" ESCREVER É AMADURECER COM AS PRÓPRIAS IDEIAS!"

( Roberta Amaro )

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terça-feira, 25 de maio de 2010

LEMBRANDO DO QUE VOCÊ DEVERIA ESQUECER





Já aconteceu de você ter ido fazer algo importante na sua vida, mas você ficou “preso” ou se atrasou porque esqueceu de alguma coisa? Por exemplo, você descobriu que esqueceu suas passagens e passaporte somente quando chegou ao aeroporto? Ou no caminho para uma entrevista de emprego, percebeu que havia esquecido um documento importante, 5 minutos antes de começar a entrevista?
Por que temos a tendência de esquecer as coisas que deveríamos lembrar, e lembrar das coisas que deveríamos esquecer?
Alguém uma vez disse que o sucesso é uma atitude. Eu concordo, porque isto não é muito diferente do que o Espírito Santo revelou para o apóstolo Paulo.
Paulo percebeu que se ele quisesse obter sua salvação ele não poderia considerá-la como coisa garantida. Ele tinha que esquecer dos seus esforços passados e continuar na luta. Ele tinha que se concentrar nas coisas que estavam por vir em vez de pensar nas coisas que haviam passado. Ele sabia que este era o único jeito pelo qual ele conseguiria realizar o propósito da sua fé com sucesso. Seria inútil para ele continuar olhando para trás e ficar pensando nos seus sucessos ou fracassos passados.
Da mesma maneira, o seu sucesso depende da atitude que você tem para com os seus problemas. Olhar para o seu futuro através da lente do seu passado é geralmente uma atitude negativa. Por exemplo, uma mulher que foi mal-sucedida em relacionamentos anteriores, torna-se receosa e cética em um novo relacionamento, porque ele supõe que este, provavelmente, falhará como os anteriores. Outro exemplo é a pessoa que tem uma ótima idéia de negócio, mas tem receio de começar o seu próprio negócio pois já tentou uma vez e não deu certo.
Portanto, para alcançar sucesso na vida, você tem que aprender a esquecer-se completamente das coisas que ficaram para trás: sua idade, fracassos, relacionamentos passados, vitórias passadas que não lhe ajudam mais, decepções, etc. E, agindo desta forma, você deve continuar lutando por seus objetivos até alcançá-los.
Em outras palavras, trabalhe nos seus projetos e persiga-os do mesmo jeito que fazia quando começou – mesmo que esteja lutando por eles há muito tempo. Até Deus renova a Si mesmo todas as manhãs (veja Lamentações 3.21-23).
Aqui está um exercício mental que pode ajudá-lo a começar. Imagine que você precisa sair de dentro de você mesmo por um momento e então olhar para sua vida no passado como é hoje. O que você vê? Como é a vida desta pessoa? Dê uma olhada no seu corpo, suas roupas, seus relacionamentos, finanças, trabalho, sua carreira – tudo. Considere como tudo está neste exato momento, mas aqui siga este segredo: NÃO olhe para o seu passado. Finja ser outra pessoa e que você não sabe nada do passado dela. Você somente pode ver o que é, não o que já foi. (Isto vai lhe ajudar a se livrar da negatividade que você carrega do seu passado).
Então pergunte a si mesmo o seguinte: Se eu tivesse que trocar de lugar com esta pessoa hoje, e tivesse que mudar as coisas, o que eu faria?
Do mesmo jeito que você vai pensar para obter respostas para esta pergunta, Deus vai começar a lhe mostrar uma lista de coisas que você pode fazer para alcançar mudanças em cada área de sua vida. Escreva-as em um papel. Então, planeje o seu ano de acordo com esta lista e aja em cima de cada idéia. Você verá como a sua vida será diferente em apenas doze meses!
Não subestime o poder deste exercício. Isto pode literalmente mudar sua vida. Mas claro, talvez você esteja muito ocupado para fazer isso ou simplesmente acabará esquecendo o que acabou de ler.
Eu entendo.
(Bem, na verdade, eu não entendo).

sexta-feira, 30 de abril de 2010

DIA DA DECISÃO
















FOTOS DO DIA D, O DIA DA DECISÃO, EM ALGUNS ESTADOS DO BRASIL


IGREJA UNIVERSAL DO REINO DE DEUS

























JORNALISMO IMPARCIAL





O texto a seguir é de autoria do jornalista Marcelo Migliaccio, que assina o blog “Rio Acima”, no Jornal do Brasil, uma das principais publicações diárias do País. Nele, o jornalista faz uma análise imparcial e de alta qualidade informativa sobre o Dia D, especificamente no evento do Rio de Janeiro, que lotou a Enseada de Botafogo no último dia 21 de abril.


