz de compreender que há escolhas e determinados "importantes" na vida que embora sejam um progresso não garantem o êxito. É como subir uma escada. Digamos que você está prestes a subir 20 degraus, todavia só conseguiu chegar até o 11º. Tudo bem que 55% do percurso foi realizado mas ainda há 45% pendente. Quem para no 11º degrau nunca chegará ao 20º, ao suficiente.


Comparativos simples que esclarecem bem a ideia. Contudo compartilhando minhas próprias experiências talvez a compreensão se torne mais clara.


Por exemplo, todo o meu desempenho, as horas e mais horas de estudos, a maratona intensa de provas, trabalhos, pesquisas, tudo isso foi essencial para que eu pudesse agregar conhecimentos, mas não foi o suficiente para que pudesse passar de primeira no vestibular. Para alcançar a aprovação eu teria de estudar o dobro, o triplo, enfim maximizar o suficiente.


Certa vez eu abri meu guarda-roupas e ele estava lotado e mesmo assim não sabia o que vestir, tudo porque a maioria das roupas que ali estavam já não me serviam mais. Peguei todas elas e doei para quem precisava, para quem realmente caberia nelas. Fiquei com o suficiente.


Um dia eu estive sozinha, desesperada, vazia, sem saber para aonde ir. Não conseguia enxergar a solução para os meus problemas e angústias. De nada me valia a religião que professava ter, muito menos o dinheiro ou todo o conforto, nem todos os prazeres e alegrias momentâneas que o mundo pudesse oferecer. E numa atitude inteligente e racional me voltei para Deus, conheci o verdadeiro Deus e Ele foi capaz de transformar minha vida. Pensei que conhecê-Lo bastaria, mas não foi o suficiente. Eu precisei buscar o Espírito de Deus, a essência Dele para o meu caráter.




E assim o fiz, e hoje percebo que o Espírito Santo é o suficiente que me confere o discernimento necessário para buscar o que realmente importa. E é claro, jogar fora tudo o que não me acrescenta.


E assim como fiz na minha vida, eu creio que se você fizer também terá grandes recompensas por isso. Faça agora mesmo uma lista do que lhe aparenta útil, mas que ainda não é suficiente e coloque este título: PARA EU ME EMPENHAR. Faça também uma outra lista e coloque o que de fato não tem lhe servido e se desfaça de toda essa bagagem desnecessária, e coloque o título: PARA EU ME DESFAZER. Não meça esforços e se dedique.



Pense nisso!



Roberta Amaro





segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A META






Alguns anos atrás eu escrevi em um papel a seguinte meta: SEJA REALISTA.


Estava farta de toda aquela natureza feminina tendencional à emoção. Nós mulheres somos mais sentimentais e por causa disso sofremos na mesma proporção, ou seja, bem mais.


O que nos torna mais humanas também impede um ação prática e racional que geralmente resolveria tudo, não fossem as lágrimas derramadas...


Havia de fato uma revolta em mim naquela época, e que por sinal tento conservar acesa até hoje. Eu não queria ser um robô sem coração, afinal isso seria realmente impossível. Mas diante de tudo, eu só queria não sentir, não ter um coração que me fizesse sofrer tanto e por pequenos motivos.


E no auge da insatisfação pude perceber que ser humana não estava associado a um "sentir" e sim ao pensar. Ou seja, para que pudesse ser realista e parar de sofrer por qualquer coisa eu deveria usar a cabeça e não todo o meu estoque de lágrimas.


Quando você chora é como se colocasse o coração para resolver e infelizmente ele não tem competência para isso.


O raciocínio serve para você focar na solução e enxergar a melhor estratégia. Agora, como você espera enxergar chorando? As lágrimas certamente irão distorcer sua visão.




Dica: SEJA FRIA, REALISTA, PERSPICAZ, ao resolver os problemas que insistem em lhe arrancar lágrimas.




Pense nisso!




Roberta Amaro

quarta-feira, 6 de julho de 2011

DE REPENTE...




O dia ainda era aurora. As luzes da cidade ainda estavam acessas, pequenos resquícios de uma madrugada se desfaziam com o nascer do sol. Uma densa névoa a se contemplar no horizonte. Densa todavia tenra, tanto que era possível avistar a serra.

Tudo parece seguir seu ciclo, sua rotina, e de repente...

