" ESCREVER É AMADURECER COM AS PRÓPRIAS IDEIAS!"

( Roberta Amaro )

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

ELE PREFERE O INFERNO


Vou lhes dizer algo sobre mim, geralmente não me espanto e me escandalizo com a maioria dos comentários que ouço diariamente. Acredito que hoje aquele receio de outrora, presente naquela famosa expressão : " eu não esperava isso dele(a)", já não existe mais. 
Agora espera-se tudo.

Quase sempre o que causa espanto não são as palavras proferidas e sim a falta de raciocínios delas. 

Perde-se por não se calar; perde-se por não raciocinar.

Dia desses assistindo a uma aula de literatura o professor disse saber qual seria o destino da sua alma, num comentário eu diria infeliz.

" Possivelmente irei para o inferno, mas em acordo com o Diabo já solicitei área vip  e camarote open bar."
É claro que para grande maioria das pessoas que assistiam também àquela aula, um comentário desses soou mais cômico do que infortunoso, até mesmo por se tratar da pessoa que o disse. Mas eu não encontrei motivos suficientemente plausíveis para entoar a gargalhada coletiva.

Sem demagogias sempre estive bem certa das escolhas que faço, de todas as ideias, pensamentos e principalmente sobre tudo que acredito. Se as pessoas concordam ou não, isso não importa, pois é algo que se diz respeito a elas mesmas. Todavia enxergar o engano na vida de muitos e mesmo assim se calar é de uma hipocrisia mortal.

A maior parte das escolhas tem caráter individual, e optar pelo destino da alma é a principal de todas elas. É algo que a própria pessoa acaba escolhendo, de um jeito ou de outro. O Bem e o Mal existem desde de sempre, não são relativos ou uma mera questão de ponto de vista. Eles não coexistem. Acreditando ou não, toda alma sabe o que lhe espera. Cada um possui a eternidade dentro de si e junto a isso o direito de escolher o que fazer dela.

Ninguém deseja o inferno, mas a grande maioria das pessoas não está totalmente disposta a se ver livre dele. Preferem se enganar, acreditando que ele não existe. Ou então acabam fazendo como esse professor, num ledo engano creem que o inferno pode ser prazeroso só porque eles querem. 

Eu não me arriscaria tanto para saber o que já está bem claro. Creio que você também não.

Pense nisso! Roberta Amaro

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

APERTANDO A TECLA SAP







A pergunta é sempre aquela, bem clássica:
“Você já está namorando?”
Pelo que parece já perdi as contas de quantas vezes precisei responder. Tudo bem que na falta de assunto, perguntas triviais tornam-se suficientes para iniciar uma conversa ou até mesmo para saber um pouco sobre o outro. Mas é que tem hora que cansa. Ouvir a mesma ladainha de sempre, principalmente quando essas perguntas são mais do que simples questionamentos. Há momentos que é pura pressão, opressão, tentativa de constrangimento ou como você queira classificar.
Parece até uma via de regras. Com o tempo é só acrescentar umas velinhas ao bolo de aniversário para a lista de pressões se apresentar. Você tem que passar no vestibular, ser bom exemplo de filho, estudar, comer alguns livros (se possível for), namorar (só que primeiro tem que achar alguém), adquirir sua CNH, entrar para universidade e ainda arrumar um jeito de somar naquela sua mesada conseguindo um bom estágio. Ufa! Viu quanta coisa? Um recheio bem generoso para aqueles interrogatórios vestidos de boa intenção.
“Já fez isso?” “Arrumou aquilo?” “Estudou o suficiente?” “Já passou?” “Quando é que sai o resultado?”
Espere mais alguns anos e acrescente a essa lista:
“Já está trabalhando?” “Quando será o casamento?” “E os filhos, para quando é?”.
Numa perspectiva não muito entusiasmante esteja certo de que não tem como se livrar cem por cento de todas as pressões do meio. Contudo se desesperar está longe de ser o caminho mais seguro.
E se você não pode se livrar delas, as perguntinhas opressoras, tente reagir da mesma forma. Com pressão e uma boa dose de humor, daqueles bem sarcásticos. O importante é levar numa boa e é claro, deixar a raiva distante.
Por exemplo, no meu caso acionar a tecla SAP tem funcionado. Adotei a sigla de brincadeirinha e dei a ela um novo significado. No sufoco é só pensar nela, o que já me descontrai na hora.
“Já está namorando?”
Esta pode ser uma possível resposta:
“A procura de alguém que presta, se encontrar me fala!”
Meu status:
SAP (Suportando a pressão)



Roberta Amaro

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O QUE SÓ O MAX SABE



“Eu queria saber o que só o Max sabe para ser feliz...”



