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( Roberta Amaro )
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
ELE PREFERE O INFERNO
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
APERTANDO A TECLA SAP

A pergunta é sempre aquela, bem clássica:
“Você já está namorando?”
Pelo que parece já perdi as contas de quantas vezes precisei responder. Tudo bem que na falta de assunto, perguntas triviais tornam-se suficientes para iniciar uma conversa ou até mesmo para saber um pouco sobre o outro. Mas é que tem hora que cansa. Ouvir a mesma ladainha de sempre, principalmente quando essas perguntas são mais do que simples questionamentos. Há momentos que é pura pressão, opressão, tentativa de constrangimento ou como você queira classificar.
Parece até uma via de regras. Com o tempo é só acrescentar umas velinhas ao bolo de aniversário para a lista de pressões se apresentar. Você tem que passar no vestibular, ser bom exemplo de filho, estudar, comer alguns livros (se possível for), namorar (só que primeiro tem que achar alguém), adquirir sua CNH, entrar para universidade e ainda arrumar um jeito de somar naquela sua mesada conseguindo um bom estágio. Ufa! Viu quanta coisa? Um recheio bem generoso para aqueles interrogatórios vestidos de boa intenção.
“Já fez isso?” “Arrumou aquilo?” “Estudou o suficiente?” “Já passou?” “Quando é que sai o resultado?”
Espere mais alguns anos e acrescente a essa lista: “Já está trabalhando?” “Quando será o casamento?” “E os filhos, para quando é?”.
Numa perspectiva não muito entusiasmante esteja certo de que não tem como se livrar cem por cento de todas as pressões do meio. Contudo se desesperar está longe de ser o caminho mais seguro.
E se você não pode se livrar delas, as perguntinhas opressoras, tente reagir da mesma forma. Com pressão e uma boa dose de humor, daqueles bem sarcásticos. O importante é levar numa boa e é claro, deixar a raiva distante.
Por exemplo, no meu caso acionar a tecla SAP tem funcionado. Adotei a sigla de brincadeirinha e dei a ela um novo significado. No sufoco é só pensar nela, o que já me descontrai na hora.
“Já está namorando?”
Esta pode ser uma possível resposta: “A procura de alguém que presta, se encontrar me fala!”
Meu status:
SAP (Suportando a pressão)
Roberta Amaro
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
O QUE SÓ O MAX SABE
Pode parecer ridículo para você. Posso parecer ridícula para todos. Principalmente se eu dissesse que Max é um cachorro.
Mas quem foi que disse que eu sou ridícula? E quem pensou que um dia eu não poderia ser?
Ele é feliz. Foi o que eu constatei e observo todos os dias. Ele é feliz, mas não porque descobriu que poderia ser ou porque alcançou a felicidade. Max é feliz porque decidiu ser. Sim, mais uma vez um dos meus cachorros foi capaz de fazer o que eu tenho deixado de lado. Enquanto o Lupy me mostra o que é focar um objetivo e com motivação zelar por ele, o Max mostra como decidir ser feliz com tão pouco. E aqui estou eu me expressando novamente, talvez de maneira equivocada. Ser feliz com o pouco. Deixa-me explicar. O pouco a que me refiro é o necessário. E sabe qual é o nosso problema? Não se contentar com o necessário.
Nisso Max e todos os demais animais saem lucrando. Eles não conhecem o supérfluo, por isso não são escravos dele. E conseqüentemente tem o poder de decidir por ela, a tão sonhada felicidade, de uma maneira menos complicada, mais simples e por que não a mais singela.
Qual seria seu maior desejo numa tarde ensolarada? Ver o pôr do sol, ou respirar bem fundo agradecendo por estar vivo? Que nada! Arrisco-me a dizer que um clube, talvez uma piscina, uma praia, uma festa, poderiam estar na sua lista de opções. Creio que não errei ao me arriscar nesses palpites, só não sei se isso de fato seria decidir pela felicidade.
Sabe o que Max faria? Ele correria pelo gramado, daria milhares de voltas em torno do pé de acerola, comeria algumas delas maduras que estivessem ao chão e ainda se arriscaria a correr atrás de alguns sabiás e bem- te- vis. Tudo isso porque ele decidiu ser feliz. Não importa se o passarinho pode voar e ele não. Max sempre acredita que um dia poderá capturá-lo, numa daquelas aventuras boa pra cachorro. E mesmo se um dia isso acontecesse essa aventura nunca perderia o seu brio e o seu sentido porque ele na verdade se diverte bastante com o desafio de capturar os passarinhos. No fundo eu acho até que às vezes eles são bem amigos. O Max corre e o passarinho se diverte também com vôos rasantes e com dribles de deixar qualquer piloto da esquadrilha da fumaça boquiaberto. E assim Max gasta todas as suas energias em busca de ser feliz, e ainda sem saber acaba fazendo os passarinhos também.
Ser feliz é fazer o que é certo, sublime. É apenas uma decisão, uma forma de se libertar do jugo do que aparentemente te preenche. É saber o que só o Max sabe... Mesmo se isso for ridículo ou não.
Roberta Amaro
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
O MEU TEMPO