De repente, num só instante é como se o mundo desabasse sobre a cabeça. Como se a Terra tivesse perdido sua órbita e a gravidade alcançado bruscamente o zero. Tudo está fora do lugar, nada como o planejado. Sente-se o aperto das opressões externas, qualquer lugar parece seco, pouco seguro. A fé está nesse momento em baixa e se nada for feito todo o universo poderá sucumbir em apenas alguns segundos.

Tudo de repente... Hora de agir!


É difícil transitar entre dois momentos distintos, uma hora estamos em plena paz mas em questão de instantes na frente de batalha de uma grande guerra. Não há como fugir do dia mal, nesse caso não há rotas de fuga. As afrontas não podem ser impedidas somente porque queremos. As forças físicas não lhe servirão, seus sentimentos serão como um turbilhão de inimigos. Há somente uma saída: lutar com a maior arma: A SUA FÉ.


Não importa o quanto você faça, o desertos não são uma questão de escolha. Se assim fosse os cactos não nasceriam lá!



Pense nisso!


Na paz a gente vence, mas se vier guerra a gente vence também!



quinta-feira, 2 de junho de 2011

FAZER O QUE SE GOSTA



A escolha de uma profissão é o primeiro calvário de todo adolescente. Muitos tios, pais e orientadores vocacionais acabam recomendando "fazer o que se gosta", um conselho confuso e equivocado.
Empresas pagam a profissionais para fazer o que a comunidade acha importante ser feito, não aquilo que os funcionários gostariam de fazer, que normalmente é jogar futebol, ler um livro ou tomar chope na praia.
Seria um mundo perfeito se as coisas que queremos fazer coincidissem exatamente com o que a sociedade acha importante ser feito. Mas, aí, quem tiraria o lixo, algo necessário, mas que ninguém quer fazer?
Muitos jovens sonham trabalhar no terceiro setor porque é o que gostariam de fazer. Toda semana recebo jovens que querem trabalhar em minha consultoria num projeto social. "Quero ajudar os outros, não quero participar desse capitalismo selvagem." Nesses casos, peço que deixem comigo os sapatos e as meias e voltem para conversar em uma semana.
É uma arrogância intelectual que se ensina nas universidades brasileiras e um insulto aos sapateiros e aos trabalhadores dizer que eles não ajudam os outros. A maioria das pessoas que ajudam os outros o faz de graça.
As coisas que realmente gosto de fazer, como jogar tênis, velejar e organizar o Prêmio Bem Eficiente, eu faço de graça. O "ócio criativo", o sonho brasileiro de receber um salário para "fazer o que se gosta", somente é alcançado por alguns professores felizardos de filosofia que podem ler o que gostam em tempo integral.
O que seria de nós se ninguém produzisse sapatos e meias, só porque alguns membros da sociedade só querem "fazer o que gostam"? Pediatras e obstetras atendem às 2 da manhã. Médicos e enfermeiras atendem aos sábados e domingos não porque gostam, mas porque isso tem de ser feito.
Empresas, hospitais, entidades beneficentes estão aí para fazer o que é preciso ser feito, aos sábados, domingos e feriados. Eu respeito muito mais os altruístas que fazem aquilo que tem de ser feito do que os egoístas que só querem "fazer o que gostam".
Então teremos de trabalhar em algo que odiamos, condenados a uma vida profissional chata e opressiva? Existe um final feliz. A saída para esse dilema é aprender a gostar do que você faz. E isso é mais fácil do que se pensa. Basta fazer seu trabalho com esmero, bem feito. Curta o prazer da excelência, o prazer estético da qualidade e da perfeição.
Aliás, isso não é um conselho simplesmente profissional, é um conselho de vida. Se algo vale a pena ser feito na vida, vale a pena ser bem feito. Viva com esse objetivo. Você poderá não ficar rico, mas será feliz. Provavelmente, nada lhe faltará, porque se paga melhor àqueles que fazem o trabalho bem feito do que àqueles que fazem o mínimo necessário.
Se quiser procurar algo, descubra suas habilidades naturais, que permitirão que realize seu trabalho com distinção e o colocarão à frente dos demais. Muitos profissionais odeiam o que fazem porque não se prepararam adequadamente, não estudaram o suficiente, não sabem fazer aquilo que gostam, e aí odeiam o que fazem mal feito.
Sempre fui um perfeccionista. Fiz muitas coisas chatas na vida, mas sempre fiz questão de fazê-las bem feitas. Sou até criticado por isso, porque demoro demais, vivo brigando com quem é incompetente, reescrevo estes artigos umas quarenta vezes para o desespero de meus editores, sou superexigente comigo e com os outros.
Hoje, percebo que foi esse perfeccionismo que me permitiu sobreviver à chatice da vida, que me fez gostar das coisas chatas que tenho de fazer.
Se você não gosta de seu trabalho, tente fazê-lo bem feito. Seja o melhor em sua área, destaque-se pela precisão. Você será aplaudido, valorizado, procurado, e outras portas se abrirão. Começará a ser até criativo, inventando coisa nova, e isso é um raro prazer.
Faça seu trabalho mal feito e você odiará o que faz, odiando a sua empresa, seu patrão, seus colegas, seu país e a si mesmo.