Pode parecer ridículo para você. Posso parecer ridícula para todos. Principalmente se eu dissesse que Max é um cachorro.
Mas quem foi que disse que eu sou ridícula? E quem pensou que um dia eu não poderia ser?
Ele é feliz. Foi o que eu constatei e observo todos os dias. Ele é feliz, mas não porque descobriu que poderia ser ou porque alcançou a felicidade. Max é feliz porque decidiu ser. Sim, mais uma vez um dos meus cachorros foi capaz de fazer o que eu tenho deixado de lado. Enquanto o Lupy me mostra o que é focar um objetivo e com motivação zelar por ele, o Max mostra como decidir ser feliz com tão pouco. E aqui estou eu me expressando novamente, talvez de maneira equivocada. Ser feliz com o pouco. Deixa-me explicar. O pouco a que me refiro é o necessário. E sabe qual é o nosso problema? Não se contentar com o necessário.
Nisso Max e todos os demais animais saem lucrando. Eles não conhecem o supérfluo, por isso não são escravos dele. E conseqüentemente tem o poder de decidir por ela, a tão sonhada felicidade, de uma maneira menos complicada, mais simples e por que não a mais singela.
Qual seria seu maior desejo numa tarde ensolarada? Ver o pôr do sol, ou respirar bem fundo agradecendo por estar vivo? Que nada! Arrisco-me a dizer que um clube, talvez uma piscina, uma praia, uma festa, poderiam estar na sua lista de opções. Creio que não errei ao me arriscar nesses palpites, só não sei se isso de fato seria decidir pela felicidade.
Sabe o que Max faria? Ele correria pelo gramado, daria milhares de voltas em torno do pé de acerola, comeria algumas delas maduras que estivessem ao chão e ainda se arriscaria a correr atrás de alguns sabiás e bem- te- vis. Tudo isso porque ele decidiu ser feliz. Não importa se o passarinho pode voar e ele não. Max sempre acredita que um dia poderá capturá-lo, numa daquelas aventuras boa pra cachorro. E mesmo se um dia isso acontecesse essa aventura nunca perderia o seu brio e o seu sentido porque ele na verdade se diverte bastante com o desafio de capturar os passarinhos. No fundo eu acho até que às vezes eles são bem amigos. O Max corre e o passarinho se diverte também com vôos rasantes e com dribles de deixar qualquer piloto da esquadrilha da fumaça boquiaberto. E assim Max gasta todas as suas energias em busca de ser feliz, e ainda sem saber acaba fazendo os passarinhos também.
Ser feliz é fazer o que é certo, sublime. É apenas uma decisão, uma forma de se libertar do jugo do que aparentemente te preenche. É saber o que só o Max sabe... Mesmo se isso for ridículo ou não.

Pense nisso!
Roberta Amaro

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O MEU TEMPO



“Se eu perdi tempo ou ganhei ainda não posso dizer. Só sei que todas as vezes que penso no tempo é como se visse na minha frente uma bomba relógio. Como se eu precisasse lutar todos os dias contra os ponteiros apressados; alcançar o objetivo traçado antes que o prazo se esgote. Por isso e muitos outros motivos eu decidi: não estou desistindo do meu sonho, apenas quero me dar a chance de ser o melhor de mim agora. Fazer do meu tempo o tempo de Deus. Eliminar a bomba relógio e fazer pulsar esse cronômetro chamado vida para sempre” Roberta Amaro




O tempo passa, é possível sentir, é inevitável perceber que ele passa.
A vida é um cronômetro e quanto a isso não há remédio. Creio que nada parece tão cruel e assustador quando o tempo passa e você se dá conta de que passou junto com ele, tão rápido e sem sentido algum.
Confesso-lhe que eu não me vejo passar com o tempo, sinto-me jovem e disposta a cada segundo. Não existe uma recompensa melhor do que saldar a dívida consigo mesmo, olhar para o espelho e saber que agora sou melhor do que fui no último segundo.
O meu tempo sou eu que faço.
Assim resolvi todos os dias da minha vida entregá-lo ao único que de fato merece e possui a competência para controlá-lo: Deus. Trata-se de fé, uma certeza intransferível que só quem exercita é capaz de compreender. A certeza de que todas as coisas acontecerão nesse tempo é o que define o caminho. Nessa aliança o tempo é meu e de Deus. E quando o seu tempo está nessa parceria não há como dar errado. O cronômetro passa, mas você permanece e a cada dia torna-se grande, assim como Deus. Quer mais alguma coisa?
Com Deus esse cronômetro é infinito.
Por que fazer do seu tempo o tempo dos outros, ou um tempo sem sentido onde você próprio passa junto com ele?
Faça do seu tempo o tempo de Deus. Deixe esse cronômetro passar eternamente.
Roberta Amaro

