" ESCREVER É AMADURECER COM AS PRÓPRIAS IDEIAS!"

( Roberta Amaro )

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

BATATA QUENTE






Insegurança ou preguiça? Sinceramente não sei a qual desses dois motivos deve-se delegar a culpa pelas pessoas pensarem tão pouco. O que leva alguém transferir para outrem o seu direito de escolha? De ser autor das próprias decisões?
“O que você acha que devo fazer? O que devo escolher? Será que é a pessoa certa? O que você faria em meu lugar? Você acha que eu deveria...?”
A impressão que se tem é a de que estamos brincando de “BATATA QUENTE”. Sabe aquela brincadeira de criança? Pois é, a pessoa não assume os riscos e nem sequer é capaz de pensar racionalmente sobre a decisão melhor para si. Daí, ela joga a “batata quente” em suas mãos para que você decida por ela. E uma coisa é certa, se der errado ela vai te culpar.
Simples assim para ela e complicado demais para quem precisa lidar com essas “batatas”.
Por que não decidir com a própria cabeça?
Às vezes a solução é tão óbvia, mas algumas pessoas já se acostumaram, simplesmente a não decidir.
Ei! Será que já não passou da hora de você lidar com essas “batatas”?
Vamos lá comece por descascá-las.
Roberta Amaro

domingo, 30 de outubro de 2011

UMA POESIA DE RONALDO AMARO


História...
Sinônimo de passado,
Nos faz reféns de algo vivido...

Seja bom ou ruim,
Lá ela estará,
Se misturando com o presente,
Que nos transporta para um passado que já é distante...
Muita coisa não virou história
Por ainda não termos vivido...
Mas projetos nos vêm a mente,
Que nos prepara para num presente,
Lembrarmos de uma história, ou seria passado guardado na mente!

Ronaldo Amaro.
09/02/2011

terça-feira, 25 de outubro de 2011

ELES O FAZEM DE GRAÇA

Diante de tanta besteira que tenho ouvido por aí ultimamente, não poderia ficar calada. Assim faço minhas as palavras do Bispo Renato Cardoso neste post, publicado recentemente em seu blog pessoal.


"Eles o fazem de graça
Tem gente que ganha a vida criticando os outros. Eu entendo. Eles têm pelo menos uma boca para alimentar. Se realmente sãos bons nisso, que o façam.

O que eu não entendo é aqueles que o fazem de graça. Pessoas patéticas, tristes, e vazias, cuja existência é tão insignificante que têm que atacar os outros a fim de justificar o seu próximo fôlego.

Se pelo menos eles dedicassem sua energia para ajudar uma alma menos afortunada. Quem sabe, talvez, eles começassem a se sentir melhor com eles mesmos.

O problema é que não é tão fácil encontrar almas menos afortunadas do que a deles mesmos. "

http://www.bprenatocardoso.com/

terça-feira, 18 de outubro de 2011

18 de OUTUBRO - DIA DO MÉDICO E O SONHO QUE O GOVERNO NÃO CONSEGUE ALIMENTAR




Primeiramente gostaria de cumprimentar aos médicos nesse dia 18 de outubro. Parabéns a todos os profissionais que encontram na profissão o sacrifício prazeroso de cuidar de vidas. Minha sincera admiração.

Atrás do sonho de exercer um ofício tão tradicional e importante como a Medicina, existe um outro sonho que particularmente faz ou já fez parte de um médico. O sonho de salvar vidas e cuidar dos que não tem tantos recursos assim. Um sonho que infelizmente se perde, e se perde sozinho nos longos anos de estudos.



Quando opta-se pela profissão e logo no início da faculdade a grande maioria dos estudantes pensam assim, querem se formar e trabalhar na saúde pública. No começo todos querem transformar o cenário caótico dos hospitais públicos, com aqueles corredores frios, lotados e permeados de muita dor e revolta. Todavia, é só se formarem para o sonho virar uma utopia. O desejo de utilizar todo o conhecimento e capacitação profissional em prol da saúde pública é substituído pelo atrativo das especializações e as suas consistentes remunerações.



Os profissionais não têm culpa. Todos temos o direito de buscar melhores empregos, melhores condições de trabalho e um padrão de vida melhor num país que... bem você sabe. E a situação é aquela que conhecemos, formam-se milhões de médicos e faltam milhões de médicos na rede de saúde pública em todo o país.






Um país que remunera mais quem julga do que quem salva vidas e cuida para o bem estar dessas vidas, só pode estar assim mesmo: doente.