Stephen Kanitz é administrador por Harvard (www.kanitz.com.br)
Editora Abril, Revista Veja, edição 1881, ano 37, nº 47, 24 de novembro de 2004, página 22

sábado, 23 de abril de 2011

PRESSÁGIO



Ouvindo o silêncio de uma tarde, princípio de outono, carregado de lembranças e resquícios de um verão. O verão passou, o tempo passou... e a pergunta é se eu realmente esperava. Esperava, previa? Acho que sim, algumas outras vezes que não.


Daqui 10 anos o que será? Terá sua aparência denunciado o tempo que lhe escorreu por entre os dedos? Estará viajando, trabalhando, caminhando pela rua? Num escritório, lendo um livro... estudando, conversando com amigos, amando a pessoa certa. Escrevendo algumas palavras, talvez... Seria possível filhos? Buscando na escola, brincando com eles ao findar do dia. Terá você, nesses 10 anos, conhecido Quem realmente importa? Terá o seu relacionamento com Deus se estreitado mais e mais? Você se enxergará melhor depois de uma década?

Bem, há uma década talvez eu não projetaria o que me tornei agora. É quase sempre saudável projetar a vida, mas esquecemos um conjunto de variáveis que mudam tudo, ora para melhor, ora para... aquelas situações em que arregaçar as mangas e escalar a montanha torna-se inevitável.

Hoje aos 19 sinto-me feliz. Com algumas idéias realizáveis, um punhado de conquistas solidificadas e outra porção de planos por se realizar.

Um presságio aos 9 anos, mesmo com todos os equívocos e todas as interferências de um mundo ainda infantil, alimentou em mim desejos e planos que vi e vivi para realizar. Conhecer a Deus e ter tido uma experiência com Ele foi certamente o maior de todos eles.

Agora um presságio aos 19 alimenta um misto de todas as coisas, ainda com certos equívocos, mas com uma boa dose de maturidade e pés no chão. As variáveis continuam sendo as mesmas e imaginar como estarei aos 29 é inspirador. Uma sensação semelhante a doce imaginação dos 9 anos. Regada com a certeza de que quando esses 10 anos escorrerem novamente por entre os dedos, tal qual areia solta na praia, eu terei me tornado melhor. Melhor em tudo o que fizer...e assim o presságio se confirmará na mais singela felicidade!

" As coisas precisam valer a pena, precisam ter um significado e acontecerem no tempo de Deus, porque se assim não for, não tenho interesse que elas aconteçam."
( Palavras escritas um dia antes de escrever esse texto, quando refletia sobre os planos de Deus para minha vida)

E Você , como se vê daqui 10 anos?


Pense nisso!

Roberta Amaro

sábado, 19 de fevereiro de 2011

SAIA DO "STANDBY"