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

VIRANDO A PÁGINA





Turning Page - Sleeping At Last




I've waited a hundred years
But I'd wait a million more for you
Nothing prepared me for the privilege of being yours
If I had only felt the warmth within your touch
If I had only seen how you smile when you blush
Or how you curl your lip when you concentrate enough
I would have known what I was living for
What I've been living for
Your love is my turning page
Only the sweetest words remain
Every kiss is a cursive line
Every touch is a redefining phrase
I surrender who I've been for who you are
Nothing makes me stronger than your fragile heart
If I had only felt how it feels to be yours
I would have known what I've been living for all along
What I've been living for
We're tethered to the story we must tell
When I saw you well I knew we'd tell it well
With the whisper we will tame the vicious scenes
Like a feather bringing kingdoms to their knees






Virando a Página




Eu esperei uma centena de anos
Mas eu esperaria mais um milhão para você
Nada me preparou para o privilégio de ser seu
Se eu tivesse sentido o calor em seu toque
Se eu tivesse visto como você sorri quando você cora
Ou como você enrola seu lábio quando se concentra o suficiente
Eu saberia pelo que eu estava vivendo
Pelo que eu estava vivendo
Seu amor é minha página virada
Apenas as palavras mais doces permanecem
Cada beijo é uma linha cursiva
Cada toque é uma frase redefinida
Eu rendo quem eu tenho sido para quem você é
Nada me faz mais forte do que seu coração frágil
Se eu tivesse sentido como é ser seu
Eu saberia pelo que eu estava vivendo por tanto tempo
Eu saberia pelo que eu estava vivendo
Estamos presos à história, devemos dizer
Quando eu vi você, bem, eu sabia que iria contá-la bem
Com o sussurro que vai domar as cenas viciosas
Como uma pena trazendo reinos aos joelhos deles

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O DIA QUE SENTI O TEMPO



Dois relógios marcam, cada um o seu tempo, cada um o seu segundo a cada segundo.

Na noite de 3 de dezembro.

Só me resta ouvir o som e sentir que o tempo passa.

Num compasso a noite se vai, num outro compasso um novo dia está por vir.

Olhar para as paredes da casa dos meus pais é o mesmo que perceber o quanto tempo se passou, tudo sentiu, eu senti e quanto a essas peredes, elas também sentiram...

O tempo não volta, nos leva a cada dia. Leva a vida, pelo desgaste do corpo, pela dor que até então não sentíamos.

E sem perceber nos deparamos com o inevitável. E nesse momento o tempo deixa de ser marcado e sentido.


RONALDO AMARO

sábado, 19 de novembro de 2011

SINGULAR






Tem gente que passa a vida imitando os outros, e não consegue fazer diferente aquilo que outros já executam. Mas também há aqueles que já nascem de alguma forma como pessoas singulares. Não apenas por serem diferente dos demais, mas porque imprimem às coisas um valor diferente. Fazem o simples se tornar especial. Poucos fazem isso, mas os que fazem tornam-se para sempre lembrados.
Você deve conhecer pessoas assim. Todos podem fazer o que ela faz, todavia ninguém faz como ela faz.
Hoje é domingo, e aqui estou eu na casa dos meus avôs, sentada no sofá escrevendo. Esse fim de semana é especial, minha avó está lá na cozinha fazendo um prato que é uma especialidade dela: nhoque. Ainda pouco me lembrava de quando ainda morava aqui do lado da casa dela. Desde que me entendo por gente eu só comi um nhoque em especial, o da minha avó. E meditando nesse assunto de ser alguém “singular”, acho que não encontrei um exemplo melhor do que esse. Eu sei que poderei comer outros nhoques, até mesmo me arriscar a fazer esse prato um dia( melhor nem tentar) mas ainda assim nada nem ninguém irá fazê-lo como minha avó faz.
Ser singular é uma marca que poucas pessoas conseguem imprimir em sua trajetória de vida. Seja um grande feito, realização ou simplesmente fazendo um nhoque, todo mundo pode ser singular, só que para isso é necessário uma única ação: APERFEIÇOAR.
Para ser diferente e despertar a percepção das pessoas quanto ao seu potencial e capacidade depende disso: do aperfeiçoamento. Depende do quanto de si você é capaz de doar em prol do que quer. O que importa é seu sacrifício diário, seu interesse em ser melhor. Não melhor do que os outros, mas melhor do que você foi ontem. Se todos pensassem sobre isso e de fato se dispusessem a aperfeiçoar seus próprios talentos, teríamos menos pessoas entediadas por aí. Os consultórios de psicologia não estariam lotados. Ninguém precisaria lhe dizer o quanto se é capaz, por que cada um saberia que conhecer a própria capacidade depende do quanto eu me aperfeiçôo.
Prática e disciplina são grandes aliadas nessa busca.