QUE UM DIA ESSE SONHO POSSA SER REALIDADE! E O NOSSO GOVERNO SAIBA O QUE PRIORIDADE...






Pense nisso!

Roberta Amaro

domingo, 16 de outubro de 2011

GRATO, EU? PENSE NISSO!

PÕE UM BAND-AID AÍ!







Se você era como eu quando criança, você adorava ter um band-aid em algum lugar do corpo. Havia algo legal e divertido naquilo. E eu suspeito que o pessoal da Johnson & Johnson sabia disso também. Eles faziam todos os tipos de band-aids legais, de várias as cores e com personagens de desenhos animados. Você até queria sofrer um corte e sangrar um pouco para ter um...

Band-aid é bom para o que foi feito — arranhões e pequenos cortes. Infelizmente, ele não ajuda a curar nada mais sério.

A vida também oferece muitos tipos diferentes de band-aids para os nossos problemas.

Bateu um clima ruim com seus pais? Tranque-se em seu quarto e coloque o seu iPod nos ouvidos no último volume. Problemas de comunicação no casamento? Saia para tomar um drink com os amigos. Está com raiva? Dê um soco na parede. O dinheiro está curto? Coloque no cartão de crédito.

Soluções tipo band-aid para os problemas da vida se acham em abundância. Elas são baratas, fáceis, e oferecem alívio imediato. Quer dizer, até que se tornam caras, ineficazes, e inúteis.

Enquanto as raízes dos problemas não são tratadas, elas só vão ficando mais fortes. Os problemas voltam cada vez piores. E cortar as raízes torna-se cada vez mais difícil.

Quantos band-aids serão precisos, e quanto mais perda e dor, para você perceber que você precisa lidar com a raiz?


http://www.folhauniversal.com.br/capaiurd/noticias/corte-o-mal-pela-raiz-7666.html

terça-feira, 11 de outubro de 2011

FALTA PROFISSIONALISMO



O Ensino Superior do Brasil forma mais "diplomados" do que profissionais que fazem valer o diploma que possuem.
Creio que essa talvez não seja apenas uma impressão minha. Você certamente já deve ter pensado sobre isso. O fato de haver muito mais "diplomados" no mercado do que verdadeiros profissionais tem gerado situações complicadas. Situações essas que tanto eu, quanto você, já tivemos a infelicidade de presenciar. Ou que pelo menos passaremos algum dia.
Há um mês, meus pais levaram meus dois cachorros numa clínica veterinária para a realização de uma cirurgia de castramento. Até aí tudo bem. A cirurgia foi feita, os cachorro tiveram um pós operatório tranqüilo e depois de 10 dias foram levados para a retirada dos pontos. Um dos meus cachorros, o Lupy, conseguiu tirar o próprio ponto antes de completar 10 dias; contudo nada que pudesse comprometer a cicatrização. Previamente a minha mãe já havia comunicado a veterinária sobre o incidente. Por telefone, a instrução recebida foi a de continuar fazendo os curativos. Toda recomendação foi seguida a risca.
Chegado o décimo dia, um sábado, levamos Max e Lupy. A consulta estava marcada para às sete e meia da manhã. Apesar da nossa pontualidade, a Dra. “X” resolveu nos oferecer um bom “chá de cadeira”. Esperamos uns 45 minutos. O Lupy foi o primeiro e quando minha mãe mencionou o incidente dos pontos a veterinária foi infeliz no seu comentário. Num tom de extrema ironia perguntou por que tínhamos levado o Lupy, já que não havia pontos para retirar. Minha mãe foi categórica. Em tom de elegância e sem perder a cabeça respondeu a veterinária que com ponto ou sem ponto, ela deveria fazer uma observação clínica no Lupy. A veterinária consentiu meio sem graça, arrependida pelo o que havia proferido sem pensar.