O tempo passa, é possível sentir, é inevitável perceber que ele passa.
A vida é um cronômetro e quanto a isso não há remédio. Creio que nada parece tão cruel e assustador quando o tempo passa e você se dá conta de que passou junto com ele, tão rápido e sem sentido algum.
Confesso-lhe que eu não me vejo passar com o tempo, sinto-me jovem e disposta a cada segundo. Não existe uma recompensa melhor do que saldar a dívida consigo mesmo, olhar para o espelho e saber que agora sou melhor do que fui no último segundo.
O meu tempo sou eu que faço.
Assim resolvi todos os dias da minha vida entregá-lo ao único que de fato merece e possui a competência para controlá-lo: Deus. Trata-se de fé, uma certeza intransferível que só quem exercita é capaz de compreender. A certeza de que todas as coisas acontecerão nesse tempo é o que define o caminho. Nessa aliança o tempo é meu e de Deus. E quando o seu tempo está nessa parceria não há como dar errado. O cronômetro passa, mas você permanece e a cada dia torna-se grande, assim como Deus. Quer mais alguma coisa?
Com Deus esse cronômetro é infinito.
Por que fazer do seu tempo o tempo dos outros, ou um tempo sem sentido onde você próprio passa junto com ele?
Faça do seu tempo o tempo de Deus. Deixe esse cronômetro passar eternamente.
Roberta Amaro
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
VIRANDO A PÁGINA

Turning Page - Sleeping At Last
I've waited a hundred years
But I'd wait a million more for you
Nothing prepared me for the privilege of being yours
If I had only felt the warmth within your touch
If I had only seen how you smile when you blush
Or how you curl your lip when you concentrate enough
I would have known what I was living for
What I've been living for
Your love is my turning page
Only the sweetest words remain
Every kiss is a cursive line
Every touch is a redefining phrase
I surrender who I've been for who you are
Nothing makes me stronger than your fragile heart
If I had only felt how it feels to be yours
I would have known what I've been living for all along
What I've been living for
We're tethered to the story we must tell
When I saw you well I knew we'd tell it well
With the whisper we will tame the vicious scenes
Like a feather bringing kingdoms to their knees
Virando a Página
Eu esperei uma centena de anos
Mas eu esperaria mais um milhão para você
Nada me preparou para o privilégio de ser seu
Se eu tivesse sentido o calor em seu toque
Se eu tivesse visto como você sorri quando você cora
Ou como você enrola seu lábio quando se concentra o suficiente
Eu saberia pelo que eu estava vivendo
Pelo que eu estava vivendo
Seu amor é minha página virada
Apenas as palavras mais doces permanecem
Cada beijo é uma linha cursiva
Cada toque é uma frase redefinida
Eu rendo quem eu tenho sido para quem você é
Nada me faz mais forte do que seu coração frágil
Se eu tivesse sentido como é ser seu
Eu saberia pelo que eu estava vivendo por tanto tempo
Eu saberia pelo que eu estava vivendo
Estamos presos à história, devemos dizer
Quando eu vi você, bem, eu sabia que iria contá-la bem
Com o sussurro que vai domar as cenas viciosas
Como uma pena trazendo reinos aos joelhos deles
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
O DIA QUE SENTI O TEMPO