O poder da Igreja Universal está no ser humano


Foi um tsunami diferente. Bem carioca. Em vez de água, na última quarta-feira as ruas da cidade foram inundadas por ônibus. Entraram por todos os lados, vindos dos quatro cantos do estado do Rio em pleno feriado de Tiradentes. O mar de mais de 1 milhão de evangélicos confluiu para a Enseada de Botafogo, onde a Igreja Universal do Reino de Deus promoveu mais uma de suas maratonas de louvor.


Não vou ficar perguntando de quem foi a culpa pelos engarrafamentos gigantes que incomodaram tanto. Vale mais refletir sobre a força desse movimento, que na verdade mostra a pujança do ser humano.


Já fui a um culto da Universal, na Catedral da Fé, uma imponente construção em Del Castilho (Zona Norte). Foi na época da eleição municipal de 2008. A ordem no jornal era averiguar se havia algum tipo de proselitismo político durante a celebração – Marcelo Crivella, bispo licenciado e senador, era um dos candidatos a prefeito.


Não constatei nenhuma menção eleitoreira no interior da catedral. No máximo, alguns cabos eleitorais de candidatos a vereador ligados à igreja distribuíam santinhos e seguravam cartazes do lado de fora. Na calçada, onde a lei permite.


Lá dentro, vi ao vivo o que já tinha assistido nos programas de TV. O mesmo discurso dos pastores, invocando trechos bíblicos, batendo forte na tecla da autoestima e, no final, pedindo aos fiéis que deixassem suas contribuições para a obra. Confesso que no momento em que o pastor pediu doações de R$ 20 mil reais me assustei. Era um culto destinado a pequenos e médios empresários em dificuldade. Ninguém foi ao palco deixar o polpudo donativo, e o pedido foi baixando até chegar a R$ 50, momento em que várias pessoas se levantaram e ofereceram seu sacrifício financeiro na esperança de ter melhor sorte no futuro. A vinculação fé-prosperidade é a tônica das pregações.


De outra vez, eu passava em frente ao templo da Universal na Nossa Senhora de Copacabana, por volta das 7h. Havia um culto lá dentro e vi que um mendigo, imundo, muito sujo mesmo, e alcoolizado, se dirigia para a porta de entrada. Parei para ver se o obreiro iria barrá-lo. Que nada, o homem entrou sem ser importunado. Como ele, muitos devem ter chegado à Universal naquele estado e se recuperado. O obreiro devia saber disso. Como os outros, aquele mendigo poderia em breve ser mais um membro do rebanho de Edir Macedo.


Acho que o ovo de Colombo dos líderes evangélicos foi descobrir que todo ser humano precisa ouvir palavras que o façam acreditar em si mesmo. Os cultos exploram essa neurolinguística, oferecem injeções de otimismo em doses cavalares. É isso que os pastores dão a seu rebanho: pensamento positivo e autoconfiança. Não é pouco para pessoas cujo cotidiano se resume a trabalho pesado, salário insuficiente, moradia indigna, família desagregada, vizinhança perigosa e saúde combalida por tanta infelicidade. Essas pessoas precisam tão desesperadamente acreditar em algo que não têm olhos para reparar se o pastor é canastrão.


As palavras bíblicas são muito poderosas, afinal séculos e séculos de perenidade lhes conferem autoridade. Nas igrejas evangélicas, pessoas que nunca tiveram disciplina adquirem um norte, mudam velhos costumes. Abandonam drogas pesadas, resistem ao apelo do álcool, sossegam o facho e reconstroem casamentos nos quais ninguém apostava mais um centavo.


Esse poder não está nos pastores, nem nessa ou naquela denominação. Quem se levanta do fundo do poço é o ser humano, cuja força interior é ilimitada.


Nenhum crente se preocupa muito em saber se o pastor lá na frente acredita naquilo que prega com tanta ênfase. Tentativas de derrubar o império da Universal foram muitas e não deram em nada. A igreja só cresceu apesar dos ataques e denúncias que volta e meia afloram na mídia e ecoam no Judiciário. De nada adiantam vídeos comprometedores, porque os fiéis aprenderam que quem vai contra Deus é o Diabo e estão mais preocupados em reconstruir suas próprias vidas. O que, aliás, é mérito exclusivo de cada um deles, e não de bispo ou pastor.


Por Marcelo MigliaccioBlog “Rio Acima” – Jornal do Brasil (publicado em 24/04/10)