Pois é, há uma porção de profissionais desse nível no mercado, que só pensam mesmo no lucro, no salário no final do mês. Nada contra os “Pet Shops” e clínicas para cachorro, mas quando o assunto é gastar com banhos, tosa, cirurgias e afins, eles fazem a maior propaganda. Insistem até você ceder, mas depois, geralmente é esse o tratamento que você acaba tendo. Veterinários sempre costumam achar que você está sempre disposto a gastar rios de dinheiro com um animal de estimação. São profissionais, a vida deles depende disto - o quanto que eu e você gasta com um cachorro - porém vejamos os exageros.
Mas esse é outro assunto.
Quanto a falta de bom senso da profissional ou falta de educação, como preferirem, eu atrevo-me a dizer que se deve realmente a essa realidade: “um mercado de diplomados”.
Falta profissionalismo, uma atitude de respeito para com o cliente, e no caso para o paciente também. É de responsabilidade de qualquer profissional da área médica a análise clínica sobre o paciente no pós- operatório. A retirada de uma sutura é irrelevante, o que mais importa é o estado do indivíduo, seja ele humano ou cachorro. O Lupy estava aparentemente bem, mas quem deveria fazer esse diagnóstico pós- cirúrgico, eu uma simples e leiga estudante de pré vestibular ou ela, bacharel em medicina veterinária com certificação no CRMV ?
Fiquei de fato estarrecida com toda essa situação. É difícil encontrar soluções para esse problema. A oferta de cursos superiores é grande, a qualidade desse cursos , porém, está se tornado cada vez mais duvidosa. E o resultado quem sente somos nós, consumidores e clientes, que de certa forma precisa desses serviços. Por isso a única alternativa cabível é nos tornarmos cliente seletivos e exigentes, analisando quais profissionais elegemos no mercado. Essa seleção é importante para garantir um serviço de qualidade e também evita com que passemos por situações desagradáveis como a que relatei aqui.
Uma coisa é certa, a Dr. “X, nunca mais coloca os dedos nos meus cachorros. Ela deu motivos o suficiente para ser titulada como mais uma “diplomada” sem profissionalismo no mercado. Se ela não consegue tratar o dono do cachorro com um mínimo de educação, quem dirá o animal.

Obs.: talvez ela precise de uma ajudinha do dicionário para entender o que é profissionalismo.

Definologia. O profissionalismo é a tendência da manifestação consciencial; apresentar a postura profissional com maturidade, seriedade, competência, responsabilidade e honestidade.

Pense nisso!
Roberta Amaro.

sábado, 8 de outubro de 2011

FILOSOFIA INSIPIENTE



Criticar o senso comum e ainda assim fazer parte dele. Essa é a filosofia insipiente.



A maioria das pessoas sempre o faz, embora jurem até o fim que não.



Ah, se todos fossem bem menos hipócritas e dissessem sobre o que realmente tem conhecimento. Apontar o dedo é tarefa de tolos; conhecer, entender, ter motivos bem concretos para apontar e deveras criticar é tarefa para sábios. Para quem realmente pensa e usa a cabeça. Quer um exemplo disso? Da próxima vez que você disser assim: "político é tudo corrupto", ou então "Em Brasília todos roubam", pense muito bem sobre isso. Há gente honesta engolindo sapos para seguir valores éticos.



Isso foi apenas um exemplo.



O recado é o seguinte: jamais compactue com as ideias da filosofia insipiente.



Nunca generalize, mesmo achando que tem as informações suficientes para isso.






Roberta Amaro

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

FECHADO PARA BALANÇO



Tem momentos que não tem jeito; não há como fugir deles, os balanços que necessariamente precisam ser feitos. Pois é, hoje foi um dia de balanço. Contabilizar, verificar, analisar, pensar, pensar, pensar,pensar, pensar, pensar e pensar de novo. Para na milionésima vez você descobrir que deveria pensar mais um pouco.



"FECHADO PARA BALANÇO". É bem assim que a sensação que dias como esses traduzem. Algo mais o menos assim: parar para ver o quanto lucrou, por que não lucrou, o que fazer para lucrar, para triplicar o lucro, se ainda há tempo para lucrar.


Mas e daí se eu não quero lucrar? Qual o problema?


Eu quero é pensar no que realmente importa para mim. Não vejo lucros, aprendendo para depois desaprender. Ou melhor, fingir que aprende para depois ter de me desfazer da farsa. Eu não sou hipócrita, e não pretendo ser para alcançar objetivos definidos.


Hoje fechei para um balanço, pensei mais um pouco do que o de costume. Descobri que objetivos e metas que se alicerçam em lucros são quase sempre transitórios.


Para um objetivo ser resoluto e enérgico é preciso primeiramente lograr êxito na mente. Caso ele dependa das circunstâncias, seus balanços sempre resultarão no vermelho. Mesmo que aparentemente a situação espelhe alguns poucos lucros.


Nunca se alicerçe nos lucros e sim na forte essência dos pensamentos acerca desse objetivo.


Que pensa não lucra, prospera.