sábado, 19 de novembro de 2011
SINGULAR

Você deve conhecer pessoas assim. Todos podem fazer o que ela faz, todavia ninguém faz como ela faz.
Hoje é domingo, e aqui estou eu na casa dos meus avôs, sentada no sofá escrevendo. Esse fim de semana é especial, minha avó está lá na cozinha fazendo um prato que é uma especialidade dela: nhoque. Ainda pouco me lembrava de quando ainda morava aqui do lado da casa dela. Desde que me entendo por gente eu só comi um nhoque em especial, o da minha avó. E meditando nesse assunto de ser alguém “singular”, acho que não encontrei um exemplo melhor do que esse. Eu sei que poderei comer outros nhoques, até mesmo me arriscar a fazer esse prato um dia( melhor nem tentar) mas ainda assim nada nem ninguém irá fazê-lo como minha avó faz.
Ser singular é uma marca que poucas pessoas conseguem imprimir em sua trajetória de vida. Seja um grande feito, realização ou simplesmente fazendo um nhoque, todo mundo pode ser singular, só que para isso é necessário uma única ação: APERFEIÇOAR.
Para ser diferente e despertar a percepção das pessoas quanto ao seu potencial e capacidade depende disso: do aperfeiçoamento. Depende do quanto de si você é capaz de doar em prol do que quer. O que importa é seu sacrifício diário, seu interesse em ser melhor. Não melhor do que os outros, mas melhor do que você foi ontem. Se todos pensassem sobre isso e de fato se dispusessem a aperfeiçoar seus próprios talentos, teríamos menos pessoas entediadas por aí. Os consultórios de psicologia não estariam lotados. Ninguém precisaria lhe dizer o quanto se é capaz, por que cada um saberia que conhecer a própria capacidade depende do quanto eu me aperfeiçôo.
Prática e disciplina são grandes aliadas nessa busca.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
A DONA DE CASA

Até que tenho me saído bem com as tarefas domésticas. Também não poderia ser diferente. De cada dez coisas que eu aprendo com a minha mãe, no mínimo seis são sobre organização e limpeza. Assim, modéstia a parte, tenho conseguido executar tudo.
Eu confesso que quando criança eu odiava ter de dar conta de toda a minha bagunça. E quando cresci mais um pouco então, foi difícil ter de ajudar em casa. Eu queria mesmo era brincar, escrever, estudar, ler... tudo menos lavar a louça ou quem sabe regar o jardim. Juro que nessa época eu achava tudo isso uma tortura. A gente faz aquele corpo mole, um exagero... e a mãe da gente lá de marcação cerrada.
Mas daí o tempo passa, e como passa. E eu até me arriscaria a dizer, ainda bem que passa. Aliás, não há nada melhor do que quando o tempo passa e você percebe o quanto progrediu. O quanto se tornou melhor, não somente pelos seus próprios méritos, mas por tudo o que lhe foi passado, seja pela sua mãe, pai, ou quem quer que seja. As pessoas fazem parte do nosso amadurecimento quando escolhemos ouvir e praticar o que de melhor elas têm a nos oferecer. Existem palavras e atitudes que cresci observando no comportamento dos meus pais que jamais me esquecerei. Vou certamente levar pela vida inteira.
E isso se aplica a todo e qualquer indivíduo. Nós vivemos nos espelhando, e isso pode ser bom ou ruim dependendo do que se espelha. E cada pessoa é a única responsável pelos comportamentos e práticas que acaba aderindo dos demais.
Geralmente quem raciocina e sabe filtrar o que há de melhor tende a se espelhar em pessoas que admiram. Em pessoas que significam muito em suas vidas. Comigo tem sido assim. E eu agradeço a todos aqueles que têm servido de exemplos para mim.
Sempre quando consigo dar conta sozinha e percebo que alguém em especial me ajudou naquilo, fico imensamente feliz. Por mim e por Deus, que coloca essas pessoas no meu caminho. Tenho sido agraciada com isso.
Seja a palavra de um amigo, a educação e os exemplos dos pais, ou seja a influência de uma pessoa que talvez nem te conheça; tudo pode ser válido na vida das pessoas. E da mesma forma que alguém se torna uma influência para mim, assim eu me torno para alguém. Eu influencio e você também influencia. E mesmo que não pareça estamos todos os dias fazendo isso. Daí a importância de ser melhor; esse não é um mero compromisso pessoal, você o assume com todos a sua volta.
Pense nisso!
Roberta Amaro
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
BATATA QUENTE

