" ESCREVER É AMADURECER COM AS PRÓPRIAS IDEIAS!"

( Roberta Amaro )

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

BATATA QUENTE






Insegurança ou preguiça? Sinceramente não sei a qual desses dois motivos deve-se delegar a culpa pelas pessoas pensarem tão pouco. O que leva alguém transferir para outrem o seu direito de escolha? De ser autor das próprias decisões?
“O que você acha que devo fazer? O que devo escolher? Será que é a pessoa certa? O que você faria em meu lugar? Você acha que eu deveria...?”
A impressão que se tem é a de que estamos brincando de “BATATA QUENTE”. Sabe aquela brincadeira de criança? Pois é, a pessoa não assume os riscos e nem sequer é capaz de pensar racionalmente sobre a decisão melhor para si. Daí, ela joga a “batata quente” em suas mãos para que você decida por ela. E uma coisa é certa, se der errado ela vai te culpar.
Simples assim para ela e complicado demais para quem precisa lidar com essas “batatas”.
Por que não decidir com a própria cabeça?
Às vezes a solução é tão óbvia, mas algumas pessoas já se acostumaram, simplesmente a não decidir.
Ei! Será que já não passou da hora de você lidar com essas “batatas”?
Vamos lá comece por descascá-las.
Roberta Amaro

domingo, 30 de outubro de 2011

UMA POESIA DE RONALDO AMARO


História...
Sinônimo de passado,
Nos faz reféns de algo vivido...

Seja bom ou ruim,
Lá ela estará,
Se misturando com o presente,
Que nos transporta para um passado que já é distante...
Muita coisa não virou história
Por ainda não termos vivido...
Mas projetos nos vêm a mente,
Que nos prepara para num presente,
Lembrarmos de uma história, ou seria passado guardado na mente!

Ronaldo Amaro.
09/02/2011

terça-feira, 25 de outubro de 2011

ELES O FAZEM DE GRAÇA

Diante de tanta besteira que tenho ouvido por aí ultimamente, não poderia ficar calada. Assim faço minhas as palavras do Bispo Renato Cardoso neste post, publicado recentemente em seu blog pessoal.


"Eles o fazem de graça
Tem gente que ganha a vida criticando os outros. Eu entendo. Eles têm pelo menos uma boca para alimentar. Se realmente sãos bons nisso, que o façam.

O que eu não entendo é aqueles que o fazem de graça. Pessoas patéticas, tristes, e vazias, cuja existência é tão insignificante que têm que atacar os outros a fim de justificar o seu próximo fôlego.

Se pelo menos eles dedicassem sua energia para ajudar uma alma menos afortunada. Quem sabe, talvez, eles começassem a se sentir melhor com eles mesmos.

O problema é que não é tão fácil encontrar almas menos afortunadas do que a deles mesmos. "

http://www.bprenatocardoso.com/

terça-feira, 18 de outubro de 2011

18 de OUTUBRO - DIA DO MÉDICO E O SONHO QUE O GOVERNO NÃO CONSEGUE ALIMENTAR




Primeiramente gostaria de cumprimentar aos médicos nesse dia 18 de outubro. Parabéns a todos os profissionais que encontram na profissão o sacrifício prazeroso de cuidar de vidas. Minha sincera admiração.

Atrás do sonho de exercer um ofício tão tradicional e importante como a Medicina, existe um outro sonho que particularmente faz ou já fez parte de um médico. O sonho de salvar vidas e cuidar dos que não tem tantos recursos assim. Um sonho que infelizmente se perde, e se perde sozinho nos longos anos de estudos.



Quando opta-se pela profissão e logo no início da faculdade a grande maioria dos estudantes pensam assim, querem se formar e trabalhar na saúde pública. No começo todos querem transformar o cenário caótico dos hospitais públicos, com aqueles corredores frios, lotados e permeados de muita dor e revolta. Todavia, é só se formarem para o sonho virar uma utopia. O desejo de utilizar todo o conhecimento e capacitação profissional em prol da saúde pública é substituído pelo atrativo das especializações e as suas consistentes remunerações.