Roberta Amaro

terça-feira, 4 de outubro de 2011

ALIENÍGENA

ALIENÍGENA

Há momentos que mesmo não acreditando em toda essa ideia maluca de extraterrestre você acaba compactuando com essa (não) lógica. Digo isso por que apesar de não acreditar nos Ets, discos voadores e companhia limitada, certamente um dia você se sentirá um.
Sim algum dia você será um alienígena, ou melhor, farão você parecer um.
Dia desses conheci uma pessoa que não se conformava em não ter me conhecido ainda, já que mora no mesmo bairro em que resido. "Como assim eu não te conheço?". Essa pessoa disse que não nos conhecíamos pelo fato de eu ficar somente em casa. Ou seja, a culpa só poderia ser mesmo minha né, a alienígena, que impede os outros de me conhecerem pela simples escolha de me reservar ao anonimato.
Bom eu diria que me sinto de consciência tranquila por me dedicar a tarefas mais relevantes do que passear pela rua do bairro com plenos motivos de me fazer conhecida. É imprescionante como o legado de ser popular acompanha a gente desde a época de colégio. Se você não for aquele cara comunicativo ou a patricinha sociável amiga de todos, certamente terá grandes problemas. A regra é ser popular ou pelo menos tentar ser, caso contrário você será um ALIENÍGENA.
Hoje você só é normal se for CONHECIDO. Não importa o que você seja para as pessoas que realmente interessam, para as que não interessam você será sempre um ALIENÍGENA, caso não se insira no padrão.
É a cultura do SE MOSTRAR, que tem sido muito bem reforçada com as páginas de relacionamento online, onde se publicam fotos, história de vida, preferências, rotina, estado civil, estado de espírito, etc. As pessoas sabem mais da vida dos outros do que delas próprias. O visitante do seu orkut conhece mais a sua rotina do que quem de fato está do seu lado. Sua mãe não sabe aonde será a festa do sábado à noite, mas todos os seus 800 "amigos" do orkut possivelmente sabem porque lêem todos os dias suas atualizações. Aliás, sua mãe nem saberá da festa não é verdade?
Uma inversão de valores, se outrora buscava-se a privacidade hoje se faz o impossível para poder expor ela a milhões de pessoas online pelo mundo ao mesmo tempo.
Há pouco menos de um ano fiz um orkut e em menos de 6 meses de uso deletei minha conta. O objetivo era divulgar as minha publicações e meus blogs, mas obviamente não funcionou. Ninguém quer ler no orkut textos, senão as atualizações do tipo: " Maria mudou seu Status para Solteiro". " João recebeu um comentário em sua foto." Tudo bem se você escrever algo interessante e que faça as pessoas pensarem e usar o raciocínio, mas você não ganhará Selos ou estatus de popular por isso. A Joana lá é popular por que sempre tem alguém comentando suas fotos, para isso ela nem precisou usar a "massa encefálica" apenas posou para o flash.
O orkut quer saber se você é bonito ou feio. Se é solteiro ou comprometido, ou até quando seu estado civil será esse. Se você se vestiu bem na última festa, quem ficou com quem. Quem pagou o mico por ter achado que álcool etílico era água. Enfim...
Lá ninguém quer saber o que você pensa, querem saber o que você faz todos os dias.
E isso, sinto muito, não tenho interesse nenhum de que as pessoas saibam. Nem no orkut, muito menos no meu bairro.
Assim eles me fazem alienígena, e eu realmente prefiro me resignar a essa condição de estranha.
Roberta Amaro

domingo, 2 de outubro de 2011

O ALVO DA MAIOR ARMA




Durante todos os séculos a capacidade inalienável humana de pensar fora elemento norteador dos acontecimentos históricos. O uso dessa capacidade em suma constitui a maior arma da espécie humana. Uma arma apontada no principal alvo ou anseio: o de ser livre.


O verdadeiro princípio deveria ser este: quando o pensamento é uma arma a liberdade deveria ser o alvo. Contudo não é bem assim que acontece; e a História tem comprovado isso.


A atrofia do pensamento serviu e ainda serve como algemas políticas, religiosas, étnicas e várias outras que mantém em cárcere a tão almejada liberdade.


Um retrocesso na história até a metade do século XX é suficiente para que se perceba as consequências desastrosas do mau manuseio desta arma: o pensar.


O pensamento que regia o mundo outrora, principalmente nas principais economias do globo, não era o de se tornarem livres ou propagar a liberdade. O anseio era ,pois, o de se tornarem dominadores. Um corpo nunca poderá ser controlado por duas cabeças, quem dirá o mundo. E o resultado foi as duas Grandes Guerras Mundiais.