" Há garotos que crescem achando que vão se firmar em um futuro distante, e há outros que estão prontos para se casar assim que conhecem a pessoa certa. Os primeiros me deixam entediada, principalmente porque são patéticos; e os outros, francamente, não são tão fáceis de encontrar. Mas, é nos "sérios" que estou interessada, só que leva tempo para encontrar alguém assim, e por quem eu também me interesse. Quer dizer, se a relação não consegue sobreviver no longo prazo, por que é que vou investir meu tempo e minha energia em algo que não vai durar?"
(Trecho do livro : A ÚLTIMA CANÇÃO - Nicholas Sparks)
Quando eu li esse trecho do livro me lembrei do vídeo cassete que tem aqui em casa. Há algum tempo ele só ficava ligado na tomada e conectado na TV, curtindo o famoso modo "STANDBY". Era cômodo e prazeroso eu confesso, tê-lo alí sempre pronto para satisfazer a nossa necessidade, a qualquer hora. Uma comodidade se não fosse os amargos zeros acrescentados a conta de energia no fim do mês. É, o "stanby" pode ser perigoso e amargo e ainda sugar a sua grana. Para quem não sabe, o modo "standby" funciona da seguinte forma, o aparelho eletrônico fica ligado sem operação, em estado de espera, todavia gastando energia. Ou seja, sem estar sendo útil ele consome como se estivesse ligado.
Mas o que tem haver o vídeo cassete em "standby" e esse trecho do livro? Eu diria tudo! Ou melhor, a comparação ideal para fazê-lo entender que às vezes desligar-se da tomada seja a solução mais inteligente.
Eu sei que não é tão fácil associar seres humanos a um simples aparelho eletrônico. Seria o mesmo que comparar o invento ao seu inventor, mas tente, faça um esforço para compreender isso, e perceba as semelhanças.
Você é um vídeo cassete. Sim, um vídeo cassete em "standby" quando...
Quando gasta seu tempo e sua energia investindo em relacionamentos e pessoas descompromissadas, que não valem a pena;
Quando gasta sua juventude em momentos instantâneos de pura bagunça e coisas erradas;
Quando sai à noite e numa única balada fica com várias pessoas diferentes;
Quando cria ilusões acerca de coisas impossíveis e imcompatíveis com você;
Quando envolve-se com pessoas que seguem caminhos contrários ao que você decidiu trilhar.
Você é um vídeo cassete em "standby" investindo energia em algo que não é verdadeiro, gastando seu tempo em escolhas inúteis e momentos que não durarão mais do que uma noite. A única diferença é que a consequência maior disso você não sentirá no bolso, e sim na alma.
"STANDBY" - Não está em uso útil, você não obtêm benefícios por isso e ainda paga um alto preço, pois a energia continua sendo gasta e certamente não será reaproveitada.
Curtir o modo "standby" pode num primeiro momento despertar prazer, felicidade, alegria e uma série de sentimentos passageiros que nessas circunstâncias não se alicerçam a longo prazo.
A melhor decisão é aquela que tivemos que tomar com relação ao vídeo cassete: DESLIGUE-SE DA TOMADA. Guarde, economize energia para as situações oportunas, para a pessoa certa, na hora certa.
Não é fácil esperar pelo certo, mas optar pela decisão certa é simples. No caso do vídeo, ecologicamente correto.
Você não precisa do modo "standby"! Planeja seu futuro pautado nos valores precisos e quando alguém especial aparecer e você tiver a plena certeza, ligue a tomada do vídeo e assistam juntos a um bom filme.
Seja feliz!
Pense nisso!
Roberta Amaro

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A SUBIDA


Eu não escolhi o caminho mais fácil, mais largo...


Não coloquei as vontades em primeiro plano e muito menos privilegiei as pequenas conquistas em detrimento dos sonhos... do sonho maior.


O ideal projetado na mente ainda é aquele que reside lá, na mais alta montanha.


"MANTENHA O FOCO!". Sempre foram as palavras mais introspectivas dessa escalada. Eu penso, digo, mentalizo e escrevo. Insisto, espero e o espírito que venho tentando passar com as minhas palavras, com os meus escritos é este: "NÃO HÁ SUCESSO SEM SACRIFÍCIO".


A confiança sempre será a certeza imbuída na alma de quem apenas sabe que nunca haverá cumes inalcançáveis. Não há caminhada sem tropeços, há caminhos estreitos e escaladas árduas.


Quando eu olho adiante eu posso vê, me transportar para aquele lugar. As vozes do inconsciente bradam meu insucesso. Cada movimento meu, cada passo que dou, o pequeno progresso, parece perdido, vazio, sem direção. Sempre haverá dias ruins, mas é necessário suportar, continuar por mais íngreme que seja a trilha.


Como diz a música : "Sometimes I'm going to have to lose", às vezes eu vou ter que perder. Não é uma questão de aceitar o desfecho, ninguém aceita as derrotas. É fácil aprender com elas, o difícil é transformá-las em força, em vigor físico e mental.


É a minha subida. É a sua subida.


Pode demorar, todavia não importa o tempo e sim como eu chegarei lá. As montanhas sempre estarão logo ali para serem escaladas, e subir nunca será fácil.


Isso não é sentimento de derrota corroído, é fé e certeza no que ainda não se materializou.


É aceitar o desafio e entender que o impossível é só uma questão de opinião.


O impossível é temporário.





" Não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez!"





Roberta Amaro





Pense nisso! É o que eu tenho pensado...