Os profissionais não têm culpa. Todos temos o direito de buscar melhores empregos, melhores condições de trabalho e um padrão de vida melhor num país que... bem você sabe. E a situação é aquela que conhecemos, formam-se milhões de médicos e faltam milhões de médicos na rede de saúde pública em todo o país.






Um país que remunera mais quem julga do que quem salva vidas e cuida para o bem estar dessas vidas, só pode estar assim mesmo: doente.






QUE UM DIA ESSE SONHO POSSA SER REALIDADE! E O NOSSO GOVERNO SAIBA O QUE PRIORIDADE...






Pense nisso!

Roberta Amaro

domingo, 16 de outubro de 2011

GRATO, EU? PENSE NISSO!

video

PÕE UM BAND-AID AÍ!







Se você era como eu quando criança, você adorava ter um band-aid em algum lugar do corpo. Havia algo legal e divertido naquilo. E eu suspeito que o pessoal da Johnson & Johnson sabia disso também. Eles faziam todos os tipos de band-aids legais, de várias as cores e com personagens de desenhos animados. Você até queria sofrer um corte e sangrar um pouco para ter um...

Band-aid é bom para o que foi feito — arranhões e pequenos cortes. Infelizmente, ele não ajuda a curar nada mais sério.

A vida também oferece muitos tipos diferentes de band-aids para os nossos problemas.

Bateu um clima ruim com seus pais? Tranque-se em seu quarto e coloque o seu iPod nos ouvidos no último volume. Problemas de comunicação no casamento? Saia para tomar um drink com os amigos. Está com raiva? Dê um soco na parede. O dinheiro está curto? Coloque no cartão de crédito.

Soluções tipo band-aid para os problemas da vida se acham em abundância. Elas são baratas, fáceis, e oferecem alívio imediato. Quer dizer, até que se tornam caras, ineficazes, e inúteis.

Enquanto as raízes dos problemas não são tratadas, elas só vão ficando mais fortes. Os problemas voltam cada vez piores. E cortar as raízes torna-se cada vez mais difícil.

Quantos band-aids serão precisos, e quanto mais perda e dor, para você perceber que você precisa lidar com a raiz?


http://www.folhauniversal.com.br/capaiurd/noticias/corte-o-mal-pela-raiz-7666.html

terça-feira, 11 de outubro de 2011

FALTA PROFISSIONALISMO



O Ensino Superior do Brasil forma mais "diplomados" do que profissionais que fazem valer o diploma que possuem.
Creio que essa talvez não seja apenas uma impressão minha. Você certamente já deve ter pensado sobre isso. O fato de haver muito mais "diplomados" no mercado do que verdadeiros profissionais tem gerado situações complicadas. Situações essas que tanto eu, quanto você, já tivemos a infelicidade de presenciar. Ou que pelo menos passaremos algum dia.
Há um mês, meus pais levaram meus dois cachorros numa clínica veterinária para a realização de uma cirurgia de castramento. Até aí tudo bem. A cirurgia foi feita, os cachorro tiveram um pós operatório tranqüilo e depois de 10 dias foram levados para a retirada dos pontos. Um dos meus cachorros, o Lupy, conseguiu tirar o próprio ponto antes de completar 10 dias; contudo nada que pudesse comprometer a cicatrização. Previamente a minha mãe já havia comunicado a veterinária sobre o incidente. Por telefone, a instrução recebida foi a de continuar fazendo os curativos. Toda recomendação foi seguida a risca.
Chegado o décimo dia, um sábado, levamos Max e Lupy. A consulta estava marcada para às sete e meia da manhã. Apesar da nossa pontualidade, a Dra. “X” resolveu nos oferecer um bom “chá de cadeira”. Esperamos uns 45 minutos. O Lupy foi o primeiro e quando minha mãe mencionou o incidente dos pontos a veterinária foi infeliz no seu comentário. Num tom de extrema ironia perguntou por que tínhamos levado o Lupy, já que não havia pontos para retirar. Minha mãe foi categórica. Em tom de elegância e sem perder a cabeça respondeu a veterinária que com ponto ou sem ponto, ela deveria fazer uma observação clínica no Lupy. A veterinária consentiu meio sem graça, arrependida pelo o que havia proferido sem pensar.