Na Europa, a distorção do pensamento atrelada ao preconceito não somente ceifaram vidas, como também despiram o caráter humano em praça pública. Dois pensamentos distintos não coadunam em uma mesma mente, todavia houve dominadores que ousassem tal feitio. Foram capazes de acreditar que isso fosse funcional em um único mundo.


Enfim, são infindáveis os exemplos do mau emprego da capacidade de pensar, que no decorrer dos séculos perpetua as ditaduras de outrora. As opressões só aderiram novas roupagens. Hoje são o que os historiadores chamam de incorrespondência histórica. Um retrocesso em meio a grandes avanços.


No início desse ano uma onda de protestos alastrou-se pelo Oriente Médio, contra as então ditaduras odiosas, que em pleno século XXI ainda ousam permanecer funcionais. "O POVO DERRUBOU O GOVERNO". "30 ANOS DE DITADURA DERRUBADOS EM 18 DIAS". "REBELDES RESISTEM CONTRA A PERMANÊNCIA DO DITADOR". Era o que se noticiava nas manchetes dos principais jornais mundiais. Todo o sensacionalismo soa como um grande avanço, com forte significância e alarde na conjuntura internacional, entretando ainda assim preocupam.


Especialistas ressaltam que revoltas contra tiranias podem acabar com um belo final, em um fracasso sangrento ou em outra tirania.


Já se passaram meses desde que as primeiras reações contra ditadores iniciaram-se. A perspectiva de um "grand finale" , ou seja, de um belo final tornou-se mais do que uma utopia, sendo praticamente impossível. O saldo desses meses de confronto parecem confirmar as duas últimas perspectivas. Um grande número de civis mortos, ataques em espaços públicos, ditadores resistentes em suas fortalezas, militares assumindo "provisoriamente" o poder.


Tudo sempre muito instável no Oriente Médio e o mundo desconhece o destino de todos esses acontecimentos.


Luta-se pelas ideias, por pensamentos; a liberdade,porém, ainda não alcança espaço.


O ser humano pensa, mas o poder cega.


E Voltaire estava certo quando ponderou: "Ser verdadeiramente livre é poder".


O poder que o ser humano conhece garante a liberdade apenas para aquele que o detém.


E o alvo da maior arma, para a grande maioria, permanece assim, inatingível.




Pense nisso!




Roberta Amaro
















quinta-feira, 15 de setembro de 2011

ESCREVA-ME




Escreva-me


Escreva-me quando o vento tiver desfolhado as árvores
Os outros tiverem ido ao cinema, e você quiser ficar sozinha
Se você não quer falar muito então escreva-me
Servirá para fazê-la sentir-se menos fraca, quando nas pessoas encontrar
Somente indiferença, nunca se esqueça de mim
E se você não tiver nada de particular para dizer
Não precisa se preocupar, eu saberei entender
Pra mim, basta saber que você pensa em mim ao menos um minuto
Porque eu sei ficar contente mesmo com uma simples saudação
É necessário tão pouco para sentir-se mais perto
Escreva-me quando o céu parecer mais claro
Os dias agora se alongam
Mas não espere pela tarde, se você tem vontade de cantar
Escreva-me, mesmo quando você achar que está apaixonada...
E se você não tiver nada de particular para dizer
Não precisa se preocupar, eu saberei entender
Pra mim, basta saber que você pensa em mim ao menos um minuto
Porque eu sei ficar contente mesmo com uma simples saudação
É necessário tão pouco para sentir-se mais perto
Escreva-me, mesmo quando você achar que está apaixonada...
Ooooh, escreva-me.
Renato Russo


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

FÉ POR GEOGRAFIA




Sabemos que o ser humano é, em grande medida, um produto de seu ambiente. Se ele nasceu de pais brasileiros, falará português, comerá comida brasileira, e provavelmente vai gostar de futebol. Se tivesse nascido no Japão, falaria japonês, comeria o japônica (arroz japonês) todos os dias, e gostaria de beisebol ou de assistir sumô.

Questão de lógica.

Infelizmente, o mesmo acontece com a fé das pessoas. A maioria das pessoas professa a fé que adquiriu devido à sua localização geográfica. O brasileiro há uns anos atrás já nascia praticamente com um terço no pescoço (ainda que nos últimos anos, a religião de berço do brasileiro nem sempre é a católica).

O mesmo se dá com o muçulmano, o judeu, o budista, o espírita, e até mesmo o ateu. As pessoas professam a fé que lhes foi passada por seus pais. Se você tivesse nascido na Arábia Saudita, provavelmente seria muçulmano. Se na China, seria budista, taoísta, ou mesmo agnóstico.