Pense nisso!




Roberta Amaro

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A DONA DE CASA




Até que tenho me saído bem com as tarefas domésticas. Também não poderia ser diferente. De cada dez coisas que eu aprendo com a minha mãe, no mínimo seis são sobre organização e limpeza. Assim, modéstia a parte, tenho conseguido executar tudo.
Eu confesso que quando criança eu odiava ter de dar conta de toda a minha bagunça. E quando cresci mais um pouco então, foi difícil ter de ajudar em casa. Eu queria mesmo era brincar, escrever, estudar, ler... tudo menos lavar a louça ou quem sabe regar o jardim. Juro que nessa época eu achava tudo isso uma tortura. A gente faz aquele corpo mole, um exagero... e a mãe da gente lá de marcação cerrada.
Mas daí o tempo passa, e como passa. E eu até me arriscaria a dizer, ainda bem que passa. Aliás, não há nada melhor do que quando o tempo passa e você percebe o quanto progrediu. O quanto se tornou melhor, não somente pelos seus próprios méritos, mas por tudo o que lhe foi passado, seja pela sua mãe, pai, ou quem quer que seja. As pessoas fazem parte do nosso amadurecimento quando escolhemos ouvir e praticar o que de melhor elas têm a nos oferecer. Existem palavras e atitudes que cresci observando no comportamento dos meus pais que jamais me esquecerei. Vou certamente levar pela vida inteira.
E isso se aplica a todo e qualquer indivíduo. Nós vivemos nos espelhando, e isso pode ser bom ou ruim dependendo do que se espelha. E cada pessoa é a única responsável pelos comportamentos e práticas que acaba aderindo dos demais.
Geralmente quem raciocina e sabe filtrar o que há de melhor tende a se espelhar em pessoas que admiram. Em pessoas que significam muito em suas vidas. Comigo tem sido assim. E eu agradeço a todos aqueles que têm servido de exemplos para mim.
Sempre quando consigo dar conta sozinha e percebo que alguém em especial me ajudou naquilo, fico imensamente feliz. Por mim e por Deus, que coloca essas pessoas no meu caminho. Tenho sido agraciada com isso.
Seja a palavra de um amigo, a educação e os exemplos dos pais, ou seja a influência de uma pessoa que talvez nem te conheça; tudo pode ser válido na vida das pessoas. E da mesma forma que alguém se torna uma influência para mim, assim eu me torno para alguém. Eu influencio e você também influencia. E mesmo que não pareça estamos todos os dias fazendo isso. Daí a importância de ser melhor; esse não é um mero compromisso pessoal, você o assume com todos a sua volta.




Pense nisso!
Roberta Amaro

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

BATATA QUENTE






Insegurança ou preguiça? Sinceramente não sei a qual desses dois motivos deve-se delegar a culpa pelas pessoas pensarem tão pouco. O que leva alguém transferir para outrem o seu direito de escolha? De ser autor das próprias decisões?
“O que você acha que devo fazer? O que devo escolher? Será que é a pessoa certa? O que você faria em meu lugar? Você acha que eu deveria...?”
A impressão que se tem é a de que estamos brincando de “BATATA QUENTE”. Sabe aquela brincadeira de criança? Pois é, a pessoa não assume os riscos e nem sequer é capaz de pensar racionalmente sobre a decisão melhor para si. Daí, ela joga a “batata quente” em suas mãos para que você decida por ela. E uma coisa é certa, se der errado ela vai te culpar.
Simples assim para ela e complicado demais para quem precisa lidar com essas “batatas”.
Por que não decidir com a própria cabeça?
Às vezes a solução é tão óbvia, mas algumas pessoas já se acostumaram, simplesmente a não decidir.
Ei! Será que já não passou da hora de você lidar com essas “batatas”?
Vamos lá comece por descascá-las.
Roberta Amaro

domingo, 30 de outubro de 2011

UMA POESIA DE RONALDO AMARO


História...
Sinônimo de passado,
Nos faz reféns de algo vivido...

Seja bom ou ruim,
Lá ela estará,
Se misturando com o presente,
Que nos transporta para um passado que já é distante...
Muita coisa não virou história
Por ainda não termos vivido...
Mas projetos nos vêm a mente,
Que nos prepara para num presente,
Lembrarmos de uma história, ou seria passado guardado na mente!

