" ESCREVER É AMADURECER COM AS PRÓPRIAS IDEIAS!"

( Roberta Amaro )

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

NA DEFENSIVA

 
Outro dia fui tentar ajudar uma pessoa e valendo-me de minhas observações a seu respeito disse para ela:
 
" - Eu acho que você deveria desacelerar um pouco, dar um tempo para si. Deixar de ficar se enchendo de tantas tarefas e reclamando por ter que realizá-las."

Em alto e bom tom olha o que eu ouvi como resposta:
 
"- Você não sabe de nada. Não sou uma pessoa atoa, eu sei o que tenho que fazer e ninguém tem nada haver com isso."
 
A intenção era só ajudar, todavia mais parecia que simplesmente por falar eu estava declarando uma guerra. Minha reação foi a apatia, ignorei e me surpreendi comigo mesma.
 
É complicado lidar com pessoas assim, que ficam sempre na defensiva. Você pode tentar lhes estender as mãos para ajudar e ainda assim é como se estivesse na iminência de proferir nelas um bom tapa. Eu diria que toda essa situação é desconfortável demais porque acaba fazendo você perder a naturalidade ao falar com quem adota esse comportamento.
 
Sabe aquela regra ou etiqueta de boa comunicação: PENSE ANTES DE FALAR? Pois bem, com esse tipo de pessoa você deve não só seguir à risca como também exagerar na dose, coisa do tipo: PENSE 1.000.000.000 DE VEZES ANTES DE FALAR.
 
Achou exagero? Que nada! Corre um sério risco de você dizer " Executou bem a tarefa" e ainda ser mau interpretado:
 
" Se falou bem é porque não gostou de verdade." " Se tivesse gostado diria que ficou excelente."
E blá, blá, blá, blá, blá...
 
Que tédio! Acho que entenderam o que quero dizer, certo?
A razão é: você fala A, a pessoa entende B e ainda questiona por que não o C? E você é massacrado pela sua objetividade.

Difícil... E posso apostar que todo mundo já teve que lidar com gente assim, que vive nas trincheiras achando que irão ser bombardiadas a qualquer momento. Creio que você nunca tenha entrado numa trincheira, eu também não, mas certamente já deve ter visto uma nos livros de história. Numa guerra elas servem como proteção e os soldados podem passar muito tempo alí. A estratégia é se proteger e atirar, mesmo que a sua visão esteja comprometida, caso o tiro acerte o inimigo fica pago da terefa e caso atinja um aliado, paciência...você estava na trincheira atirando ao acaso.
Assumindo essa posição a pessoa não quer se machucar, todavia acha-se no direito de ferir quem quer que seja.
 
 A verdade machuca, fere, dói, mas eu pergunto até quando? Até quando você continuará se esquivando da verdade e se associando a uma mentira? Tratando a todos com aspereza e esperando respeito em troca?
 
Não adianta sair da trincheira se a guerra que você mesmo declarou está a todo vapor do lado de fora. Você precisa decretar um cessar fogo, desarmar-se. Deixar de tirar conclusões precipitadas, parar de se ofender por qualquer palavra. Corrigir esse mau hábito.

Enquanto isso não for feito você continuará escravo da própria ausência de discernimento.

Saia da defensiva!

Pense nisso!
Roberta Amaro

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