Quer dizer, esse tipo de fé é fruto de tradição, costumes, e influência. Essa fé, porém, é uma fé falsa. É religiosa, sem pé nem cabeça, e não funciona quando a pessoa mais precisa. A inteligência nos diz que a fé em Deus (que não tem nacionalidade nem costumes) não pode estar sujeita aos costumes e tradições de um povo.

Então, de onde vem a verdadeira fé?

Ela é fruto do raciocínio, do uso da inteligência sobre as coisas criadas por Deus. Quando você pensa nas coisas que Deus criou, como as criou, com que finalidade etc. — você chegará a conclusões que darão origem a fé pura.

Nenhuma religião resiste ao teste de inteligência.

De onde vem a sua fé — da sua geografia, de seu ambiente, ou de sua inteligência?

No que diz respeito a fé, você tem que estar fora do mapa.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

NÃO LER A BÍBLIA POR UM MÊS?

Essa foi a idéia maluca lançada sobre a mesa durante nossa reunião de pastores e obreiros um par de noites atrás. Nós estávamos falando sobre como as pessoas de quem lemos na Bíblia não tinham a Bíblia para ler todos os dias, nem igreja para frequentar toda semana, e muitos como Abraão e Noé e José não tinham sequer um profeta para orientá-los.




E ainda assim, eles se saíram muito bem no departamento da fé.Em contraste, apesar de que as pessoas hoje têm acesso a todo tipo de apoio espiritual e recursos cristãos, ainda assim a fé delas é tão fraca e confusa.




A diferença é simples:




As pessoas da Bíblia eram praticantes do pouco que sabiam sobre Deus. Mas as pessoas que carregam a Bíblia hoje em dia estão apenas engordando com o conhecimento dela, o qual não exercitam.




Então a surgiu a ideia, que afinal não parece tão louca assim:




E se você decidisse não pegar na sua Bíblia durante um mês e, ao invés de lê-la, colocar em prática o que você já conhece dela mas ainda não pratica?




Os resultados poderão surpreendê-lo...


sábado, 3 de setembro de 2011

O SUFICIENTE




Há certas coisas que apesar de úteis e de possuírem grande significado ainda assim não são suficientes. E outras tantas que aparentemente nos parecem úteis, mas não passam de degetos acumulados com o tempo e que na maioria das vezes retardam a nossa busca pelo suficiente. Não creio que poderíamos listar todas elas, afinal são tantas e frisá-las aqui não as tornariam suficientes para mim e nem muito menos para você.


Todos os que pensam e raciocinam sobre isso são capazes de identificar o que não tem agregado nada em suas vidas. Quando se pensa, também passa-se ser capaz de compreender que há escolhas e determinados "importantes" na vida que embora sejam um progresso não garantem o êxito. É como subir uma escada. Digamos que você está prestes a subir 20 degraus, todavia só conseguiu chegar até o 11º. Tudo bem que 55% do percurso foi realizado mas ainda há 45% pendente. Quem para no 11º degrau nunca chegará ao 20º, ao suficiente.


Comparativos simples que esclarecem bem a ideia. Contudo compartilhando minhas próprias experiências talvez a compreensão se torne mais clara.


Por exemplo, todo o meu desempenho, as horas e mais horas de estudos, a maratona intensa de provas, trabalhos, pesquisas, tudo isso foi essencial para que eu pudesse agregar conhecimentos, mas não foi o suficiente para que pudesse passar de primeira no vestibular. Para alcançar a aprovação eu teria de estudar o dobro, o triplo, enfim maximizar o suficiente.


Certa vez eu abri meu guarda-roupas e ele estava lotado e mesmo assim não sabia o que vestir, tudo porque a maioria das roupas que ali estavam já não me serviam mais. Peguei todas elas e doei para quem precisava, para quem realmente caberia nelas. Fiquei com o suficiente.


Um dia eu estive sozinha, desesperada, vazia, sem saber para aonde ir. Não conseguia enxergar a solução para os meus problemas e angústias. De nada me valia a religião que professava ter, muito menos o dinheiro ou todo o conforto, nem todos os prazeres e alegrias momentâneas que o mundo pudesse oferecer. E numa atitude inteligente e racional me voltei para Deus, conheci o verdadeiro Deus e Ele foi capaz de transformar minha vida. Pensei que conhecê-Lo bastaria, mas não foi o suficiente. Eu precisei buscar o Espírito de Deus, a essência Dele para o meu caráter.




E assim o fiz, e hoje percebo que o Espírito Santo é o suficiente que me confere o discernimento necessário para buscar o que realmente importa. E é claro, jogar fora tudo o que não me acrescenta.