Pois é, há uma porção de profissionais desse nível no mercado, que só pensam mesmo no lucro, no salário no final do mês. Nada contra os “Pet Shops” e clínicas para cachorro, mas quando o assunto é gastar com banhos, tosa, cirurgias e afins, eles fazem a maior propaganda. Insistem até você ceder, mas depois, geralmente é esse o tratamento que você acaba tendo. Veterinários sempre costumam achar que você está sempre disposto a gastar rios de dinheiro com um animal de estimação. São profissionais, a vida deles depende disto - o quanto que eu e você gasta com um cachorro - porém vejamos os exageros.
Mas esse é outro assunto.
Quanto a falta de bom senso da profissional ou falta de educação, como preferirem, eu atrevo-me a dizer que se deve realmente a essa realidade: “um mercado de diplomados”.
Falta profissionalismo, uma atitude de respeito para com o cliente, e no caso para o paciente também. É de responsabilidade de qualquer profissional da área médica a análise clínica sobre o paciente no pós- operatório. A retirada de uma sutura é irrelevante, o que mais importa é o estado do indivíduo, seja ele humano ou cachorro. O Lupy estava aparentemente bem, mas quem deveria fazer esse diagnóstico pós- cirúrgico, eu uma simples e leiga estudante de pré vestibular ou ela, bacharel em medicina veterinária com certificação no CRMV ?
Fiquei de fato estarrecida com toda essa situação. É difícil encontrar soluções para esse problema. A oferta de cursos superiores é grande, a qualidade desse cursos , porém, está se tornado cada vez mais duvidosa. E o resultado quem sente somos nós, consumidores e clientes, que de certa forma precisa desses serviços. Por isso a única alternativa cabível é nos tornarmos cliente seletivos e exigentes, analisando quais profissionais elegemos no mercado. Essa seleção é importante para garantir um serviço de qualidade e também evita com que passemos por situações desagradáveis como a que relatei aqui.
Uma coisa é certa, a Dr. “X, nunca mais coloca os dedos nos meus cachorros. Ela deu motivos o suficiente para ser titulada como mais uma “diplomada” sem profissionalismo no mercado. Se ela não consegue tratar o dono do cachorro com um mínimo de educação, quem dirá o animal.

Obs.: talvez ela precise de uma ajudinha do dicionário para entender o que é profissionalismo.

Definologia. O profissionalismo é a tendência da manifestação consciencial; apresentar a postura profissional com maturidade, seriedade, competência, responsabilidade e honestidade.

Pense nisso!
Roberta Amaro.

sábado, 8 de outubro de 2011

FILOSOFIA INSIPIENTE



Criticar o senso comum e ainda assim fazer parte dele. Essa é a filosofia insipiente.



A maioria das pessoas sempre o faz, embora jurem até o fim que não.



Ah, se todos fossem bem menos hipócritas e dissessem sobre o que realmente tem conhecimento. Apontar o dedo é tarefa de tolos; conhecer, entender, ter motivos bem concretos para apontar e deveras criticar é tarefa para sábios. Para quem realmente pensa e usa a cabeça. Quer um exemplo disso? Da próxima vez que você disser assim: "político é tudo corrupto", ou então "Em Brasília todos roubam", pense muito bem sobre isso. Há gente honesta engolindo sapos para seguir valores éticos.



Isso foi apenas um exemplo.



O recado é o seguinte: jamais compactue com as ideias da filosofia insipiente.



Nunca generalize, mesmo achando que tem as informações suficientes para isso.






Roberta Amaro

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

FECHADO PARA BALANÇO



Tem momentos que não tem jeito; não há como fugir deles, os balanços que necessariamente precisam ser feitos. Pois é, hoje foi um dia de balanço. Contabilizar, verificar, analisar, pensar, pensar, pensar,pensar, pensar, pensar e pensar de novo. Para na milionésima vez você descobrir que deveria pensar mais um pouco.