Ronaldo Amaro.
09/02/2011

terça-feira, 25 de outubro de 2011

ELES O FAZEM DE GRAÇA

Diante de tanta besteira que tenho ouvido por aí ultimamente, não poderia ficar calada. Assim faço minhas as palavras do Bispo Renato Cardoso neste post, publicado recentemente em seu blog pessoal.


"Eles o fazem de graça
Tem gente que ganha a vida criticando os outros. Eu entendo. Eles têm pelo menos uma boca para alimentar. Se realmente sãos bons nisso, que o façam.

O que eu não entendo é aqueles que o fazem de graça. Pessoas patéticas, tristes, e vazias, cuja existência é tão insignificante que têm que atacar os outros a fim de justificar o seu próximo fôlego.

Se pelo menos eles dedicassem sua energia para ajudar uma alma menos afortunada. Quem sabe, talvez, eles começassem a se sentir melhor com eles mesmos.

O problema é que não é tão fácil encontrar almas menos afortunadas do que a deles mesmos. "

http://www.bprenatocardoso.com/

terça-feira, 18 de outubro de 2011

18 de OUTUBRO - DIA DO MÉDICO E O SONHO QUE O GOVERNO NÃO CONSEGUE ALIMENTAR




Primeiramente gostaria de cumprimentar aos médicos nesse dia 18 de outubro. Parabéns a todos os profissionais que encontram na profissão o sacrifício prazeroso de cuidar de vidas. Minha sincera admiração.

Atrás do sonho de exercer um ofício tão tradicional e importante como a Medicina, existe um outro sonho que particularmente faz ou já fez parte de um médico. O sonho de salvar vidas e cuidar dos que não tem tantos recursos assim. Um sonho que infelizmente se perde, e se perde sozinho nos longos anos de estudos.



Quando opta-se pela profissão e logo no início da faculdade a grande maioria dos estudantes pensam assim, querem se formar e trabalhar na saúde pública. No começo todos querem transformar o cenário caótico dos hospitais públicos, com aqueles corredores frios, lotados e permeados de muita dor e revolta. Todavia, é só se formarem para o sonho virar uma utopia. O desejo de utilizar todo o conhecimento e capacitação profissional em prol da saúde pública é substituído pelo atrativo das especializações e as suas consistentes remunerações.



Os profissionais não têm culpa. Todos temos o direito de buscar melhores empregos, melhores condições de trabalho e um padrão de vida melhor num país que... bem você sabe. E a situação é aquela que conhecemos, formam-se milhões de médicos e faltam milhões de médicos na rede de saúde pública em todo o país.






Um país que remunera mais quem julga do que quem salva vidas e cuida para o bem estar dessas vidas, só pode estar assim mesmo: doente.






QUE UM DIA ESSE SONHO POSSA SER REALIDADE! E O NOSSO GOVERNO SAIBA O QUE PRIORIDADE...






Pense nisso!

Roberta Amaro

domingo, 16 de outubro de 2011

GRATO, EU? PENSE NISSO!

PÕE UM BAND-AID AÍ!







Se você era como eu quando criança, você adorava ter um band-aid em algum lugar do corpo. Havia algo legal e divertido naquilo. E eu suspeito que o pessoal da Johnson & Johnson sabia disso também. Eles faziam todos os tipos de band-aids legais, de várias as cores e com personagens de desenhos animados. Você até queria sofrer um corte e sangrar um pouco para ter um...

Band-aid é bom para o que foi feito — arranhões e pequenos cortes. Infelizmente, ele não ajuda a curar nada mais sério.

A vida também oferece muitos tipos diferentes de band-aids para os nossos problemas.

Bateu um clima ruim com seus pais? Tranque-se em seu quarto e coloque o seu iPod nos ouvidos no último volume. Problemas de comunicação no casamento? Saia para tomar um drink com os amigos. Está com raiva? Dê um soco na parede. O dinheiro está curto? Coloque no cartão de crédito.

Soluções tipo band-aid para os problemas da vida se acham em abundância. Elas são baratas, fáceis, e oferecem alívio imediato. Quer dizer, até que se tornam caras, ineficazes, e inúteis.

Enquanto as raízes dos problemas não são tratadas, elas só vão ficando mais fortes. Os problemas voltam cada vez piores. E cortar as raízes torna-se cada vez mais difícil.