“O que você acha que devo fazer? O que devo escolher? Será que é a pessoa certa? O que você faria em meu lugar? Você acha que eu deveria...?”
A impressão que se tem é a de que estamos brincando de “BATATA QUENTE”. Sabe aquela brincadeira de criança? Pois é, a pessoa não assume os riscos e nem sequer é capaz de pensar racionalmente sobre a decisão melhor para si. Daí, ela joga a “batata quente” em suas mãos para que você decida por ela. E uma coisa é certa, se der errado ela vai te culpar.
Simples assim para ela e complicado demais para quem precisa lidar com essas “batatas”.
Por que não decidir com a própria cabeça?
Às vezes a solução é tão óbvia, mas algumas pessoas já se acostumaram, simplesmente a não decidir.
Ei! Será que já não passou da hora de você lidar com essas “batatas”?
Vamos lá comece por descascá-las.
Roberta Amaro
domingo, 30 de outubro de 2011
UMA POESIA DE RONALDO AMARO
História...
Sinônimo de passado,
Nos faz reféns de algo vivido...
Seja bom ou ruim,
Lá ela estará,
Se misturando com o presente,
Que nos transporta para um passado que já é distante...
Muita coisa não virou história
Por ainda não termos vivido...
Mas projetos nos vêm a mente,
Que nos prepara para num presente,
Lembrarmos de uma história, ou seria passado guardado na mente!
Ronaldo Amaro.
09/02/2011
terça-feira, 25 de outubro de 2011
ELES O FAZEM DE GRAÇA
"Eles o fazem de graça
Tem gente que ganha a vida criticando os outros. Eu entendo. Eles têm pelo menos uma boca para alimentar. Se realmente sãos bons nisso, que o façam.
O que eu não entendo é aqueles que o fazem de graça. Pessoas patéticas, tristes, e vazias, cuja existência é tão insignificante que têm que atacar os outros a fim de justificar o seu próximo fôlego.
Se pelo menos eles dedicassem sua energia para ajudar uma alma menos afortunada. Quem sabe, talvez, eles começassem a se sentir melhor com eles mesmos.
O problema é que não é tão fácil encontrar almas menos afortunadas do que a deles mesmos. "
http://www.bprenatocardoso.com/
terça-feira, 18 de outubro de 2011
18 de OUTUBRO - DIA DO MÉDICO E O SONHO QUE O GOVERNO NÃO CONSEGUE ALIMENTAR

domingo, 16 de outubro de 2011
PÕE UM BAND-AID AÍ!


Band-aid é bom para o que foi feito — arranhões e pequenos cortes. Infelizmente, ele não ajuda a curar nada mais sério.
A vida também oferece muitos tipos diferentes de band-aids para os nossos problemas.
Bateu um clima ruim com seus pais? Tranque-se em seu quarto e coloque o seu iPod nos ouvidos no último volume. Problemas de comunicação no casamento? Saia para tomar um drink com os amigos. Está com raiva? Dê um soco na parede. O dinheiro está curto? Coloque no cartão de crédito.
Soluções tipo band-aid para os problemas da vida se acham em abundância. Elas são baratas, fáceis, e oferecem alívio imediato. Quer dizer, até que se tornam caras, ineficazes, e inúteis.
Enquanto as raízes dos problemas não são tratadas, elas só vão ficando mais fortes. Os problemas voltam cada vez piores. E cortar as raízes torna-se cada vez mais difícil.
Quantos band-aids serão precisos, e quanto mais perda e dor, para você perceber que você precisa lidar com a raiz?
http://www.folhauniversal.com.br/capaiurd/noticias/corte-o-mal-pela-raiz-7666.html
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
FALTA PROFISSIONALISMO