"FECHADO PARA BALANÇO". É bem assim que a sensação que dias como esses traduzem. Algo mais o menos assim: parar para ver o quanto lucrou, por que não lucrou, o que fazer para lucrar, para triplicar o lucro, se ainda há tempo para lucrar.


Mas e daí se eu não quero lucrar? Qual o problema?


Eu quero é pensar no que realmente importa para mim. Não vejo lucros, aprendendo para depois desaprender. Ou melhor, fingir que aprende para depois ter de me desfazer da farsa. Eu não sou hipócrita, e não pretendo ser para alcançar objetivos definidos.


Hoje fechei para um balanço, pensei mais um pouco do que o de costume. Descobri que objetivos e metas que se alicerçam em lucros são quase sempre transitórios.


Para um objetivo ser resoluto e enérgico é preciso primeiramente lograr êxito na mente. Caso ele dependa das circunstâncias, seus balanços sempre resultarão no vermelho. Mesmo que aparentemente a situação espelhe alguns poucos lucros.


Nunca se alicerçe nos lucros e sim na forte essência dos pensamentos acerca desse objetivo.


Que pensa não lucra, prospera.



Roberta Amaro

terça-feira, 4 de outubro de 2011

ALIENÍGENA

ALIENÍGENA

Há momentos que mesmo não acreditando em toda essa ideia maluca de extraterrestre você acaba compactuando com essa (não) lógica. Digo isso por que apesar de não acreditar nos Ets, discos voadores e companhia limitada, certamente um dia você se sentirá um.
Sim algum dia você será um alienígena, ou melhor, farão você parecer um.
Dia desses conheci uma pessoa que não se conformava em não ter me conhecido ainda, já que mora no mesmo bairro em que resido. "Como assim eu não te conheço?". Essa pessoa disse que não nos conhecíamos pelo fato de eu ficar somente em casa. Ou seja, a culpa só poderia ser mesmo minha né, a alienígena, que impede os outros de me conhecerem pela simples escolha de me reservar ao anonimato.
Bom eu diria que me sinto de consciência tranquila por me dedicar a tarefas mais relevantes do que passear pela rua do bairro com plenos motivos de me fazer conhecida. É imprescionante como o legado de ser popular acompanha a gente desde a época de colégio. Se você não for aquele cara comunicativo ou a patricinha sociável amiga de todos, certamente terá grandes problemas. A regra é ser popular ou pelo menos tentar ser, caso contrário você será um ALIENÍGENA.
Hoje você só é normal se for CONHECIDO. Não importa o que você seja para as pessoas que realmente interessam, para as que não interessam você será sempre um ALIENÍGENA, caso não se insira no padrão.
É a cultura do SE MOSTRAR, que tem sido muito bem reforçada com as páginas de relacionamento online, onde se publicam fotos, história de vida, preferências, rotina, estado civil, estado de espírito, etc. As pessoas sabem mais da vida dos outros do que delas próprias. O visitante do seu orkut conhece mais a sua rotina do que quem de fato está do seu lado. Sua mãe não sabe aonde será a festa do sábado à noite, mas todos os seus 800 "amigos" do orkut possivelmente sabem porque lêem todos os dias suas atualizações. Aliás, sua mãe nem saberá da festa não é verdade?
Uma inversão de valores, se outrora buscava-se a privacidade hoje se faz o impossível para poder expor ela a milhões de pessoas online pelo mundo ao mesmo tempo.
Há pouco menos de um ano fiz um orkut e em menos de 6 meses de uso deletei minha conta. O objetivo era divulgar as minha publicações e meus blogs, mas obviamente não funcionou. Ninguém quer ler no orkut textos, senão as atualizações do tipo: " Maria mudou seu Status para Solteiro". " João recebeu um comentário em sua foto." Tudo bem se você escrever algo interessante e que faça as pessoas pensarem e usar o raciocínio, mas você não ganhará Selos ou estatus de popular por isso. A Joana lá é popular por que sempre tem alguém comentando suas fotos, para isso ela nem precisou usar a "massa encefálica" apenas posou para o flash.
O orkut quer saber se você é bonito ou feio. Se é solteiro ou comprometido, ou até quando seu estado civil será esse. Se você se vestiu bem na última festa, quem ficou com quem. Quem pagou o mico por ter achado que álcool etílico era água. Enfim...
Lá ninguém quer saber o que você pensa, querem saber o que você faz todos os dias.
E isso, sinto muito, não tenho interesse nenhum de que as pessoas saibam. Nem no orkut, muito menos no meu bairro.
Assim eles me fazem alienígena, e eu realmente prefiro me resignar a essa condição de estranha.
Roberta Amaro