Quantos band-aids serão precisos, e quanto mais perda e dor, para você perceber que você precisa lidar com a raiz?


http://www.folhauniversal.com.br/capaiurd/noticias/corte-o-mal-pela-raiz-7666.html

terça-feira, 11 de outubro de 2011

FALTA PROFISSIONALISMO



O Ensino Superior do Brasil forma mais "diplomados" do que profissionais que fazem valer o diploma que possuem.
Creio que essa talvez não seja apenas uma impressão minha. Você certamente já deve ter pensado sobre isso. O fato de haver muito mais "diplomados" no mercado do que verdadeiros profissionais tem gerado situações complicadas. Situações essas que tanto eu, quanto você, já tivemos a infelicidade de presenciar. Ou que pelo menos passaremos algum dia.
Há um mês, meus pais levaram meus dois cachorros numa clínica veterinária para a realização de uma cirurgia de castramento. Até aí tudo bem. A cirurgia foi feita, os cachorro tiveram um pós operatório tranqüilo e depois de 10 dias foram levados para a retirada dos pontos. Um dos meus cachorros, o Lupy, conseguiu tirar o próprio ponto antes de completar 10 dias; contudo nada que pudesse comprometer a cicatrização. Previamente a minha mãe já havia comunicado a veterinária sobre o incidente. Por telefone, a instrução recebida foi a de continuar fazendo os curativos. Toda recomendação foi seguida a risca.
Chegado o décimo dia, um sábado, levamos Max e Lupy. A consulta estava marcada para às sete e meia da manhã. Apesar da nossa pontualidade, a Dra. “X” resolveu nos oferecer um bom “chá de cadeira”. Esperamos uns 45 minutos. O Lupy foi o primeiro e quando minha mãe mencionou o incidente dos pontos a veterinária foi infeliz no seu comentário. Num tom de extrema ironia perguntou por que tínhamos levado o Lupy, já que não havia pontos para retirar. Minha mãe foi categórica. Em tom de elegância e sem perder a cabeça respondeu a veterinária que com ponto ou sem ponto, ela deveria fazer uma observação clínica no Lupy. A veterinária consentiu meio sem graça, arrependida pelo o que havia proferido sem pensar.

Pois é, há uma porção de profissionais desse nível no mercado, que só pensam mesmo no lucro, no salário no final do mês. Nada contra os “Pet Shops” e clínicas para cachorro, mas quando o assunto é gastar com banhos, tosa, cirurgias e afins, eles fazem a maior propaganda. Insistem até você ceder, mas depois, geralmente é esse o tratamento que você acaba tendo. Veterinários sempre costumam achar que você está sempre disposto a gastar rios de dinheiro com um animal de estimação. São profissionais, a vida deles depende disto - o quanto que eu e você gasta com um cachorro - porém vejamos os exageros.
Mas esse é outro assunto.
Quanto a falta de bom senso da profissional ou falta de educação, como preferirem, eu atrevo-me a dizer que se deve realmente a essa realidade: “um mercado de diplomados”.
Falta profissionalismo, uma atitude de respeito para com o cliente, e no caso para o paciente também. É de responsabilidade de qualquer profissional da área médica a análise clínica sobre o paciente no pós- operatório. A retirada de uma sutura é irrelevante, o que mais importa é o estado do indivíduo, seja ele humano ou cachorro. O Lupy estava aparentemente bem, mas quem deveria fazer esse diagnóstico pós- cirúrgico, eu uma simples e leiga estudante de pré vestibular ou ela, bacharel em medicina veterinária com certificação no CRMV ?
Fiquei de fato estarrecida com toda essa situação. É difícil encontrar soluções para esse problema. A oferta de cursos superiores é grande, a qualidade desse cursos , porém, está se tornado cada vez mais duvidosa. E o resultado quem sente somos nós, consumidores e clientes, que de certa forma precisa desses serviços. Por isso a única alternativa cabível é nos tornarmos cliente seletivos e exigentes, analisando quais profissionais elegemos no mercado. Essa seleção é importante para garantir um serviço de qualidade e também evita com que passemos por situações desagradáveis como a que relatei aqui.
Uma coisa é certa, a Dr. “X, nunca mais coloca os dedos nos meus cachorros. Ela deu motivos o suficiente para ser titulada como mais uma “diplomada” sem profissionalismo no mercado. Se ela não consegue tratar o dono do cachorro com um mínimo de educação, quem dirá o animal.

Obs.: talvez ela precise de uma ajudinha do dicionário para entender o que é profissionalismo.

Definologia. O profissionalismo é a tendência da manifestação consciencial; apresentar a postura profissional com maturidade, seriedade, competência, responsabilidade e honestidade.

Pense nisso!
Roberta Amaro.

sábado, 8 de outubro de 2011

FILOSOFIA INSIPIENTE



Criticar o senso comum e ainda assim fazer parte dele. Essa é a filosofia insipiente.