E assim como fiz na minha vida, eu creio que se você fizer também terá grandes recompensas por isso. Faça agora mesmo uma lista do que lhe aparenta útil, mas que ainda não é suficiente e coloque este título: PARA EU ME EMPENHAR. Faça também uma outra lista e coloque o que de fato não tem lhe servido e se desfaça de toda essa bagagem desnecessária, e coloque o título: PARA EU ME DESFAZER. Não meça esforços e se dedique.



Pense nisso!



Roberta Amaro





terça-feira, 30 de agosto de 2011

O QUE EU APRENDI COM DEUS



Com Deus eu aprendi,










  • que a religião é a raiz de todos os males porque ao invés de libertar ela aprisiona;


  • que a fé não é religião, fé é inteligência, a capacidade de acreditar quando ninguém mais acredita;


  • que não há impossível e que o limite é humano;


  • que o Espírito Santo não é somente a paz é o caráter de Deus na pessoa;


  • que o coração deve estar sujeito a mente, e não a ele próprio;


  • que ninguém possui méritos diante Dele, somos justificados pela fé que de fato praticamos;


  • que Ele confia em nós na mesma medida que confiamos Nele;


  • que vencer as próprias vontades é questão de raciocínio;


  • que Ele não quer que sigamos regras;


  • que Ele quer nossa sinceridade e não orações prontas, cada vez que oramos o que todo mundo diz é uma oportunidade que perdemos de falar de nós mesmos para Ele;


  • que para pensar como Deus deve-se saber primeiro o que Ele pensa;


  • que quando as emoções estão em alta certamente somos dominados por elas, escolhendo assim o que é errado;


  • que Deus é amor, mas acima de tudo Ele é primeiramente justiça, por isso há diferença entre aquele que O serve e o que não O serve;


  • que enquanto a pessoa não for fiel para com aqueles que estão ao seu lado muito menos será para com Deus que ela não pode ver;


  • que não importa o que façamos, a qualidade, ou o empenho que empregamos em determinadas tarefas, o reconhecimento não virá dos homens;


  • que só se aprende o que é TUDO quem está disposto a perder agora para ganhar lá na frente;


  • que a Bíblia não é apenas para ser lida e sim colocada em prática, e que as promessas devem se cumprir na vida dos que acreditam;


  • que ninguém torna-se merecedor de coisa alguma, apenas justificado pelo desempenho;


  • que a sua vida será sempre o retrato do Senhor que você tem dado ouvidos;


  • que a mágoa por alguém é um veneno que você próprio bebe;


  • que Deus só pode ser TUDO quando estamos dispostos a dar o nosso TUDO para Ele.

Certa vez alguém me disse assim: "- Servir a DEus é algo muito careta."


E agora eu respondo:


"Se servir a DEus e fazer a sua vontade é caretice, eu sou a primeira CARETA da fila."


" EU TE CONHECIA SÓ DE OUVIR, MAS AGORA OS MEUS OLHOS TE VÊEM"


(Jo 42:05)



Hoje eu sei em QUEM tenho crido. E se você quiser fazer o mesmo, pode começar agora. Como?


Acesse IURD TV a partir das 9 horas da manhã, todos os dias, e você saberá por onde começar.


http://www.arcauniversal.com/iurdtv/


Pense nisso!


Roberta Amaro

ANTES E DEPOIS DELE - PARTE II



Enquanto estive em queda livre, fui tola, irracional, desprezei. Havia sempre algo ou alguém em quem eu me apoiava e a enganosa sensação que tinha era de que estava segura, quando na verdade a minha queda estava próxima.





O fundo do poço não é confortável. Sente-se dor, vazio e uma solidão imensa como se uma espada partisse sua alma e cada parte dela ficasse sem direção. Não importa se seus problemas são físicos, externos ou interiores, o fundo do poço é certamente o mesmo. Você bate em várias portas, tenta olhar para os lados, mas o cerco está fechado. E só existe um caminho e um só jeito de sair: escalando. O caminho é para cima e não importa o saldo de feridas da sua queda. Você precisará de força e não somente disso, há de se traçar uma estratégia: PENSAR.





Pronto! Assim eu conheci a Deus, pensando. Não foi fácil sair do tremedal de lama e ainda escalar o poço com todas aquelas feridas alí, bem abertas. Mas eu consegui e hoje estando em terra firme posso dizer e provar com a vida que tenho:





vale tudo, e essa foi a pior e melhor queda da minha vida.