O Ensino Superior do Brasil forma mais "diplomados" do que profissionais que fazem valer o diploma que possuem.
Creio que essa talvez não seja apenas uma impressão minha. Você certamente já deve ter pensado sobre isso. O fato de haver muito mais "diplomados" no mercado do que verdadeiros profissionais tem gerado situações complicadas. Situações essas que tanto eu, quanto você, já tivemos a infelicidade de presenciar. Ou que pelo menos passaremos algum dia.
Há um mês, meus pais levaram meus dois cachorros numa clínica veterinária para a realização de uma cirurgia de castramento. Até aí tudo bem. A cirurgia foi feita, os cachorro tiveram um pós operatório tranqüilo e depois de 10 dias foram levados para a retirada dos pontos. Um dos meus cachorros, o Lupy, conseguiu tirar o próprio ponto antes de completar 10 dias; contudo nada que pudesse comprometer a cicatrização. Previamente a minha mãe já havia comunicado a veterinária sobre o incidente. Por telefone, a instrução recebida foi a de continuar fazendo os curativos. Toda recomendação foi seguida a risca.
Chegado o décimo dia, um sábado, levamos Max e Lupy. A consulta estava marcada para às sete e meia da manhã. Apesar da nossa pontualidade, a Dra. “X” resolveu nos oferecer um bom “chá de cadeira”. Esperamos uns 45 minutos. O Lupy foi o primeiro e quando minha mãe mencionou o incidente dos pontos a veterinária foi infeliz no seu comentário. Num tom de extrema ironia perguntou por que tínhamos levado o Lupy, já que não havia pontos para retirar. Minha mãe foi categórica. Em tom de elegância e sem perder a cabeça respondeu a veterinária que com ponto ou sem ponto, ela deveria fazer uma observação clínica no Lupy. A veterinária consentiu meio sem graça, arrependida pelo o que havia proferido sem pensar.
Pois é, há uma porção de profissionais desse nível no mercado, que só pensam mesmo no lucro, no salário no final do mês. Nada contra os “Pet Shops” e clínicas para cachorro, mas quando o assunto é gastar com banhos, tosa, cirurgias e afins, eles fazem a maior propaganda. Insistem até você ceder, mas depois, geralmente é esse o tratamento que você acaba tendo. Veterinários sempre costumam achar que você está sempre disposto a gastar rios de dinheiro com um animal de estimação. São profissionais, a vida deles depende disto - o quanto que eu e você gasta com um cachorro - porém vejamos os exageros.
Mas esse é outro assunto.
Quanto a falta de bom senso da profissional ou falta de educação, como preferirem, eu atrevo-me a dizer que se deve realmente a essa realidade: “um mercado de diplomados”.
Falta profissionalismo, uma atitude de respeito para com o cliente, e no caso para o paciente também. É de responsabilidade de qualquer profissional da área médica a análise clínica sobre o paciente no pós- operatório. A retirada de uma sutura é irrelevante, o que mais importa é o estado do indivíduo, seja ele humano ou cachorro. O Lupy estava aparentemente bem, mas quem deveria fazer esse diagnóstico pós- cirúrgico, eu uma simples e leiga estudante de pré vestibular ou ela, bacharel em medicina veterinária com certificação no CRMV ?
Fiquei de fato estarrecida com toda essa situação. É difícil encontrar soluções para esse problema. A oferta de cursos superiores é grande, a qualidade desse cursos , porém, está se tornado cada vez mais duvidosa. E o resultado quem sente somos nós, consumidores e clientes, que de certa forma precisa desses serviços. Por isso a única alternativa cabível é nos tornarmos cliente seletivos e exigentes, analisando quais profissionais elegemos no mercado. Essa seleção é importante para garantir um serviço de qualidade e também evita com que passemos por situações desagradáveis como a que relatei aqui.
Uma coisa é certa, a Dr. “X, nunca mais coloca os dedos nos meus cachorros. Ela deu motivos o suficiente para ser titulada como mais uma “diplomada” sem profissionalismo no mercado. Se ela não consegue tratar o dono do cachorro com um mínimo de educação, quem dirá o animal.
Obs.: talvez ela precise de uma ajudinha do dicionário para entender o que é profissionalismo.
Definologia. O profissionalismo é a tendência da manifestação consciencial; apresentar a postura profissional com maturidade, seriedade, competência, responsabilidade e honestidade.
Pense nisso!
Roberta Amaro.
sábado, 8 de outubro de 2011
FILOSOFIA INSIPIENTE