A maioria das pessoas sempre o faz, embora jurem até o fim que não.



Ah, se todos fossem bem menos hipócritas e dissessem sobre o que realmente tem conhecimento. Apontar o dedo é tarefa de tolos; conhecer, entender, ter motivos bem concretos para apontar e deveras criticar é tarefa para sábios. Para quem realmente pensa e usa a cabeça. Quer um exemplo disso? Da próxima vez que você disser assim: "político é tudo corrupto", ou então "Em Brasília todos roubam", pense muito bem sobre isso. Há gente honesta engolindo sapos para seguir valores éticos.



Isso foi apenas um exemplo.



O recado é o seguinte: jamais compactue com as ideias da filosofia insipiente.



Nunca generalize, mesmo achando que tem as informações suficientes para isso.






Roberta Amaro

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

FECHADO PARA BALANÇO



Tem momentos que não tem jeito; não há como fugir deles, os balanços que necessariamente precisam ser feitos. Pois é, hoje foi um dia de balanço. Contabilizar, verificar, analisar, pensar, pensar, pensar,pensar, pensar, pensar e pensar de novo. Para na milionésima vez você descobrir que deveria pensar mais um pouco.



"FECHADO PARA BALANÇO". É bem assim que a sensação que dias como esses traduzem. Algo mais o menos assim: parar para ver o quanto lucrou, por que não lucrou, o que fazer para lucrar, para triplicar o lucro, se ainda há tempo para lucrar.


Mas e daí se eu não quero lucrar? Qual o problema?


Eu quero é pensar no que realmente importa para mim. Não vejo lucros, aprendendo para depois desaprender. Ou melhor, fingir que aprende para depois ter de me desfazer da farsa. Eu não sou hipócrita, e não pretendo ser para alcançar objetivos definidos.


Hoje fechei para um balanço, pensei mais um pouco do que o de costume. Descobri que objetivos e metas que se alicerçam em lucros são quase sempre transitórios.


Para um objetivo ser resoluto e enérgico é preciso primeiramente lograr êxito na mente. Caso ele dependa das circunstâncias, seus balanços sempre resultarão no vermelho. Mesmo que aparentemente a situação espelhe alguns poucos lucros.


Nunca se alicerçe nos lucros e sim na forte essência dos pensamentos acerca desse objetivo.


Que pensa não lucra, prospera.



Roberta Amaro

terça-feira, 4 de outubro de 2011

ALIENÍGENA

ALIENÍGENA

Há momentos que mesmo não acreditando em toda essa ideia maluca de extraterrestre você acaba compactuando com essa (não) lógica. Digo isso por que apesar de não acreditar nos Ets, discos voadores e companhia limitada, certamente um dia você se sentirá um.
Sim algum dia você será um alienígena, ou melhor, farão você parecer um.
Dia desses conheci uma pessoa que não se conformava em não ter me conhecido ainda, já que mora no mesmo bairro em que resido. "Como assim eu não te conheço?". Essa pessoa disse que não nos conhecíamos pelo fato de eu ficar somente em casa. Ou seja, a culpa só poderia ser mesmo minha né, a alienígena, que impede os outros de me conhecerem pela simples escolha de me reservar ao anonimato.
Bom eu diria que me sinto de consciência tranquila por me dedicar a tarefas mais relevantes do que passear pela rua do bairro com plenos motivos de me fazer conhecida. É imprescionante como o legado de ser popular acompanha a gente desde a época de colégio. Se você não for aquele cara comunicativo ou a patricinha sociável amiga de todos, certamente terá grandes problemas. A regra é ser popular ou pelo menos tentar ser, caso contrário você será um ALIENÍGENA.
Hoje você só é normal se for CONHECIDO. Não importa o que você seja para as pessoas que realmente interessam, para as que não interessam você será sempre um ALIENÍGENA, caso não se insira no padrão.
É a cultura do SE MOSTRAR, que tem sido muito bem reforçada com as páginas de relacionamento online, onde se publicam fotos, história de vida, preferências, rotina, estado civil, estado de espírito, etc. As pessoas sabem mais da vida dos outros do que delas próprias. O visitante do seu orkut conhece mais a sua rotina do que quem de fato está do seu lado. Sua mãe não sabe aonde será a festa do sábado à noite, mas todos os seus 800 "amigos" do orkut possivelmente sabem porque lêem todos os dias suas atualizações. Aliás, sua mãe nem saberá da festa não é verdade?
Uma inversão de valores, se outrora buscava-se a privacidade hoje se faz o impossível para poder expor ela a milhões de pessoas online pelo mundo ao mesmo tempo.
Há pouco menos de um ano fiz um orkut e em menos de 6 meses de uso deletei minha conta. O objetivo era divulgar as minha publicações e meus blogs, mas obviamente não funcionou. Ninguém quer ler no orkut textos, senão as atualizações do tipo: " Maria mudou seu Status para Solteiro". " João recebeu um comentário em sua foto." Tudo bem se você escrever algo interessante e que faça as pessoas pensarem e usar o raciocínio, mas você não ganhará Selos ou estatus de popular por isso. A Joana lá é popular por que sempre tem alguém comentando suas fotos, para isso ela nem precisou usar a "massa encefálica" apenas posou para o flash.
O orkut quer saber se você é bonito ou feio. Se é solteiro ou comprometido, ou até quando seu estado civil será esse. Se você se vestiu bem na última festa, quem ficou com quem. Quem pagou o mico por ter achado que álcool etílico era água. Enfim...
Lá ninguém quer saber o que você pensa, querem saber o que você faz todos os dias.
E isso, sinto muito, não tenho interesse nenhum de que as pessoas saibam. Nem no orkut, muito menos no meu bairro.
Assim eles me fazem alienígena, e eu realmente prefiro me resignar a essa condição de estranha.
Roberta Amaro