Amanhã irei compartilhar tudo o que tenho aprendido com Deus, caso você queira uma direção não perca o post de amanhã.










Roberta Amaro






















segunda-feira, 29 de agosto de 2011

ANTES E DEPOIS DELE - PARTE I





Indiferente e distante era como eu estava. Invisível, impalpável e desconhecido era o que Ele representava para mim.



Eu vivi pouco tempo cega e longe Dele. Mas quando o conheci era como se eu estivesse longe há mais de dez décadas. Creio que é assim que se sente uma pessoa quando conhece a Deus de verdade.



É imensurável o prazer que hoje tenho na minha vida por tê-Lo, não só ao meu lado, mas dentro de mim. À medida que o tempo passa sinto-me mais próxima Dele e com as experiências que vivo por causa da minha fé estou certa de estar a cada dia mais conforme a sua vontade.



Mas como já disse nem sempre foi assim.






Ninguém conhece a Deus apenas por frequentar uma igreja, ou por ler a Bíblia, nem tão pouco pela religião que professa ter.



A pessoa conhece Deus quando usa a sua mente. Em outras palavras, quando ela pensa.






E isso era de fato o que eu não possuia, a capacidade de vê-Lo racionalmente.



Eu nasci numa família tradicional e moderadamente religiosa e desde cedo não compreendia o motivo pelo qual as pessoa iam a uma igreja. Lembro-me de que os domingos pela manhã representavam apenas dias em que eu podia colocar todos os meus vestidos e roupas novas. Ir à igreja era praticamente um desfile e eu apenas uma criança na hipocrisia. Não via a hora de ir embora, entrava vazia e saía mais vazia ainda. Não entendia nada e a impressão que tinha na minha mente infantil era de que toda aquela gente saía dalí como eu, vazia, impaciente e distante.



A nossa frequência a igreja diminuiu bastante com o tempo, todavia um número suficiente para que eu pudesse notar que pouca coisa mudava. Os domingos, a sequência das reuniões ecumênicas, a minha família, as pessoas e até, é claro, os meus vestidos.



Desde garotinha eu anseava mais, gostaria de saber quem era Deus já que sempre ouvia tanto falar dele, mas de uma forma muito superficial. Não conseguia decorar e compreender todas aquelas orações prontas que as pessoas faziam e por que elas faziam. Por que orar as mesmas palavras se o que cada um queria era tão diferente?



Eu queria falar, mas não sabia como. As palavras que conhecia de nada me serviam. Que credibilidade teria uma criança de 12 anos questionando um sistema secular?



Na verdade não havia um motivo suficientemente forte para buscar o que realmente eu queria, mesmo que inconsciente. Eu estive distante, fui tola. Assim eu era antes Dele.



E quem sabe ao ler essas palavras você também se sinta assim, distante. Com ou sem motivos suficientes posso lhe dizer em apenas algumas palavras o que realmente importa:






Uma pessoa só conhece a Deus no fundo do poço, se você ainda não O conhece é porque ainda está em queda livre.






Eu cheguei ao fundo do poço.






Amanhã falarei como foi essa experiência e como consegui sair da lama...






Roberta Amaro






segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A META






Alguns anos atrás eu escrevi em um papel a seguinte meta: SEJA REALISTA.


Estava farta de toda aquela natureza feminina tendencional à emoção. Nós mulheres somos mais sentimentais e por causa disso sofremos na mesma proporção, ou seja, bem mais.


O que nos torna mais humanas também impede um ação prática e racional que geralmente resolveria tudo, não fossem as lágrimas derramadas...


Havia de fato uma revolta em mim naquela época, e que por sinal tento conservar acesa até hoje. Eu não queria ser um robô sem coração, afinal isso seria realmente impossível. Mas diante de tudo, eu só queria não sentir, não ter um coração que me fizesse sofrer tanto e por pequenos motivos.


E no auge da insatisfação pude perceber que ser humana não estava associado a um "sentir" e sim ao pensar. Ou seja, para que pudesse ser realista e parar de sofrer por qualquer coisa eu deveria usar a cabeça e não todo o meu estoque de lágrimas.


Quando você chora é como se colocasse o coração para resolver e infelizmente ele não tem competência para isso.


O raciocínio serve para você focar na solução e enxergar a melhor estratégia. Agora, como você espera enxergar chorando? As lágrimas certamente irão distorcer sua visão.




Dica: SEJA FRIA, REALISTA, PERSPICAZ, ao resolver os problemas que insistem em lhe arrancar lágrimas.




Pense nisso!




Roberta Amaro