quinta-feira, 6 de outubro de 2011
FECHADO PARA BALANÇO

terça-feira, 4 de outubro de 2011
ALIENÍGENA
ALIENÍGENAHá momentos que mesmo não acreditando em toda essa ideia maluca de extraterrestre você acaba compactuando com essa (não) lógica. Digo isso por que apesar de não acreditar nos Ets, discos voadores e companhia limitada, certamente um dia você se sentirá um.
Sim algum dia você será um alienígena, ou melhor, farão você parecer um.
Dia desses conheci uma pessoa que não se conformava em não ter me conhecido ainda, já que mora no mesmo bairro em que resido. "Como assim eu não te conheço?". Essa pessoa disse que não nos conhecíamos pelo fato de eu ficar somente em casa. Ou seja, a culpa só poderia ser mesmo minha né, a alienígena, que impede os outros de me conhecerem pela simples escolha de me reservar ao anonimato.
Bom eu diria que me sinto de consciência tranquila por me dedicar a tarefas mais relevantes do que passear pela rua do bairro com plenos motivos de me fazer conhecida. É imprescionante como o legado de ser popular acompanha a gente desde a época de colégio. Se você não for aquele cara comunicativo ou a patricinha sociável amiga de todos, certamente terá grandes problemas. A regra é ser popular ou pelo menos tentar ser, caso contrário você será um ALIENÍGENA.
Hoje você só é normal se for CONHECIDO. Não importa o que você seja para as pessoas que realmente interessam, para as que não interessam você será sempre um ALIENÍGENA, caso não se insira no padrão.
É a cultura do SE MOSTRAR, que tem sido muito bem reforçada com as páginas de relacionamento online, onde se publicam fotos, história de vida, preferências, rotina, estado civil, estado de espírito, etc. As pessoas sabem mais da vida dos outros do que delas próprias. O visitante do seu orkut conhece mais a sua rotina do que quem de fato está do seu lado. Sua mãe não sabe aonde será a festa do sábado à noite, mas todos os seus 800 "amigos" do orkut possivelmente sabem porque lêem todos os dias suas atualizações. Aliás, sua mãe nem saberá da festa não é verdade?
Uma inversão de valores, se outrora buscava-se a privacidade hoje se faz o impossível para poder expor ela a milhões de pessoas online pelo mundo ao mesmo tempo.
Há pouco menos de um ano fiz um orkut e em menos de 6 meses de uso deletei minha conta. O objetivo era divulgar as minha publicações e meus blogs, mas obviamente não funcionou. Ninguém quer ler no orkut textos, senão as atualizações do tipo: " Maria mudou seu Status para Solteiro". " João recebeu um comentário em sua foto." Tudo bem se você escrever algo interessante e que faça as pessoas pensarem e usar o raciocínio, mas você não ganhará Selos ou estatus de popular por isso. A Joana lá é popular por que sempre tem alguém comentando suas fotos, para isso ela nem precisou usar a "massa encefálica" apenas posou para o flash.
O orkut quer saber se você é bonito ou feio. Se é solteiro ou comprometido, ou até quando seu estado civil será esse. Se você se vestiu bem na última festa, quem ficou com quem. Quem pagou o mico por ter achado que álcool etílico era água. Enfim...
Lá ninguém quer saber o que você pensa, querem saber o que você faz todos os dias.
E isso, sinto muito, não tenho interesse nenhum de que as pessoas saibam. Nem no orkut, muito menos no meu bairro.
Assim eles me fazem alienígena, e eu realmente prefiro me resignar a essa condição de estranha.
Roberta Amaro
domingo, 2 de outubro de 2011
O ALVO DA MAIOR ARMA