domingo, 2 de outubro de 2011

O ALVO DA MAIOR ARMA




Durante todos os séculos a capacidade inalienável humana de pensar fora elemento norteador dos acontecimentos históricos. O uso dessa capacidade em suma constitui a maior arma da espécie humana. Uma arma apontada no principal alvo ou anseio: o de ser livre.


O verdadeiro princípio deveria ser este: quando o pensamento é uma arma a liberdade deveria ser o alvo. Contudo não é bem assim que acontece; e a História tem comprovado isso.


A atrofia do pensamento serviu e ainda serve como algemas políticas, religiosas, étnicas e várias outras que mantém em cárcere a tão almejada liberdade.


Um retrocesso na história até a metade do século XX é suficiente para que se perceba as consequências desastrosas do mau manuseio desta arma: o pensar.


O pensamento que regia o mundo outrora, principalmente nas principais economias do globo, não era o de se tornarem livres ou propagar a liberdade. O anseio era ,pois, o de se tornarem dominadores. Um corpo nunca poderá ser controlado por duas cabeças, quem dirá o mundo. E o resultado foi as duas Grandes Guerras Mundiais.


Na Europa, a distorção do pensamento atrelada ao preconceito não somente ceifaram vidas, como também despiram o caráter humano em praça pública. Dois pensamentos distintos não coadunam em uma mesma mente, todavia houve dominadores que ousassem tal feitio. Foram capazes de acreditar que isso fosse funcional em um único mundo.


Enfim, são infindáveis os exemplos do mau emprego da capacidade de pensar, que no decorrer dos séculos perpetua as ditaduras de outrora. As opressões só aderiram novas roupagens. Hoje são o que os historiadores chamam de incorrespondência histórica. Um retrocesso em meio a grandes avanços.


No início desse ano uma onda de protestos alastrou-se pelo Oriente Médio, contra as então ditaduras odiosas, que em pleno século XXI ainda ousam permanecer funcionais. "O POVO DERRUBOU O GOVERNO". "30 ANOS DE DITADURA DERRUBADOS EM 18 DIAS". "REBELDES RESISTEM CONTRA A PERMANÊNCIA DO DITADOR". Era o que se noticiava nas manchetes dos principais jornais mundiais. Todo o sensacionalismo soa como um grande avanço, com forte significância e alarde na conjuntura internacional, entretando ainda assim preocupam.


Especialistas ressaltam que revoltas contra tiranias podem acabar com um belo final, em um fracasso sangrento ou em outra tirania.


Já se passaram meses desde que as primeiras reações contra ditadores iniciaram-se. A perspectiva de um "grand finale" , ou seja, de um belo final tornou-se mais do que uma utopia, sendo praticamente impossível. O saldo desses meses de confronto parecem confirmar as duas últimas perspectivas. Um grande número de civis mortos, ataques em espaços públicos, ditadores resistentes em suas fortalezas, militares assumindo "provisoriamente" o poder.


Tudo sempre muito instável no Oriente Médio e o mundo desconhece o destino de todos esses acontecimentos.


Luta-se pelas ideias, por pensamentos; a liberdade,porém, ainda não alcança espaço.


O ser humano pensa, mas o poder cega.


E Voltaire estava certo quando ponderou: "Ser verdadeiramente livre é poder".


O poder que o ser humano conhece garante a liberdade apenas para aquele que o detém.


E o alvo da maior arma, para a grande maioria, permanece assim, inatingível.




Pense nisso!




Roberta Amaro