domingo, 2 de outubro de 2011

O ALVO DA MAIOR ARMA




Durante todos os séculos a capacidade inalienável humana de pensar fora elemento norteador dos acontecimentos históricos. O uso dessa capacidade em suma constitui a maior arma da espécie humana. Uma arma apontada no principal alvo ou anseio: o de ser livre.


O verdadeiro princípio deveria ser este: quando o pensamento é uma arma a liberdade deveria ser o alvo. Contudo não é bem assim que acontece; e a História tem comprovado isso.


A atrofia do pensamento serviu e ainda serve como algemas políticas, religiosas, étnicas e várias outras que mantém em cárcere a tão almejada liberdade.


Um retrocesso na história até a metade do século XX é suficiente para que se perceba as consequências desastrosas do mau manuseio desta arma: o pensar.


O pensamento que regia o mundo outrora, principalmente nas principais economias do globo, não era o de se tornarem livres ou propagar a liberdade. O anseio era ,pois, o de se tornarem dominadores. Um corpo nunca poderá ser controlado por duas cabeças, quem dirá o mundo. E o resultado foi as duas Grandes Guerras Mundiais.


Na Europa, a distorção do pensamento atrelada ao preconceito não somente ceifaram vidas, como também despiram o caráter humano em praça pública. Dois pensamentos distintos não coadunam em uma mesma mente, todavia houve dominadores que ousassem tal feitio. Foram capazes de acreditar que isso fosse funcional em um único mundo.


Enfim, são infindáveis os exemplos do mau emprego da capacidade de pensar, que no decorrer dos séculos perpetua as ditaduras de outrora. As opressões só aderiram novas roupagens. Hoje são o que os historiadores chamam de incorrespondência histórica. Um retrocesso em meio a grandes avanços.


No início desse ano uma onda de protestos alastrou-se pelo Oriente Médio, contra as então ditaduras odiosas, que em pleno século XXI ainda ousam permanecer funcionais. "O POVO DERRUBOU O GOVERNO". "30 ANOS DE DITADURA DERRUBADOS EM 18 DIAS". "REBELDES RESISTEM CONTRA A PERMANÊNCIA DO DITADOR". Era o que se noticiava nas manchetes dos principais jornais mundiais. Todo o sensacionalismo soa como um grande avanço, com forte significância e alarde na conjuntura internacional, entretando ainda assim preocupam.


Especialistas ressaltam que revoltas contra tiranias podem acabar com um belo final, em um fracasso sangrento ou em outra tirania.


Já se passaram meses desde que as primeiras reações contra ditadores iniciaram-se. A perspectiva de um "grand finale" , ou seja, de um belo final tornou-se mais do que uma utopia, sendo praticamente impossível. O saldo desses meses de confronto parecem confirmar as duas últimas perspectivas. Um grande número de civis mortos, ataques em espaços públicos, ditadores resistentes em suas fortalezas, militares assumindo "provisoriamente" o poder.


Tudo sempre muito instável no Oriente Médio e o mundo desconhece o destino de todos esses acontecimentos.


Luta-se pelas ideias, por pensamentos; a liberdade,porém, ainda não alcança espaço.


O ser humano pensa, mas o poder cega.


E Voltaire estava certo quando ponderou: "Ser verdadeiramente livre é poder".


O poder que o ser humano conhece garante a liberdade apenas para aquele que o detém.


E o alvo da maior arma, para a grande maioria, permanece assim, inatingível.




Pense nisso!




Roberta Amaro